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sábado, 24 de fevereiro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Alguém duvida que de médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco? Se o parâmetro for a automedicação, não resta a menor dúvida: uma boa parte dos brasileiros toma remédios por conta própria ou por indicação de terceiros. Os consumidores concordam em afirmar que a automedicação é um erro, mas, contraditoriamente, há sempre alguém comprando algum remédio sem a receita médica para aquilo que consideram apenas uma dor de cabeça.
A professora Juliana de Barros diz que geralmente compra medicamentos com prescrição médica, mas estava em uma farmáciaa comprando remédios só para dor de cabeça. Eu não trouxe a receita, mas o remédio foi indicado pelo médico, explica. Para ela, é arriscado a pessoa tomar remédios por conta própria. Na automedicação, pode-se resolver um problema de imediato, mas com o tempo pode aparecer alguma coisa mais séria, afirma.
Para evitar a automedicação, a professora sugere que as grandes redes de farmácias e o Ministério da Saúde elaborem uma lista de remédios que dispense a apresentação da receita. Por exemplo, para uma simples dor de cabeça ou para comprar algum analgésico, eu não preciso de receita médica.
A advogada Vânia Rodrigues foi a uma farmácia comprar remédios para a mãe que faz tratamento do coração. Geralmente compro remédios com receita, mas para esse aqui não preciso de receita, explicou. Vânia diz que já teve problemas na família por praticar a automedicação. Eu dei remédio para meu filho e não sabia que ele era alérgico àquele tipo de medicamento. Foi um grande erro, admite. Na época, o menino estava com cinco anos, hoje está com dez.
Segundo a advogada, a automedicação é algo comum no Brasil. É uma tradição brasileira, acho que por falta de conhecimento ou por falta de cultura. Na opinião da advogada, deveria haver uma campanha limitando o comércio de remédios sem receita no Brasil. Ela também considera errado que os farmacêuticos indiquem remédios nos balcões das farmácias.
A agente de saúde Marisa de Souza Oliveira ao invés de uma tem duas caixas para medicamentos em sua residência. A primeira, faz questão de esclarecer, são remédios com receita médica para a mãe que é diabética e hipertensa. E ela relaciona alguns produtos que estão na segunda caixa, a da automedicação: analgésicos, antitérmicos, colírio, pomadas e curativos.
Como agente de saúde, o trabalho de Marisa consiste em fazer visitas domiciliares a pacientes - especialmente idosos, que precisam ser medicados de forma correta e contínua. Ela observa a existência das caixas com remédios em todas as casas, mas se diz contra a automedicação. Às vezes, a pessoa está com uma dor, mas não sabe exatamente o que é. Além disso, ela acha muito arriscado deixar os remédios ao alcance das crianças.
99% dos lares têm estoque de remédios
O médico Henrique Alves Pereira Junior, cirurgião e clínico geral, faz questão de afirmar que não é favorável à automedicação. Ele fez um levantamento sobre o assunto para a Folha de Londrina e concluiu que a automedicação não é um problema exclusivamente brasileiro, sendo praticada em escala ainda maior nos países desenvolvidos.
Segundo o médico, 99% dos lares brasileiros possuem remédios armazenados em farmácias caseiras, com média de 10 medicamentos, sendo que apenas três foram receitados por um médico. Entre os mais encontrados estão os analgésicos, antiácidos, laxantes, expectorantes e vitaminas. A automedicação faz parte da condição humana e a gente não vai consertar isso, afirma. E entre os maiores adeptos estão as mulheres e as pessoas com mais de 65 anos.
E já que automedicação é inevitável, o doutor Alves Pereira sugere que as pessoas tenham o maior cuidado na hora de armazenar os produtos, deixando longe do alcance das crianças e não misturando os remédios com alimentos, como é comum observar em boa parte das casas. O maior perigo está na forma de guardar o remédio. O adulto sabe o risco que corre, mas a criança não sabe, avisa.
Ele pede ainda que as pessoas observem o prazo de validade antes de usar os remédios das farmácias domésticas. Alguns medicamentos perdem o efeito após o vencimento, mas outros podem causar problemas. Outro detalhe citado pelo médico é que, como as pessoas sempre tomam os remédios por conta própria para as coisas irrelevantes, elas devem procurar o médico caso os sintomas persistam. Ele alerta, porém, que o uso prolongado ou excessivo da automedicação oferece riscos graves para o cidadão. E cita um medicamento como exemplo: A aspirina do mesmo jeito que faz bem, pode causar uma hemorragia desgestiva se ingerida de forma indiscriminada. (E.A.)
Frutas na feira
Veja os preços de algumas frutas nas feiras do centro de Londrina:
Laranja pêra, R$ 2,50/dúzia
Pêssego, R$ 5,50/kg
Maçã gala, R$ 2,30/kg
Maçã argentina, R$ 4,00/kg
Goiaba, R$ 1,30/kg
Maracujá, R$ 2,00/kg
Uva niagara, R$ 3,80/kg
Mamão papaya, R$ 1,20/unidade
Abacaxi, R$ 2,00/unidade
Banana nanica, R$ 1,50/dúzia
Limão taiti, R$ 1,00/dúzia
Promoções
Confira a lista de alguns produtos que estão em oferta em uma rede de supermercados de Londrina até a próxima quarta-feira:
Bacalhau Saith, R$ 19,90/kg;
Filé de tilápia, R$ 4,69/kg;
Filé de congro rosa, R$ 9,98/kg;
Sardinha eviscerada,
R$ 3,29/pcte 800 g;
Camarão marpex
R$ 3,98/pcte 400 g;
Azeite Cocinero extra-virgem,
R$ 10,90/500 ml;
Azeite Speciale, R$ 9,90/500 ml;
Azeite Gallo, R$ 6,99/200 ml


