Os preços da cesta básica apresentaram redução pelo segundo mês consecutivo. Em abril, o custo dos alimentos apresentaram queda de 0,5% - em março a baixa foi de 3,26% -, desta vez, puxado pelo preço do tomate, que teve redução de 38,74%. A partir desta queda nos custos, uma pessoa passou a gastar R$ 145,76 para comprar os alimentos, enquanto uma família (formada por dois adultos e duas crianças) teve que desembolsar R$ 437,28. No ano, a cotação da cesta básica acumula baixa de 2,12%, enquanto nos últimos 12 meses a redução é de 1,95%.
  Conforme o levantamento feito por alunos da Faculdade Metropolitana, somente dois produtos - arroz e tomate - apresentaram redução de preços. Os outros 11 itens pesquisados tiveram seus valores aumentados: banana, açúcar, batata, café, carne (coxão mole), farinha de trigo, feijão, leite C, margarina, óleo de soja e pão francês (veja quadro). A diferença entre o supermercado mais caro e o mais barato ficou em 33,45% ou R$ 125,95. No estabelecimento com preços maiores, a cesta foi vendida por R$ 502,42, enquanto no mercado com preços mais baixos, os itens foram comercializados por R$ 376,47.
  ‘‘Essa diferença continua mostrando que a pesquisa de preços é fundamental’’, afirma o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa. Segundo ele, desta vez, os preços mais baixos foram praticados por supermercados localizados nos bairros da cidade. Percentualmente, a maior diferença de preços foi do tomate: 173,85%. O preço do quilo da hortaliça variou entre R$ 1,78 e R$ 0,65. Em média, o quilo do tomate foi comercializado por R$ 1,18 no mês passado, contra uma média de R$ 1,93 atingido em março.
  ‘‘O tomate é uma cultura sazonal e, em fevereiro, também houve uma forte redução de preços’’, informa Santos. O custo do quilo da carne (coxão mole) também apresentou grande variação. Os preços variaram de R$ 6,69 a R$ 12,48, uma diferença de 86,55%.

  Gastos - Já entre os consumidores a percepção foi de um aumento de preços. Para a auxiliar de serviços gerais, Luzia Rosa de Oliveira, todos os meses as compras apresentam um custo maior. ‘‘Temos inflação sim e sempre gasto um pouco a mais. As verduras, por exemplo, nunca têm o mesmo preço’’, afirma. Ela costuma acompanhar a evolução dos preços através de pesquisas em supermercados da cidade. ‘‘Corro os supermercados para procurar ofertas e sempre compro no mais barato’’, afirma.
  O comerciante Paulo Gouvêa também diz que gasta um pouco a mais em cada compra. ‘‘Geralmente faço as compras no supermercado da minha preferência, onde eu já sei onde as coisas ficam e aproveito para levar as promoções’’, observa. A dona-de-casa Marília Fonseca diz que não consegue identificar as variações de preços porque estava em viagem. ‘‘Fiquei sem parâmetros, mas sempre faço as minhas compras no supermercado mais perto da minha casa’’, comenta.

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