Um assunto que vem sendo explorado atualmente por algumas publicações é que ‘‘o ovo não faz tanto mal à saúde quanto se pensava’’. Porém, na opinião da nutricionista Aliny Stefanato, a história não é bem assim e este tipo de informação pode confundir as pessoas ao invés de esclarecê-las. ‘‘O brasileiro gosta de ovo e pode pensar que o produto está ‘liberado’ e não está; a pessoa deve manter o consumo com moderação’’, alerta.
  Mas indiferente a qualquer estudo, a verdade é que a maioria mantém o consumo de ovo inalterado. A assistente administrativa Eliana Bettin, por exemplo, compra uma dúzia de ovos por quinzena e usa geralmente em tortas, bolos e outras massas. ‘‘Eu evito comer o ovo frito porque fui informada que pode causar problemas de saúde por ter alto teor de colesterol’’. Na casa de Eliana todos gostam de ovos. ‘‘A minha filha, se a gente deixar, come três ovos de cada vez; ela só não come porque não deixo’’, disse. A dona de casa afirma que consumiria ‘‘bem mais’’ se ficasse realmente comprovado que os ovos não causam tanto mal à saúde.
  A família da pedagoga Neide dos Santos Silva (ela, o marido e três filhos) consome uma dúzia de ovos por semana, em média. ‘‘O pessoal em casa gosta bastante. A gente usa ovos para fazer bolos, omeletes e ainda consome frito ou em salada’’. Ela reconhece que o produto pode fazer mal, mas não abre mão da preferência. ‘‘Mesmo consumindo ovos todos os dias, a saúde do pessoal está em ordem. Ovo é gostoso’’, resume.
  O empresário Hudson Rubens Dena vive uma experiência curiosa em relação ao consumo de ovos. Ele é dono de um restaurante self-service no centro de Londrina, onde o consumo de ovos é considerado bom. ‘‘O famoso ovo frito é o que mais sai’’, afirma. Mas em sua casa, ninguém gosta muito do produto. ‘‘Para você ter uma idéia, eu levo uma dúzia de ovos para casa e muitas vezes tenho que jogar a maior parte fora porque vence o prazo de validade’’.
Dena explica que não tem nada contra os ovos. ‘‘É somente por causa do paladar mesmo; não é um prato que eu goste muito’’.
  Na opinião do empresário, as pessoas - de um modo geral, não estão muito preocupadas se a mídia fala bem ou mal de ovos. ‘‘O povo não liga e quem gosta de ovo vai comer ovo’’. Dena também acha muito relativo o fato do ovo fazer mal ou não. ‘‘O ovo é um alimento como outro qualquer e só vai fazer mal se a pessoa consumir muito’’.

Consumo deve ser de 3 unidades por semana
  A nutricionista Aliny Stefanuto explica que o ovo deixa de ser um vilão para o aumento do colesterol quando comparado com outros tipos de gordura que existem no mercado’’. Ela cita a gordura saturada que aumenta em até três vezes o colesterol no sangue, e a gordura trans ‘‘é pior ainda porque aumenta o colesterol ruim e diminui o bom’’.
  Aliny informa que a quantidade recomendada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia é de três ovos por semana. Outra recomendação é que deve se dar preferência ao ovo cozido e evitar o ovo frito. (E.A.)

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