Suas compras
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
É possível uma família economizar entre 30 a 35% com alimentação sem reduzir a qualidade do que consome ou a quantidade necessária de nutrientes? Para a nutricionista Aliny Stefanuto, a resposta é sim. Segundo ela, este objetivo pode ser alcançado apenas com alguns ajustes na hora da compra e cuidados no preparo e conservação dos alimentos.
A nutricionista afirma que o primeiro passo é evitar os alimentos prontos, com oferta em abundância nos supermercados. ''Além de gastar mais dinheiro, a pessoa estará comprando produtos com a gordura vegetal hidrogenada, a gordura trans, que é péssima para a saúde''. Ela cita alguns produtos a serem evitados: as lasanhas, o nhoque, as bolachas de um modo geral - principalmente as recheadas, os temperos prontos e até a pipoca para microondas. ''Eu costumo dizer que pipoca boa é a pipoca que a gente prepara em casa''.
Aliny faz questão de destacar que não se trata de uma campanha contra os alimentos industrializados. ''O que é básico, como o arroz, o feijão e a mistura, deve ser feito em casa mesmo''. E cita que a indústria produz alimentos importantes, ''tais como os iogurtes com fibras e os sorvetes sem gordura''.
Outra observação é que o brasileiro consome ''grandes quantidades'' de óleo de soja, podendo, em alguns casos, gastar mais que o dobro do necessário. ''A gente sempre diz que ao consumir óleo demais não faz bem para a saúde. E se a família reduzir o consumo, além da economia, ganhará também propriedades nutricionais''. Ainda quanto ao óleo, ela sugere que não haja reaproveitamento do produto usado em frituras. ''Isso é terrível, porque o óleo aquecido em altas temperaturas produz uma substância chamada acroleína, que é altamente cancerígena. Assim, o aconselhável é usar o óleo apenas uma vez''.
Para a nutricionista, não basta a dona de casa ser rigorosa com a economia apenas na hora da compra, pois o preparo e a conservação dos alimentos também são importantes. Ela afirma que uma maneira de evitar o desperdício é preparar as refeições para a semana toda, guardar as porções no freezer e retirar apenas o necessário para o consumo naquele momento.
Aliny afirma ainda que milhões de brasileiros estão sendo prejudicados atualmente por causa de uma alimentação inadequada. Segundo ela, estas pessoas têm o costume de fazer apenas três refeições por dia - o café da manhã, o almoço e o jantar, e que uma boa parte, por falta de tempo, está eliminando o café da manhã. ''Isso é péssimo porque a pessoa fica muitas horas sem se alimentar e vai chegar a todas as refeições com muita fome''. O ideal, garante, ''é o fracionamento das refeições ao longo do dia'', intercalando o lanche da manhã, o lanche da tarde e a ceia.
De acordo com a nutricionista, se a pessoa adotar o hábito de fazer todas as refeições de maneira adequada, vai ingerir menos calorias e aumentar, inclusive, a expectativa de vida. ''Se a pessoa tem um aporte menor ou adequado à quantidade de calorias, ela consegue ter uma longevidade maior, porque estas pessoas consomem mais frutas e vegetais, que são ricos em vitaminas e minerais, e previnem o envelhecimento''. Outro benefício apontado por Aliny é que, além da economia com a própria alimentação, a pessoa terá mais saúde, passando a gastar menos com remédios e assistência médica.
E veja na edição de amanhã, como a pessoa pode gastar menos de R$ 1,00 por refeição.
Comércio aos domingos
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou ontem uma pesquisa que aponta que 73% da população fazem compras aos domingos. A pesquisa foi feita em conjunto com a Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e com a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O levantamento foi realizado em sete capitais e revela que 71% da população aprova a abertura do comércio aos domingos. Em 2003 esse índice era de 59%. A falta de tempo durante a semana é o principal motivo apontado para as compras aos domingos. O fato deste dia ser mais tranqüilo também foi mencionado pelos consumidores.


