Saudável e muito saborosa, a culinária japonesa, vêm ganhando adeptos ao longo dos anos. O sabor oriental aliado à apresentação dos pratos também conquista cada vez mais os brasileiros. Atualmente, a oferta de comida japonesa cresceu muito, desde a abertura de restaurantes, inclusão de alguns pratos específicos em buffets e comércio de sushis e pratos prontos em feiras livres, mercearias e supermercados. Os sushis, por exemplo, preparados com peixe e algas são ricos em nutrientes como proteínas, fósforo, ferro, cálcio e vitaminas.
Tudo isso com uma grande vantagem: são pouco calóricos. Segundo a nutricionista Clisea Mara Carreira, professora do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Londrina, um sushi de atum ou de salmão, de 20 gramas, tem 32 calorias; já um sushi de linguado tem apenas 10 calorias; quando o prato é preparado apenas com vegetais o índice calórico é ainda menor. ''O consumo é indicado para quem gosta. O sushi tem nutrientes bastante interessantes para a saúde'', salienta a nutricionista.
O sushi é a combinação de arroz com os pescados crus ou vegetais. O arroz é o ingrediente principal. Grãos pequenos ou médios são cozidos com cuidado e misturados com açúcar, sal e vinagre especial de arroz. A tradição japonesa aliada à criatividade brasileira ganhou sabores diferentes. Por exemplo, nas mercearias de Londrina - que comercializam os sushis já prontos em bandejas - os brasileiros procuram mais os ''sushis califórnia'' (combinação de arroz, vegetais, manga e kani) ou os preparados com vegetais, maionese, atum e kani.
Já os nipônicos ainda optam pelos tradicionais, preparados com legumes, gengibre e omelete. ''Há alguns anos somente os japoneses compravam os sushis prontos, hoje entre 10% e 20% das vendas são para os brasileiros. Em Londrina há uma interação entre as colônias brasileira e japonesa'', afirma Marcos Yamanaka, da Mercearia Yoshida. Opinião semelhante tem a proprietária da Casa Onishi, Marina Onishi. ''Temos uma colônia forte na região. Além disso é uma comida muito saudável e leve, o preparo não requer gordura'', afirma.
Além dos sushis, as mercearias oferecem também o obentô (uma espécie de marmita), que leva apenas pratos da culinária japonesa como tempurá, nigiri-zushi, salada, peixe frito, sushis e espetinhos de peixe). A vantagem é que o obentô já vem com hashi, próprio para viagem. ''As pessoas compram quando vão viajar ou quando estão indo para uma pescaria. É bem prático'', comenta Marina Onishi. Ela ainda ensina que o consumo correto é molhar o sushi apenas em um pouco de shoyo.
Além dos tradicionais sushis, o consumidor pode encontrar outros pratos prontos como inarizushi, hijiki gohan (uma espécie de risoto japonês preparado com arroz de motigome e azuki ou com shiitake) e o maki-zushi. Quem preferir comprar os rolinhos de sushi para consumir em casa, a dica é: antes do corte passar a faca em um pano molhado e cortar sempre ao meio e não a partir das extremidades. A Mercearia Yoshida ainda oferece um diferencial. Aos domingos os sushis são preparados na hora. Além disso, a proprietária Luiza Kitomi Yamanaka ensina os segredos do preparo.

Armazenagem requer cuidados
  A comida é gostosa, saudável e vem ganhando adeptos. No entanto, a nutricionista Clisea Mara Carreira faz uma ressalva para o consumo dos sushis já prontos, acondicionados em bandejas descartáveis e embalados em papel filme. ‘‘É importante comprar os sushis em locais de confiança. Os sushis preparados com peixe cru exigem cuidados na armazenagem porque são produtos altamente perecíveis’’, afirma. Por isso, ela destaca que o sushiman deve sempre ter uma boa higienização.
  A sua recomendação é que os pratos preparados com peixe sejam armazenados em refrigeradores fechados. Em caso de contaminação, por exemplo, o ambiente mais frio evitaria a proliferação de microorganismos danosos à saúde humana. Já os sushis preparados apenas com vegetais são mais seguros para o consumo. No entanto, se os pratos não estiverem acondicionados em geladeiras, a nutricionista diz que devem ser descartados diariamente. ‘‘O consumo também deve ser imediato, se o sushi ficar na geladeira por mais de um dia, fica ressecado. Se passar de 24 horas pronto perde a segurança alimentar’’, observa. (F.M.)

Sushis prontos atraem também os descendentes
  Os descendentes de japoneses não abrem mão da culinária nipônica no seu dia-a-dia. Além de preparar os pratos em casa para as refeições, comprar os sushis e outras delícias também faz parte da rotina. É o caso da enfermeira Iracema Gomi, que afirma freqüentar restaurantes japoneses toda semana. ‘‘Pelo menos duas vezes por mês compro os sushis prontos para comer em casa. Sei preparar os pratos, mas é muito trabalhoso. É mais fácil comprar’’, comenta.
  O funcionário público Afonso Takeo Inoue é consumidor dos sushis prontos. ‘‘Prefiro os mais tradicionais, mas todos são saborosos’’, diz. Em todas suas refeições é servido o gohan (arroz japonês), mas no restante dos pratos há uma divisão entre as culinárias japonesa e brasileira. A família do aposentado Riyoso Doi também costuma consumir os sushis prontos, embora a sua esposa, Maria Doi, seja uma ‘‘craque’’ na cozinha.
  ‘‘Somos de Cornélio Procópio, mas quando estamos em Londrina compramos as bandejas. É mais prático e aí, a liberamos da cozinha’’, observa Doi. A filha Sônia Okura também não abre mão da tradição. ‘‘A comida japonesa não tem gordura, é uma comida light’’, salienta. (F.M.)

Confiança
A confiança do consumidor brasileiro na economia do País ficou levemente mais baixa em junho do que há um mês, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em conjunto com o Instituto Ipsos, divulgada ontem. O Índice Nacional de Confiança ACSP/Ipsos aponta uma queda de um ponto, no último mês, passando de 130 em maio para 129 em junho.
O índice, considerado otimista, é superior ao medido há um ano, quando estava em 126 pontos.

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