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terça-feira, 08 de maio de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Mesmo com a modernização do setor de alimentos, o povo brasileiro ainda mantém alguns costumes típicos da vida no campo. Um deles é o consumo de farofa, que era um produto exclusivamente caseiro, mas a indústria resolveu adotar a receita e embalar as versões pura e temperada. Hoje, a farofa pode ser encontrada nas gôndolas de todos os supermercados e marca presença também em boa parte dos restaurantes.
Um dos alimentos mais tradicionais da culinária brasileira, a farofa se tornou, inclusive, motivo de gozação por sua simplicidade. Mas os consumidores, bem-humorados, levam o detalhe na brincadeira. O certo, porém, é que a farofa conquistou os imigrantes de todas as partes do mundo que vieram para o Brasil e seus descendentes.
O fato de não ser um alimento típico da culinária japonesa, não torna a farofa menos saborosa para a família da dona de casa Elaine Shimomura Boccato. Ela estava em um supermercado fazendo a compra do mês com a filha Isadora, de sete anos. A menina fez questão de pedir para mãe não se esquecer da farofa. A minha filha gosta muito de farofa. Ela consome de todo jeito: no arroz, no feijão, com carne, com tudo. Elaine diz que o consumo do produto é um hábito que a família adquiriu há muito tempo. O meu pai ama farofa, resume. Ela compra dois ou três pacotes de meio quilo de farofa por mês. Pode ser pura ou temperada. A gente costuma preparar a pura com bacon e azeitona, e a temperada é mais para um churrasco, afirmou.
O enfermeiro do trabalho Ricardo Martins estava comprando ingredientes para feijoada. A farofa é um produto indispensável; se não tiver, falta alguma coisa. Ele gosta da farofa preparada com farinha de mandioca para feijoada e a feita com farinha de milho para churrasco. Martins nasceu na cidade de São Paulo e tem boas recordações da farofa que sua mãe preparava. Ela fazia a farofa com farinha de mandioca, colocava ovo, temperava; era outra coisa, farofa de paulista mesmo. E com humor, se lembra da origem da expressão farofeiro: O pessoal saía da periferia de São Paulo e ia para a praia em uma kombi, levando junto o frango assado e a farofa. Mas tudo era brincadeira, com certeza.
A secretaria executiva Cely Batista compra farinha de mandioca para preparar a farofa em casa. Misturo os ingredientes da minha livre escolha de acordo com a disponibilidade e a circunstância; fica uma farofa bem caseira mesmo. Cely afirma que em sua casa todos gostam de farofa - seus pais e os cinco irmãos. Tem um, por exemplo, que não gosta de banana, mas a gente se acerta e faz a farofa de acordo com o gosto da maioria. Quando é para churrasco, Cely compra a farofa temperada. A farofa não pode faltar de jeito nenhum em um churrasquinho. Sem farofa não é churrasco, afirma. Ela também se lembra do pessoal que vai à praia com a comida pronta e recebe o apelido carinhoso de farofeiro. Isso não
tem nada a ver.
Farinhas são ricas em carboidratos
A nutricionista Aliny Stefanuto diz que o consumo de farinhas de milho e mandioca é um hábito que herdamos dos povos indígenas, que tinham a mandioca como uma das principais fontes de alimento. Segundo ela, as duas farinhas são ricas em carboidratos, sendo que a farinha de mandioca tem mais fibras que a milho. Aliny acrescenta que as farinhas, por terem bastante calorias, são importantes para o desenvolvimento das crianças.
E a farofa, afirma, nada mais é do que a farinha adicionada de outros ingredientes, à vontade do freguês. Aliny sugere que não se use grandes quantidades de margarinas, manteiga, bacon ou outros produtos gordurosos no preparo da farofa. Ela diz que o bacon, por exemplo, pode ser substituído pelo peito
de peru.
A nutricionista também dá uma dica que considera interessante, principalmente para as famílias com crianças pequenas: que seja acrescentado o farelo de trigo ou farelo de aveia à farofa. Assim, fica um alimento ainda mais rico em fibras, afirma. (E.A.)
Promoções
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Bis Lacta, R$ 2,49 cxa 20 un
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Achocolatado Nescau,
R$ 2,98 un
Lasanha Sadia, R$ 6,49 un
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Iogurte Activia,
R$ 3,99 pcte 6 un


