Mesmo não tendo problemas físicos ou psicológicos o seu sono não tem sido reparador? Você já atentou para a qualidade do seu colchão e travesseiro? Determinantes para o bem-dormir, muitas pessoas os negligenciam na hora de comprá-los. Segundo o franqueado de uma marca de colchões em Londrina, Leandro Ricardo de Abreu, o brasileiro não costuma investir no produto, ao contrário dos europeus e americanos que ficam atentos aos prazos de validade.
Escolher um bom colchão e travesseiro requer paciência e alguns cuidados. De acordo com Abreu, a principal dica é combinar o colchão com o biotipo (relação entre peso e altura) do usuário. Se for um colchão de casal, deve-se prestar atenção na diferença de peso entre o marido e a esposa. O cliente também é questionado sobre problemas de saúde, principalmente posturais e respiratórios. ''As pessoas com desvios na coluna precisam dormir em colchões mais firmes; já as que têm alergias respiratórios devem se preocupar em adquirir um produto totalmente fabricado para evitar o acúmulo de poeira'', explica o franqueado.
O mercado oferece as opções de colchão em espuma e mola. Para quem prefere a primeira opção, a dica é observar qual densidade da espuma de poliuretano é ideal para o seu biotipo. A novidade neste material é a espuma de visco-elástica, utilizada pelos astronautas. A vantagem é a maior capacidade de absorção do peso e distribuição equalizada da pressão sobre o corpo. Já os colchões de mola oferecem a opção bicônica, que tem resistência progressiva, e as pocket (molas individuais), que se baseiam no sistema de suspensão independente; ou seja, somente as molas que sustentam as partes mais proeminentes do corpo sofrem variação, dando anatomia total ao usuário.
Os preços são variados. Na loja de Abreu, o colchão de solteiro feito de espuma varia de R$ 99,00 a R$ 390,00. Já o mais barato de casal sai por R$ 199,00 e o mais caro R$ 899,00. Os de mola são um pouco mais caros - R$ 299,00 a R$ 1.500,00 de solteiro e R$ 399,00 a R$ 5.000 casal. De acordo com o franqueado, o preço oscila conforme a altura e o tecido que reveste o colchão (o jacquard italiano é o mais nobre que existe).
Já os travesseiros são fabricados em fibras de algodão, espuma, látex, visco-elástico e pluma de ganso. O acessório deve ter a mesma espessura para preencher o espaço entre o ombro e cabeça, a fim de não forçar a cervical.
Na hora da compra Abreu orienta o cliente a deixar a vergonha de lado e deitar no colchão na posição em que costuma dormir e realizar alguns movimentos.
A produtora rural Sonia Marin Amano adquiriu na semana passada colchão e travesseiro. Ela optou por um modelo de molas depois de dormir em um modelo semi-ortopédico por quatro anos. ''Na hora de comprar deitei em todos os modelos oferecidos pela loja, até escolher um que não fosse muito rígido nem muito mole'', conta.

Dormir relaxado
A melhor maneira de dormir é aquela que permite o relaxamento total dos músculos, principalmente as musculaturas das costas, da região lombar, dorsal e cervical. Segundo a ortopedista Adriana Prueter Pazin, a posição mais recomendada é a fetal (de lado). ‘‘O travesseiro deve ser da largura dos ombros e preencher o espaço entre colchão, ombro e cabeça. Um outro travesseiro entre os dois joelhos permite que a coluna fique mais relaxada e alinhada’’, orienta. Dormir de bruços é a posição mais prejudicial à saúde, por forçar a lombar e a cervical.‘‘Caso a pessoa só consiga dormir assim, recomenda-se que não use travesseiro, e um braço e uma perna estejam semi-flexionados para que a coluna fique um pouco mais relaxada’’, explica a médica. Adriana ressalta que a posição de barriga para cima é a mais difícil para relaxar. ‘‘Para evitar a lombalgia (contratura crônica da musculatura da lombar), o indicado é colocar uma almofada embaixo dos joelhos’’, comenta. A outra dica é utilizar um travesseiro baixo, para não forçar a cabeça e a cervical. (C.V)

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