Bem mais importante que competir, o que está em jogo hoje em dia em relação à prática de esportes é a inclusão social e a qualidade de vida. E não são apenas os desportistas que se preocupam com o assunto. Há pais que colocam seus filhos a praticar atividades esportivas logo nos primeiros anos de vida para reforçar a formação. E este comportamento se reflete nas lojas de materiais esportivos, onde quem garante o maior movimento são as pessoas que práticam esportes por opção.
A estudante Sellene Moraes, de 14 anos, foi com a mãe comprar um par de tênis para voleibol, esporte que ela pratica por vontade própria. ''Comecei no colégio há cinco anos e gosto bastante de vôlei, de paixão mesmo''. Sellene pediu para ver alguns modelos e experimentou o calçado com estilo, sempre conferindo a performance no espelho. ''Eu levo em conta se é confortável, se dura bastante, se tem boa qualidade''. Embora acredite que os preços dos artigos esportivos ''estão um pouco inacessível'', a estudante não achou tão caro um dos pares de tênis que experimentava.
Sellene, apesar da pouca idade, demonstra estar preocupada com a formação da juventude. ''Acho que é necessário o jovem praticar esporte hoje em dia e o incentivo tem que partir dos professores de educação física e da escola'', afirma.
A pedagoga Luzimara Ceschi estava com os filhos Gabriel, de 13 anos, e Mateus, de cinco, em uma loja especializada em artigos esportivos. Ela foi comprar um par de tornozeleiras e um shorts para o Gabriel, que treina futebol de salão e está começando também no futebol de campo. Segundo a mãe, o filho menor segue o exemplo do irmão e há dois meses começou a treinar futsal. Ela comprou o tênis e o uniforme para Mateus no começo do ano.
Luzimara diz que leva em conta o preço e a qualidade dos produtos na hora de comprar materiais esportivos para os filhos. Como orientadora pedagógica, ela considera que ''os preços dos uniformes estão bem salgadinhos para a maioria das pessoas; não posso dizer que são produtos acessíveis''. Ela considera que o ''o esporte é um bom caminho para os meninos'' (seus filhos) e acha que deveria haver maior incentivo para os jovens e crianças praticarem esportes.
A vida do comerciário Hebert Turrissi Junior sempre foi vinculada ao esporte desde criança. Ele já participou de Jogos Estudantis, Jogos Abertos, jogou futebol por alguns clubes sociais e se formou em Educação Física. Turrissi tem três filhos pequenos, de 12, 7 e 3 anos. ''É muito legal praticar esportes para servir de exemplo para os filhos. Eles vão comigo toda vez que vou jogar futebol para verem como o esporte faz bem para a saúde''.
Durante a entrevista, o comerciário se lembrou de dois ex-jogadores de basquete, que hoje desenvolvem projetos esportivos com crianças da periferia de grandes cidades. ''O esporte é uma atividade muito boa para reduzir a violência no país. Por isso, acho que os políticos deveriam dar maior incentivo ao esporte'', completa.

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