Suas compras
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O preço da cesta básica de junho se manteve estável em Londrina. O kit com 13 produtos apresentou um pequeno reajuste de 0,40%, interrompendo três quedas consecutivas. No mês passado, a alta do preço da carne (+ 9,04%) foi o que mais pesou no bolso do consumidor. E o leite, que tem sido o vilão das compras, apesar da leve redução (-1,84%), o preço ainda está alto.
A carne representou 41% do preço da cesta básica, o produto tem um peso grande no preço final. Talvez, se a carne não tivesse subido, o preço do kit também não teria subido, analisou o economista Flávio Oliveira dos Santos, que coordena a pesquisa de preço na cidade. O preço médio da carne (coxão mole) foi encontrado por R$ 9,23, contra R$ 8,47 do mês de maio. O levantamento é feito em projeto de pesquisa por alunos da Universidade Metropolitana.
Com a variação de preço, em junho, uma família - dois adultos e duas crianças - passou a gastar R$ 437,65 com os alimentos, enquanto o custo do kit para uma pessoa foi de R$ 145,88. Os produtos que sofreram reajuste no preço foram banana, café, feijão, óleo de soja e pão.
Já os alimentos que tiveram uma redução foram açúcar, arroz, batata, farinha de trigo, margarina e tomate. O leite também caiu um pouco, mas não foi suficiente para baixar tanto o preço. O custo do produto deverá continuar alto nos próximos meses, adiantou o economista.
Conforme Santos, a pesquisa mostrou que no supermercado mais barato o custo da cesta básica saiu por R$ 382,20, enquanto no mais caro o consumidor pagou R$ 496,07: uma diferença de R$ 114. Se o consumidor tivesse feito pesquisa de preço e comprado os produtos mais baratos de cada supermercado, o kit teria saído por R$ 112,07, para uma pessoa, e R$ 336,20, para uma família, registrando uma economia de até 30% em relação ao preço médio da cesta.
Percentualmente, a maior diferença de preço foi a do tomate: 183% entre o estabelecimento mais barato e o mais caro. Já em valor, a carne ficou na frente: R$ 4,69. Essas diferenças justificam a pesquisa de preço. Sempre vale a pena procurar pelo preço mais baixo, afirmou o economista.
Consumidores - Os consumidores confirmaram que o produto que mais pesou na compra do mês de junho foi a carne. O comerciante Luiz Carlos da Silveira, comentou que tanto o preço da carne vermelha quanto o da carne de frango foi reajustado. Além da carne, ele reclamou do preço do leite. O problema não é só o leite. O problema é que junto o produto, subiram todos os derivados, lamentou. Para economizar, Silveira costuma ir a, pelo menos, três supermecados. Às vezes, consigo economizar até 30%, disse.
A pedagoga Fabiana Regina Corrêa Melaré também comentou que a carne e o leite têm pesado na hora da compra. Tenho feito muita pesquisa para comprar uma caixa de leite. Procuro aproveitar as promoções, mas está difícil encontrar um preço mais baixo, comentou.
A analista financeira Cyntia Alcantara disse que além da carne e do leite, o preço das frutas, verduras e legumes também está salgado. Eu acho que um dos problemas é o período do ano que sempre provoca a alta dos produtos, mas não era para tanto, reclamou. Cyntia comentou que tem por hábito realizar pesquisa de preço e disse que sempre consegue economizar. Nunca faço toda a compra em um único supermecado, se precisar vou em dois, três, e volto no outro dia para ver mais preços, frisou.
Ceasa
Ontem, a movimentação na
Ceasa de Londrina foi normal,
sem alterações de preços.
Liquidação
Começou a temporada de liquidação de inverno em
Londrina. Os consumidores já podem encontrar muitas lojas no comércio da região central
com promoções que variam de 10% a 50% de desconto.


