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quarta-feira, 21 de março de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
Trocar de aparelho celular e permanecer com o mesmo número ou ter vários números usando o mesmo aparelho. A comodidade é possível graças aos avanços da tecnologia. As lojas estão oferecendo aparelhos ''desbloqueados'' que permitem a diversidade de uso, desde que a pessoa tenha um ''chip'' para cada operadora. Neste caso, cada ''chip'' corresponde a um número diferente.
A estudante Isabela Del Vechio diz que achou interessante a possibilidade de usar o mesmo celular em mais de uma operadora. ''Aí você não precisa trocar de aparelho, ficar gastando mais''. Ela também acha vantagem ter mais de um ''chip'' para o usuário aproveitar as promoções, uma vez que pode haver descontos especiais quando as pessoas ligam para celulares da mesma operadora. ''Se você tem cliente da Tim, você usa o chip da Tim, e se você tem cliente da Sercomtel, usa o chip da Sercomtel''.
A estudante acha que não é trabalhoso ficar trocando de ''chip'' o tempo todo: ''Depende, porque se a pessoa for rapidinha e o ''chip'' for fácil de trocar, não tem problema''. Isabela diz também que não é o tipo de pessoa que se mantém fiel à uma operadora, principalmente em função da qualidade dos serviços. ''Eu avalio todas as operadoras de maneira mediana; elas têm muita coisa para ser melhorada''.
O analista de sistemas Sérgio Akio Tanaka tem o mesmo número de celular há dez anos e justifica que é fiel à mesma operadora ''para manter a rede de contatos''. Ou seja, para não mudar de número. E mesmo sem a intenção de trocar de operadora, ''pelo menos no momento'', Tanaka diz que ''é ótima'' a possibilidade de uso do mesmo aparelho em diferentes operadoras. ''É uma flexibilidade e todo mundo terá mais liberdade de escolha também''.
Tanaka só acha que dá muita mão-de-obra ficar trocando de operadora. ''É muito trabalhoso'', define. Mas aponta uma vantagem: ''como vai aumentar a concorrência, o mercado ficará mais competitivo e os preços podem diminuir'', espera. Outra vantagem citada por ele é que, às vezes, uma determinada operadora não pega bem em outras cidades, dificultando a comunicação com a ''rede de contatos''.
O proprietário rural Fernando Oliveira Munhoz sabe muito bem o que é o telefone não receber o sinal em outra cidade. Ele viaja com frequência para Faxinal, a oitenta quilômetros de Londrina, onde às vezes não consegue usar o aparelho. Ele tem o mesmo celular há cinco anos e acredita que isto vai facilitar a vida do usuário, mas pelo jeito não pretende conhecer uma nova operadora tão cedo. Munhoz acha que é muito difícil ficar trocando de chips, sem contar a burocracia. ''Assim vem uma conta, depois vem outra, e fica tudo misturado. Neste ponto acho que não é vantagem ficar trocando'', afirma.
Excesso de novidades confunde usuário
A tecnologia apresenta tantas novidades com tanta rapidez que, às vezes, pode confundir as pessoas. Hoje, por exempo, a troca de chip possibilita usar o serviços de mais de uma operadora no mesmo aparelho. Mas trocar de operadora e manter o mesmo número de telefone ainda não é possível, esclarece o coordenador de marketing da Sercomtel, Marcos Marques.
A implantação deste recurso, segundo ele, depende de uma norma da Anatel e só chegará ao público dois anos depois de publicada. Há uma expectativa no setor de que a Anatel resolva tal assunto ainda este ano. Assim, a possibilidade de um mesmo número em diferentes operadoras só deverá existir na prática a partir de 2009.
Segundo o gerente de marketing da Sercomtel, Claudir Sales de Lima, a venda de aparelhos está deixando de ser um negócio das operadoras; a partir de agora as pessoas podem trocar de aparelho como trocam de roupas, afirma.
Uma rede de lojas de Londrina oferece chips de duas operadoras diferentes quando o cliente compra um aparelho desbloqueado. Um terceiro chip deve ser pago à parte. E caso o cliente já tenha o aparelho e queira apenas trocar ou ter mais uma operadora, pode comprar apenas o chip que custa em torno de R$ 20,00. (E.A.)
Inflação
Os preços dos alimentos in natura, principalmente de legumes e ovos, estão pressionando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em várias capitais. Segundo o coordenador do IPC, Márcio Nakane, o grupo alimentos é o único que vem pressionando o índice para cima, já que os demais, como transportes e vestuário, ou estão em desaceleração do ritmo de alta ou continuam
em queda.


