O preço da cesta básica em Londrina caiu 1,85% no mês passado, interrompendo uma leve alta - de 0,40% - registrada em junho. Desta vez, a queda foi puxada pelo custo da carne (coxão mole), que teve redução devido às promoções realizadas em dois supermercados da cidade. Com isso, uma pessoa passou a gastar R$ 143,18 com os alimentos, enquanto uma família (dois adultos e duas crianças) desembolsou R$ 429,53. No ano, a cesta básica acumula queda de 3,85%, enquanto nos últimos 12 meses, ainda há uma alta de 4,09%.
Além da carne, os outros itens que tiveram redução nos preços foram banana, feijão, leite C, margarina e pão francês. Já o açúcar, arroz, batata, café, farinha de trigo, óleo de soja e tomate tiveram seus custos reajustados. ''A carne contribuiu para a queda de preços porque tem maior peso no cálculo da cesta. A carne corresponde a 41% do custo total'', comenta o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Metropolitana e coordenador da pesquisa.
Segundo ele, nos dois supermercados mais baratos o quilo da carne foi vendido a R$ 5,84 e R$ 6,79. O maior preço registrado foi de R$ 12,98, o que mostra uma diferença de 122,02% entre os estabelecimentos mais barato e o mais caro. O quilo do tomate também apresentou grande variação percentual: 122,49%. O custo do quilo ficou entre R$ 0,89 e R$ 1,98. O açúcar cristal foi outro produto com grande variação. O saco de 5 quilos foi comercializado entre R$ 2,87 e R$ 5,89, uma diferença de 105,23%.
O economista comenta que se toda a compra fosse feita no supermercado mais barato, os gastos seriam de R$ 115,09 (para uma pessoa) e R$ 345,27 (para a família). No estabelecimento mais caro, os custos seriam de R$ 173,03 (uma pessoa) e R$ 519,09 (para a família). ''É uma diferença de 50,35% ou R$ 53,17 na compra para uma pessoa. Se as compras fossem feitas para uma família, as despesas seriam R$ 173,83 maiores, o que demonstra que a pesquisa de preços compensa'', salienta.
Na avaliação dele, se mais consumidores fizessem pesquisa de preços os supermercados seriam obrigados a baixar seus custos. Se a pesquisa fosse considerada e cada item fosse comprado no supermercado mais barato, o custo total da compra seria de R$ 110,09 (para uma pessoa) e R$ 330,28 (para uma família).
Pesquisa - Os consumidores parecem mais conscientes da importância da pesquisa de preços. O representante comercial Paulo Cardinal, por exemplo, comenta que acompanha a evolução dos custos em vários supermercados da cidade e que compra apenas os itens que estão sendo vendidos com preços promocionais. ''Hoje não dá mais para comprar sem pesquisa de preços'', afirma. Ele costuma fazer estoque apenas de carne, enquanto os outros produtos são comprados semanalmente nos supermercados.
Conduta semelhante tem o empresário Diego Vinícius de Oliveira. ''Faço pesquisa de preços, acompanho as propagandas. Hoje, antes de comprar qualquer coisa o preço tem que ser analisado'', comenta. Ele, inclusive, chega a comparar notas fiscais de vários supermercados para saber qual deles têm o melhor preço. ''Os supermercados hoje disputam o consumidor e a gente deve fazer essas comparações'', diz. Este mês, especificamente, Oliveira percebeu um aumento nos preços de produtos que têm trigo em sua composição, como pães e macarrão.
Já a administradora de empresa Iracema Mangoni percebeu alta nos preços do leite e dos seus derivados, como iogurtes e queijos. ''Os outros produtos acho que estão com os preços mais ou menos estáveis. Acompanho de perto as promoções de leite, já os itens do dia-a-dia não dá tempo de fazer pesquisas'', comenta.

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