As lojas de conveniência nos postos de combustíveis foram montadas com o objetivo de atender, inicialmente, aos motoristas que iam abastecer seus veículos, mas aos poucos o leque se abriu e hoje a clientela é bem variada. As lojas oferecem lanches rápidos, doces, refrigerantes, bebidas diversas, além de uma série de outros produtos, a maior parte no sistema de auto-atendimento. Os consumidores se mostram satisfeitos, mas acreditam que alguns estabelecimentos poderiam melhorar a prestação do serviço.
  O gerente de informática Marcos Paulo Silva é um frequentador assíduo das lojas de conveniência nos postos de combustíveis. Ele estava em uma loja onde considera que o ‘‘serviço é de primeira’’, mas diz que nem sempre é assim, especialmente em cidades menores. ‘‘Tem postos que tentam reunir algumas mercadorias e não conseguem atender de forma satisfatória, deixando a desejar no sentido de limpeza, de qualidade dos produtos’’. Quanto ao atendimento, ele não tem do que reclamar. ‘‘Não sou muito exigente com isso não’’, afirma.
  A empresária Andrea Gonçalves passa uma boa parte do tempo viajando para cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. E sempre que vai abastecer, na cidade ou na rodovia, reserva um tempo para ir à loja de conveniência. ‘‘Sempre venho aqui para tomar um café ou comer um pão de queijo’’. Segundo ela, pela própria observação, a variedade de produtos depende muito de cada local. ‘‘Aqui em londrina, por exemplo, as lojas de conveniência são bem completas e o serviço é prestado de forma satisfatória. Nunca tive problemas. Eu gosto’’.
  Ainda segundo a empresária, as lojas de conveniência vieram na medida e na hora certas para atender o consumidor. ‘‘Antes, a gente precisava abastecer o carro em um lugar e fazer um lanche em outro, o que era muito difícil, mas agora a facilidade é bem maior’’.
  O corretor de seguros Willyams Campos costuma freqüentar as lojas de conveniência nos postos de combustíveis pelo menos três vezes por semana. ‘‘É uma forma de começar bem a manhã. Agora, por exemplo, estou tomando um cafezinho, um chazinho com um pãozinho quente na chapa’’. Ele diz que sempre tem algo para comprar ou fazer enquanto abastece. ‘‘Além do lanche, marco para conversar com amigos, colocar a conversa em dia, comprar alguma coisinha, um sorvete para levar para casa ou até uns pãezinhos’’.
  Campos também se mostra satisfeito com o atendimento e a variedade dos produtos nas lojas de conveniência que freqüenta. ‘‘Hoje, na verdade, a gente é bem servido e tudo isso vem para facilitar a vida das pessoas, com certeza’’.


Serviço é irreversível, diz professor
  O professor Vandré Alex da Silva, coordenador do curso de Marketing e Propaganda na Unopar, afirma que as lojas de conveniência se caracterizam como ‘‘segmentação de mercado’’. Ele explica que o modelo surgiu de maneira tímida e isolada nas principais cidades brasileiras na década de 1980. ‘‘Os empresários, donos de postos, identificaram um público que não era atendido pelos estabelecimentos convencionais’’, disse.
  Segundo ele, o empresário agiu com bastante cautela no começo por não conhecer exatamemte o mercado que pretendia abranger. ‘‘Foi algo empírico, sem uma pesquisa de marketing ou planejamento de mercado’’. De acordo com o professor, a oportunidade passou a ser melhor aproveitada a partir da década de 1990, quando houve aumento da concorrência. ‘‘A abertura de mercado permitiu a aplicação de novas idéias, novas tecnologias’’.
  Ainda de acordo com o professor, a identificação do nome ‘‘conveniência’’ para o segmento não aconteceu por caso. ‘‘Conveniência é tudo que pode satisfazer um desejo ou uma necessidade do consumidor naquele momento’’. Na opinião de Silva, mesmo com a reclamação de alguns concorrentes no comércio, as lojas de conveniência vieram para ficar. ‘‘É um processo irreversível’’, resume. (E.A.)

Páscoa
A título de referência, confira os preços de alguns ovos de chocolate em um supermercado de Londrina:
- Barbie 200 g/R$ 16,69
- Surpresa 180 e 220 g/R$ 15,25
- Shrek 180 g/R$ 13,65
- Lacta 225/270 g/R$ 14,75
- Lacta 375 g/R$ 19,79
- Futebol 230 g/R$ 11,59
- Sonho de valsa 375 g/R$ 20,59
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