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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Homens e mulheres investem cada vez mais na aparência pessoal. E não faltam produtos para atender a clientela cada vez mais exigente e em busca de novidades. O resultado é aumento no movimento nas lojas de cosméticos.
A cartorária Cristina Sanches e a filha Giovanna, de 14 anos, foram comprar escova para cabelos e lixa para unhas em uma loja da cidade. Cristina visita as lojas de cosméticos com uma certa frequência porque ''as mulheres não ficam sem cremes ou shampoo''. Ela reconhece que às vezes compra mais do que devia. ''A gente vem certa do que quer, mas por vaidade acaba levando outras coisas''.
Cristiona considera os cuidados com aparência fundamentais. ''A sociedade cobra muito isso e a mulher deve estar sempre bonita. Por isso, acho que a vaidade está em primeiro lugar'', avalia.
Para aliar beleza e economia, funcionária pública Alexsandra Oliveira acaba tendo trabalho. Ela procurou uma tinta para cabelo e não encontrou a marca desejada. ''É uma tinta que tem muita saída e a gente precisa ficar procurando mesmo. Agora vou fazer uma via sacra'', disse, decidida.
Alexsandra conta que o produto que costuma usar chega a durar um mês e meio enquanto as outras duram duas semanas. Ela acredita que as pessoas estão mais preocupadas com a aparência, especialmente as mulheres. ''Isto é uma exigência da sociedade, do mercado profissional. Se a pessoa vai procurar um serviço ela precisa estar bem apresentável, com a pele e o cabelo bem cuidados; hoje tudo isto é levado em conta'', diz.
Na opinião da arquivista e estudante Fabiane Cristina Marques a boa aparência melhora a auto-estima. ''Faz as pessoas se sentirem bem'', resume. Ela foi em busca de cremes para o cabelo e o rosto, esmalte e um produto para limpar as unhas. ''Se a pessoa for passear no centro da cidade não precisa estar toda produzida. Mas se vou para a faculdade, tenho que ir bem arrumadinha'', comenta.
A gerente de loja Milene Oliveira trabalha no ramo de cosméticos há 11 anos e atende tanto cabeleireiros e consumidor final. Segundo ela, mesmo com a existência de salões de beleza em todos os cantos da cidade, a maioria das mulheres prefere se cuidar em casa. ''Elas estão preocupadas com a aparência, mas nem todas têm tempo de ir ao salão''. Para Milene, a preocupação com a beleza é uma forma de melhorar a auto-estima.
'A aparência é o princípio de tudo'
A preocupação com a aparência fortalece o conceito de que ''a primeira impressão é a que fica''. Para a consultora de etiqueta e marketing pessoal Elizabete Côrtes, a aparência é a forma mais rápida de associação com o fato de uma pessoa ser bem-sucedida. ''Quando olhamos o belo, imediatamente relacionamos com admiração e podemos aceitar o outro com mais facilidade. A aparência é o princípio de tudo''.
A consultora compara a aparência a uma espécie de embalagem. ''A pessoa deve prestar atenção na embalagem que a envolve e que precisa ser escolhida de acordo com sua personalidade. O perfume, a maquiagem, o cabelo, as roupas e os acessórios devem ser adequados para cada ocasião''.
Elizabete explica que, embora esteja relacionada à primeira impressão, a aparência não é tudo. ''É importantíssima a postura corporal, emocional, social e profissional. A pessoa deve ter uma formação superior, cursos extras, estar atualizada, fazer pesquisas, ter preparo, ser pontual, preocupada com o outro, desenvolver uma educação primorosa, e manter seu local de trabalho, seu carro, sua pasta sempre limpos e organizados'', enumera.
Segundo a consultora, a boa aparência pode contribuir para a pessoa ser diferente. ''Atualmente, seja no mercado de trabalho ou num evento social, é preciso desenvolver um estilo próprio, é preciso diferenciar-se para ser único, exclusivo e assim ser respeitado''.(E.A.)


