É praticamente impossível visitar a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina sem comprar alguma coisa. Se o dinheiro não é suficiente para aquela colheitadeira que custa em torno de R$ 600 mil, pelo menos dá para comprar uma 'lembrancinha' por R$ 0,50 no espaço identificado como Pavilhão Nacional.
Depois que o visitante viu os bois e outros animais, passou pelo parque de diversão, foi jantar ou fazer um lanche em uma das barracas, é quase uma obrigação passar pelas lojas do pavilhão ao menos para matar a curiosidade. Neste espaço, a maioria vem apenas para dar a famosa 'olhadinha'. Além das bijuterias, há uma série de lojas que trabalham com malhas, confecções em geral, artigos em couro, artesanatos e produtos para massagens, entre outros.
A estudante universitária Nárjara Renata Franco Matias está trabalhando em um estande na exposição. Ela espera o horário de recomeçar a jornada para visitar algumas lojas que vendem bijuterias e confecções. ''Primeiro vou olhar os preços, ver o que tem de novidade e comprar se achar alguma coisa interessante''. Nárjara gostou de alguns brincos grandes e coloridos e, bem humorada, disse: ''São quase imperceptíveis; nem dá para ver direito''. Ela ainda iria pesquisar preços para comprar uma jaqueta.
Um grupo de aproximadamente 80 crianças e adolescentes de um colégio de Alvorada do Sul aproveitou a tarde de sol para vir à exposição. A turma estava acompanhada por algumas professoras. Depois de um passeio para conhecer todo o local e gastar algum dinheiro no parque de diversões, uma boa parte dos alunos foi conferir de perto as novidades nas lojas do Pavilhão Nacional.
A professora Gelisângela Cantero cuidava de algumas crianças que estavam curiosas em volta de um estande com pequenos objetos coloridos. Para aqueles que faziam o passeio pela primeira vez, tudo era surpresa. ''Eles gostam bastante porque nós somos de uma cidade pequena e quando a gente vem à exposição em Londrina, as crianças ficam admiradas com a variedade de coisas'', disse a professora. Segundo ela, as crianças se sentiram atraídas pelas cores das mercadorias. ''Agora, eles vão comprar presentes para a mãe ou para o pai''. Gelisângela não estava achando caro os tais objetos. ''As coisas estão bem em conta, com preços razoáveis'', afirmou.
A vendedora Daniela Rohr, responsável pelo estande de uma empresa do Rio Grande do Sul, participa da exposição em Londrina pela primeira vez. Seu estande trabalha apenas com roupas masculinas e femininas confeccionadas em couro. Daniela participa de feiras do gênero em várias cidades do Brasil e demonstra estar satisfeita com o movimento em Londrina. ''Está sendo muito bom'', disse.
Em um determinado momento, o pequeno estande de Daniela se viu representado por pessoas de outros estados. A gaúcha atendia um grupo de mulheres vindas do Rio de Janeiro e Minas Gerais e que estavam acompanhadas por algumas anfitriãs paranaenses. ''A nossa clientela é maravilhosa'', disse apontado para as visitantes. ''São pessoas alegres, felizes'', enfatizou.

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