Estar com a barba bem feita, ou pelo menos bem cuidada, é um pré-requisito da boa aparência masculina. Alguns homens cuidam bem da barba apenas por vaidade, mas a maioria é por necessidade mesmo. O ato de se barbear não é uma tarefa tão simples quanto parece e uma das maiores dificuldades é comprar o aparelho certo para o uso pessoal.
O gerente de hotel Sérgio Vicentini precisa fazer a barba diariamente em função da atividade que exerce. ''Antes de lavar o rosto, já estou fazendo a barba. No meu tipo de trabalho a gente não pode ter pêlo na cara. A aparência é fundamantal''. Ele diz que tem a pele muito sensível e fazendo a barba todo dia não deixa o pêlo engrossar.
Vicentini sabe que há uma variedade muito grande de aparelhos de barbear no mercado e se adaptou bem a um que, além de não irritar a pele, ainda é durável. ''Optei por este aparelho porque é uma tradição da família. O meu pai usava este mesmo tipo de aparelho, continuei usando e nunca pensei em trocar porque está funcionando bem até hoje''. Ele diz que consegue faz a barba até dez vezes com o mesmo aparelho, enquanto com outros o rendimento é bem menor. ''Já experimentei vários aparelhos quen não me fizeram bem. Eu fazia a barba só uma vez e ele não prestava mais''.
O advogado André Feijó também tem a pele sensível e faz a barba apenas duas vezes por semana por recomendação de um dermatologista. ''A minha barba cresce fácil e se faço demais, arrebenta a pele''. Para evitar este tipo de problema, ele não pode usar qualquer aparelho. ''O que uso é um aparelho de qualidade, melhor que esses nacionais e dá para fazer a barba cinco ou seis vezes''.
Feijó compra apenas o refil com duas unidades quando precisa, o que custa em torno de R$ 12,00. ''Embora não seja um produto tão barato assim, é bem melhor que esses simples descartáveis, como o próprio nome diz. Tem aparelho que na segunda ou terceira vez não aguenta mais''.
Ele acha que é importante o homem cuidar bem da barba para manter a aparência. ''Acho até interessante a pessoa que tem barba e cuida legal, mas a minha opção é me sentir melhor sem barba. O que não funciona mesmo é a barba mal feita''.

Estresse prejudica o barbear
  O médico Mauro Filgueiras Mendes diz que é muito comum o comparecimento de pacientes em consultórios de dermatologia com queixas de lesões na área de barba. Há alguns casos, inclusive, que são diagnosticados como doenças. Uma com maior incidência é a ‘alopecia areata’, causada pelo estresse e se caracteriza pela formação de áreas ‘depeladas’, que normalmente são confundidas com micoses. ‘‘Quando aumenta o número de variáveis que a pessoa lida todo dia, como a sobrecarga de trabalho, isto favorece o estresse, que por sua vez pode causar não apenas a úlcera de estômago e infarto, mas também problemas de pele’’.
  Outra doença comum, segundo o médico, é a ‘pseudofuliculite de barba’, que ‘‘é um processo inflamatório nas áreas do pescoço e mandíbula, e ocorre devido à espessura do fio de barba e o trauma das lâminas’’.
  Mendes explica ainda que o aparecimento das duas doenças não está relacionando aos aparelhos usados para barbear. ‘‘O fato de ser descartável não tem nada a ver neste caso’’. Mesmo assim, ele ressalva que ‘‘o brasileiro não tem o hábito de usar o barbeador elétrico, o que aliviaria vários problemas’’. O médico fez questão de destacar que ‘‘aliviar’’ não é ‘‘acabar’’ com a doença.
  O dermatologista cita alguns cuidados que devem ser tomados para reduzir os problemas causados pela necessidade de se barbear: usar sempre água morna, usar espuma ou gel que não seja irritante e após o ato de se barbear, passar um antiséptico que contenha o ‘‘azuleno’’. (E.A.)

mockup