Suas compras
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A maior parte dos consumidores que foram aos supermercados nos últimos dias ficou assustada com o repentino aumento de preços de algumas mercadorias. Entre os produtos que mais subiram estão o óleo de soja, o arroz, o macarrão e a farinha de trigo.
A comerciante Marina Vieira de Oliveira havia feito a última compra para casa há cerca de um mês. Ela só foi notar que o óleo de soja tinha novo preço quando chegou ao supermercado ontem de manhã. Não sabia que estava esse preço. É um aumento muito alto, não tem o que discutir; me assusta, afirmou, preocupada. Marina disse ainda que compra apenas o necesário porque a família é pequena: ela, o marido e uma filha. A comerciante não sabe a que atribuir o aumento. Só sei que desse jeito é difícil acreditar em estabilidade de preços. Eu, por exemplo, consumo menos do que consumia há algum tempo, com certeza, lamentou.
O comerciante Wiliam Jorge Maluf disse que percebeu, nos últimos dias, uma alta de até 30% no preço do arroz tipo 1, independente da marca. Estou pesquisando os supermercados e notei que teve esse aumento há poucos dias, só não se dizer qual seria o motivo. Será falta de produção?, pergunta. De acordo com o comerciante, fica difícil dessa forma falar em estabilidade de preços; não acredito muito nisso não.
Mas nem todos se assustam quando passam com seus carrinhos pelas gôndolas dos supermercados. A dona de casa Maria Helena Andretto é um exemplo. Ela comprou óleo de soja e arroz, entre outros produtos, sem olhar as etiquetas. Não notei nenhuma diferença de preço; na verdade, nem olhei, reconheceu. Para ela, não adianta observar os preços porque a gente tem que comprar de qualquer forma. E fez questão de dizer que faz parte do time que não reclama de nada. Não tenho o hábito de reclamar; para mim está bom.
Volta ao normal depende do tempo
O presidente da Associação Paranaense de Supermercados - Regional Norte do Paraná, empresário Ademar Vedoato, fez uma pesquisa sobre o comportamento de preços de alguns alimentos básicos e concluiu que, o arroz subiu entre 10% a 16% nos últimos 45 dias, a farinha de trigo entre 14% e 20% no mesmo período e o óleo de soja entre 13% e 15% no último mês. O aumento no macarrão ficou entre 4,5% e 8%.
O empresário diz que os aumentos se devem à queda da produção agrícola causada pela estiagem há alguns meses. E quanto ao trigo e derivados, o motivo seria o reajuste em dólar do preço do produto no mercado externo. O Brasil importa a maior parte do trigo que consome da Argentina e do Canadá.
Quanto à possível volta do abastecimento à normalidade, Vedoato afirmou que isto depende exclusivamente do tempo. Se o tempo continuar bom, a agricultura se recupera, o ânimo volta ao normal, os rios voltam ao normal e a safra pode ser boa; tudo é a lei da oferta e da procura. Tempo bom, no caso, é chover na hora certa e na quantidade certa. (E.A.)
Boom de vendas
O segmento de produtos populares importados (lojas de R$ 1,99) projeta um boom nas vendas de Natal para fechar 2006 com faturamento da ordem de R$ 11 bilhões, valor que representaria aumento de 8% sobre o resultado de 2005. De acordo com estimativa divulgada ontem pela Associação Brasileira dos Importadores de Produtos Populares (Abipp), deverão ser comercializadas no período natalino 40 milhões de unidades.
Frutas
Acompanhe como estão os preços das frutas em uma rede de supermercados de Londrina:
Maçã argentina, R$ 3,59/kg
Pêra argentina, R$ 5,29/kg
Ameixa importada, R$ 3,89/kg
Uva itália, R$ 1,38/kg
Melancia, R$ 0,59/kg
Banana maçã, R$ 2,99/kg
Melão orange, R$ 5,58/kg
Mamão papaia, R$ 2,99/kg
Goiaba, R$ 2,29/kg
Laranja pêra, R$ 0,99/kg
Manga tomi, R$ 0,49/kg
Morango, R$ 1,99/bandeja
Iniciação
Os laptops de brinquedo estão entre as ofertas de presentes para crianças neste Natal. Há grande variedade de modelos, com preços entre R$ 44,00 a R$ 160,00. O pagamento pode ser
parcelado entre 4 a 6 vezes.


