Quem sofre com alergias respiratórias já sabe: é só o tempo ficar seco que as asmas, rinites, bronquites se agravam. Além disso, há um aumento expressivo nos casos de gripes e resfriados. Até mesmo quem não possui problemas respiratórios sente os efeitos da baixa umidade do ar: os olhos ardem, a garganta fica irritada e a pele resseca. Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a umidade relativa do ar esteve na casa dos 20 a 30% nos últimos dias na maioria das regiões do Estado - o índice é considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nesta época do ano aumenta muito a procura por vaporizadores, umidificadores e inaladores.''Desde o início de julho vendemos 40 umidificadores. Inaladores saem três, quatro por dia'', conta a vendedora de uma casa especializada na venda de produtos médicos em Londrina, Tatiane Ramos Sircilli. Em relação aos primeiros, a promessa é oferecer níveis adequados de umidade que auxiliam na umidificação do aparelho respiratório. O vapor quente expelido pelo vaporizador lubrifica as vias respiratórias aliviando a irritação do nariz, garganta e brônquios. Alguns modelos também prometem retirar do ar resíduos nocivos como fumaças em geral, partículas suspensas e demais poluentes. De acordo com Tatiane, os vaporizadores são mais indicados para o inverno, já que expelem ar quente. A capacidade da maioria dos equipamentos é de cinco litros e funciona por até 13 horas sem reabastecer.
Já os umidificadores, explica a vendedora, lançam ar frio, têm capacidade para três ou cinco litros de água e possuem autonomia média de 10 horas. Os equipamentos são elétricos e funcionam nas voltagens 127/220V. Alguns modelos agregam a função de ionizador, protegendo contra fungos e bactérias. Os inaladores têm a função de desobstruir os brônquios e há modelos portáteis, motorizados e ultra-sônicos (silencioso).
O preço médio de um vaporizador no mercado é R$ 45,00. Já os umidificadores são mais caros - custam entre R$ 215,00 e R$ 257,00. Muito procurado pelas mães, os inaladores são comercializados por, em média, R$ 150,00.
A professora Nilcéia Inácio da Silva adquiriu recentemente o seu segundo umidificador. ''Há um ano, eu e meu marido compramos um aparelho para colocar no nosso quarto. Como ficou mais fácil para respirar, resolvemos colocar o nome na lista de espera da loja e depois de 10 dias adquirimos um para o quarto das crianças'', conta. De acordo com Nilcéia, ninguém em casa tem problemas respiratórios, mas os pequenos reclamavam muito de ardência no nariz e dificuldade para respirar.
Sofrendo com crises de rinite, sinusite e bronquite a universitária Simone de Paula Marteli comprou um umidificador com ionizador há quatro meses.''Comprei por indicação de uma amiga. Deixo-o ligado sempre que estou em casa. A falta de ar noturna melhorou bastante. Foi um dinheiro bem empregado'', finaliza.

Médico recomenda uso para crianças e idosos
  O pneumologista Denison Noronha Freire recomenda a utilização de vaporizadores e umidificadores nesta época do ano somente para crianças e idosos - que possuem sistema imunológico mais frágil - e pessoas que sofrem alergias respiratórias. ’’Para a população em geral a dica é tomar bastante líquido para evitar a infecção das mucosas que revestem o sistema respiratório’’. Outras orientações repassadas pelo médico são utilizar uma solução isotônica no nariz (soro fisiológico sem cloreto de sódio) e colírio para umidificar os olhos ressecados.
  Segundo Freire, soluções caseiras como bacia com água no quarto e toalha úmida ajudam pouco na umidificação do ambiente. Aos que praticam esportes ao ar livre a dica é evitar exposição ao sol entre as 10 e 17 horas. O período crítico é entre as 14 e 16 horas, quando a umidade relativa do ar fica mais baixa. (C.V)

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