A partir do momento em que a família começa a sonhar com a casa própria, ela deve fazer - simultaneamente, algum tipo de poupança para alcançar o objetivo. A economia pessoal faz parte do negócio porque o agente financeiro sempre vai exigir uma contrapartida do candidato a mutuário.
A forma mais tradicional de poupança é aquela onde a pessoa reserva parte da renda todo mês até juntar uma quantia que considera suficiente para servir de ''entrada''. Outra alternativa muito conhecida é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, um recurso sugerido pelas construtoras para facilitar a aquisição principalmente de apartamentos para a classe média. Mas nada impede que a família tenha disponibilidade de alguns bens, tais como carros, consórcios ou terrenos.
O superintendente regional da Caixa Econômica Federal em Londrina, Roberto Luiz Bachmann, diz que a ''economia pessoal'' é muito importante para quem está interessado em comprar a casa própria. ''Se a pessoa tem uma reserva, uma poupança ou a possibilidade de se desfazer de algum bem no momento em que vai financiar o imóvel, isto é importante na medida em vai reduzir o valor do financiamento e, portanto, vai reduzir o valor daquele compromisso mensal no decorrer do tempo''.
E o Fundo de Garantia tem dupla vantagem. A primeira é que o trabalhador pode usar parte do recurso quando contrata o financiamento, desde que tenha um saldo ''razoável'', e a segunda é que o recurso pode ser usado para abater as prestações mensais. Bachmann apenas esclarece que a utilização do FGTS está condicionada aos limites estabelecidos em lei. ''Nós temos que analisar caso a caso, porque depende do montante que a pessoa tem no Fundo de Garantia e depende também da fonte de recursos que será usada no financiamento. As possibilidade são diversas'', afirma o superintendente regional da Caixa.
O futuro mutuário poderá procurar o imóvel desejado a partir do momento que souber o valor máximo que pode ser liberado para o financiamento. O imóvel pode ser adquirido direto com o proprietário ou junto às imobiliárias e construtoras. De acordo com o Caixa, tão importante como a documentação do interessado, são os documentos de quem está vendendo o imóvel. ''É preciso ter a garantia jurídica de que o imóvel que está sendo vendido não terá nenhum problema no decorrer deste período em que vamos conviver com este financiamento''. Segundo o superintendente da CEF, todos estes cuidados são necessários para que o comprador tenha maior segurança.
Outra etapa que é considerada imprescindível neste momento é a avaliação do imóvel, feita por uma equipe especializada que estuda o mercado imobiliário em Londrina. ''A Caixa faz a avaliação para verificar se o imóvel está realmente no valor de mercado para que a pessoa que esteja comprando não seja lesada. ''É uma proteção a mais que a gente dá para o comprador''. Segundo Bachmann, um imóvel pode estar sendo vendido por R$ 60.000,00 e valer apenas R$ 50.000,00. Agora, independente da circunstância da compra, o valor a ser pago pelo imóvel é sempre repassado diretamente ao vendedor.
O contrato de financiamento da casa própria prevê, ainda, a assinatura de dois tipos de seguros. O primeiro é de morte e invalidez, que quita o débito proporcional na composição da renda em caso de uma fatalidade. E o segundo é a cobertura de danos físicos do imóvel, desde que causados por algum problema de ordem natural.
O superintendente diz que hoje há uma facilidade maior para se comprar um imóvel porque ''houve a desburocratização do processo, com a exigência de menos documentos, e a perspectiva de uma economia estável dá mais segurança ao comprador''.

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