Suas compras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de abril de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A colocação de preços junto às mercadorias é uma obrigação prevista em lei. Mas, por alguns motivos, nem sempre o consumidor encontrava o preço no seu devido lugar. Resultado: tinha que sair à procura de um funcionário ou ir ao caixa para saber o preço e nem sempre voltava com uma resposta positiva. Para resolver este problema, os supermercados precisaram instalar os leitores óticos, um equipamento que faz a leitura do código de barras e informa o preço em um visor. O objeto, entretanto, parece algo estranho para a maioria dos consumidores.
A empresária Marilze Fleury diz que soube da existência dos leitores óticos nos supermercados, mas ainda não havia utilizado o equipamento. ''Eu acho que é maravilhoso, que é um avanço em termos de tecnologia e é honesto o consumidor ter acesso a esse tipo de coisa''. Ela concordou em fazer uma experiência para conferir se o leitor ótico estava funcionando corretamente. E por ser a primeira vez, houve um pequeno embaraço até o posicionamento correto do código de barras. ''Senti uma certa dificuldade, mas gostei da experiência. Acho que é muito simples''.
Marilze diz que antes destes equipamentos sempre recorria a algum funcionário quando não encontrava o preço da mercadoria. ''O problema é que nem sempre a gente achava este funcionário''. A empresária afirma que já deixou de comprar alguns produtos em outras ocasiões por não encontrar os respectivos preços.
O bacharel em Direito Isaac de Lima Junior diz que já usou o leitor ótico em livrarias e lojas de materiais esportivos. ''Para mim, sempre funcionou direitinho. Acho legal, moderno e é prático porque ajuda na leitura do preço que não está visível na gôndola''. Na opinião de Lima, a colocação deste equipamento pode representar economia de tempo para o consumidor. ''Às vezes, a gente ia procurar alguém para nos informar o preço e a pessoa estava ocupada. Assim, demorava bem mais, o que é ruim porque a gente tem pouco tempo; só vive correndo''.
Ele admite que já deixou de levar alguns produtos para casa por não encontrar o preço. ''Antigamente, se a gente ia comprar alguma coisa e o preço não estava junto, vinha aquela história 'deixa que depois eu vejo' e a gente acabava deixando mesmo''.
A psicóloga Elizabete Côrtes usa o leitor ótico com frequência nas livrarias e ainda não havia usado o equipamento em um supermercado. Ela estranhou a pequena quantidade disponível do equipamento nestes estabelecimentos. ''Talvez aqui as pessoas usem menos porque todas as prateleiras têm os preços das mercadorias''. Elizabete estava com duas unidades do mesmo produto em mãos. Ao fazer a primeira tentativa, o equipamento não fez a leitura do código de barras, o que só aconteceu na segunda embalagem. ''A aprovação é de 50%'', brincou. Mas garantiu que não haveria problemas porque os preços estavam bem legíveis nas gôndolas.
Elizabete avalia a novidade de forma positiva. ''Acho bacana porque é informativo; gostei. Demonstra que os supermercados estão preocupados com os consumidores e investindo cada vez mais. Isso sem falar que se trata de um avanço tecnológico. Que maravilha! Fico feliz''.


