A concorrência está mudando as relações entre os consumidores e as farmácias de Londrina. Até o primeiro semestre deste ano, a situação era relativamente tranquila e cada rede ou farmácia independente tocava o negócio sem grandes sobressaltos. Porém, a entrada de uma nova rede no mercado, com um agressivo marketing de preços, está causando alguns momentos de ''turbulência''. As outras lojas resolveram partir para o ataque e descobrem que ''cobrir qualquer oferta'' faz parte do negócio.
Mas além da mudança na relação com os consumidores, o que se pode observar em Londrina é o grande número de farmácias, especialmente no centro da cidade. Uma resolução do governo do Estado estabelece que no Paraná deve existir uma farmácia para cada 10 mil habitantes. E de acordo com o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, com base no último levantamento feito em junho deste ano, Londrina tem 229 estabelecimentos farmacêuticos. Considerando que a população atual está em torno de 500 mil habitantes, pode-se concluir que Londrina tem quatro vezes mais farmácias que o exigido pela resolução estadual.
A comerciária Michele Camargo diz que vai às farmácias uma vez por semana, em média, e não considera que haja excesso de estabelecimentos em Londrina. ''A quantidade, pelo menos aqui no centro, é muito boa''. Michele diz que não se confunde na hora de escolher o estabelecimento. ''Tem cliente que é assíduo, vai sempre na mesma farmácia e se torna um cliente especial''. Na opinião dela, a entrada da nova rede tornou o mercado de medicamentos bem mais competitivo. ''Acho que mexeu bastante com os preços e deu uma boa dividida, o que é bom para o consumidor. É melhor assim''.
Para a vendedora Maiara Enes o detalhe mais importante na hora de escolher uma farmácia é o atendimento. ''Tem algumas farmácias onde os atendentes não tratam bem a gente. Acho que é preciso rever também essas coisas''. Maiara diz que já ficou em dúvida sobre onde comprar produtos de beleza ou medicamentos em função do número de farmácias na cidade. Na opinião dela, a concorrência entre as farmácias é boa para o consumidor.
O engenheiro agrônomo Dalmo Polastro costuma fazer uma cotação de preços em ''meia dúzia'' de farmácias antes de decidir onde vai comprar o que precisa. E fazendo este tipo de pesquisa, ele concluiu que ''está havendo uma equalização de preços entre as principais redes de farmácias da cidade''. Polastro disse que este panorama mudou após a entrada de uma nova rede de farmácias na cidade. ''Hoje, elas cobrem ofertas e é possível negociar, o que não acontecia antigamente''.

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