O frango é um alimento que tem lugar garantido na mesa do brasileiro. Tanto que o consumo médio percapita no País está na casa de 40 quilos por ano. E o principal motivo para esta preferência é o preço acessível. Atualmente, um quilo do frango inteiro pode ser encontrado por R$ 2,50 a R$ 3,00 nos supermercados de Londrina. Mas na metade do ano passado, quando houve redução nas exportações, o preço do produto chegou a baixar mais de 50%. Já o quilo das carnes bovinas de maior consumo varia entre R$ 8,00 e R$ 15,00, ou seja, três a cinco vezes mais.
O impressor Alfredo Maurício Oliveira estava em um supermercado comprando quatro frangos congelados inteiros, dois quilos de asa e um quilo de coxa. ''Essa quantidade dura mais ou menos 15 dias em casa'', afirma. Oliveira mora com a mãe e dois irmãos e todos gostam de frango. Ele considera que o produto é importante na alimentação. ''É uma carne branca, de fácil digestão; melhor que a carne vermelha''. A mãe do impressor é a única responsável pelo preparo do frango. ''A gente gosta mais do frango cozido e evitamos a fritura'', diz Oliveira.
A fisioterapeuta Miriam Ribeiro se preocupa, em primeiro lugar, com a qualidade do frango. ''Olho se ele está bem embalado, bem refrigerado''. Outro detalhe que ela leva em conta, em segundo plano, é o preço. Na opinião da fisioterapeuta, ''o frango é uma importante opção de alimento''. Ela mora com os pais e os três gostam de frango assado ou cozido. ''O frito causa problemas para a saúde'', explica. O consumo na casa de Miriam é de uma vez por semana.
A estudante Ana Cláudia Justus, de 18 anos, afirma que foi acostumada a comer frango desde os primeiros anos de vida. ''É uma das carnes que prefiro; gosto também dos miúdos, principalmente do coraçãozinho'', diz. Mesmo cursando Geografia, Ana parece entender bastante de frango. Além de considerar um alimento rico em proteínas, ela fez uma pesquisa na internet para ter mais informações sobre o produto. Ela queria saber se o consumo de frango causa algum problema para a saúde e se existe, de fato, o uso de anabolizantes para apressar o crescimento. ''Descobri que tudo isto é mito'', diz, com ênfase.
Ana afirma também que as quatro pessoas de sua casa gostam de frango e cita as formas de preparo: assado, na panela ou na grelha. ''Churrasco sem o frango não é churrasco'', define. Ela garante que seu pai é especialista em fazer a tradicional galinhada matogrossense. E o prato tem que ser preparado ao menos em duas panelas porque não há quem não aprecie. ''É uma delícia'', resume.
Leia amanhã as etapas de abate do frango

Baixo teor de gordura.
  O frango tem grande importância na alimentação humana por dois motivos: como fonte de proteínas e por ser carne branca, com menor teor de gordura. A nutricionista Beatriz Ulate ressalva, entretanto, que estas vantagens valem apenas para o frango sem pele já que ela tem a maior concentração de colesterol.
  Beatriz justifica que o menor teor de gordura se deve à criação do frango em menos tempo. Atualmente, um frango de granja fica pronto para o abate em seis semanas. Pelo fato de ser criado em regime de confinamento, ‘‘a carne fica mais macia’’. A nutricionista não acredita na utilização de hormônios para apressar o crescimento das aves e sim no avanço dos recursos tecnológicos. ‘‘O que existe é o melhoramento da ração’’, destaca.
  A nutricionista sugere o consumo de carne de frango três vezes por semana, intercalando os dias ao consumo de carnes vermelhas. Quanto ao preparo, diz que o frango deve ser cozido ou assado, de preferência. Segundo ela, a fritura não é recomendada porque o óleo produz substâncias tóxicas quando atinge ‘‘o ponto de fumaça’’. (E.A.)

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