Quem nunca foi acordado com um zumbido de pernilongo quando estava no melhor do sono? Ou quem nunca teve um pequeno ataque de nervos diante de uma barata ou foi sorrateiramente atacado por um bando de formigas? Pois é. A melhor época do ano para a proliferação de insetos está se aproximando. Adeptos do calor, eles se reproduzem aos milhares - ou milhões, na temporada de verão. Prevenidos, os consumidores se armam para combater os inimigos.
  O servidor público federal João Batista Marin mora em um sobrado e as formigas são os únicos insetos que incomodam a família. Ele foi a um supermercado da cidade comprar um tipo de inseticida na forma de aerosol para eliminar os dois tipos de formigas que aparecem no quintal. ‘‘Cada embalagem dura mais ou menos seis meses; depende da quantidade de formiga que aparece. Tem vez que elas aparecem só em um lugar, em outras, em mais de um local’’, afirma.
  Segundo Marin, o produto resolve o problema por um período de quatro ou cinco meses. Mesmo assim, ele acha mais prático comprar o inseticida no supermercado do que contratar o serviço de dedetização.
  A recepcionista Greice Ellen da Silva Beraldi procurava um inseticida para combater mosquitos, baratas, aranhas e pernilongos. ‘‘Estou procurando um que seja mais forte porque outros que comprei não foram eficientes; a gente compra, na hora acalma, mas em uma ou duas semanas volta tudo de novo’’. A preocupação se justifica por causa do filho Pedro Henrique, de um ano, que estava com ela no supermercado. ‘‘Quero evitar que os insetos cheguem perto de meu filho e causem algum mal’’. Greice mora em casa térrea e afirma que nesta época do ano aumenta demais o número de insetos em função do calor. Ela disse que nunca pensou na hipótese de contratar uma empresa de dedetização para resolver o problema.
  Os atendentes de telemarketing Denise e Carlos Rivelini são casados há sete meses e foram a um supermercado comprar, pela primeira vez, um inseticida para matar as baratas que teimam em visitar o apartamento onde moram. ‘‘Somos principiantes neste assunto; nunca usamos nenhum tipo de inseticida’’. Antes da compra, o casal fez uma série de perguntas à promotora de vendas sobre a utilidade e o tipo de produto adequado. Eles optaram por uma embalagem em aerosol e garante que vão ligar para o 0800 da empresa caso o produto não funcione. ‘‘Como a gente trabalha com atendimento, a gente atende bem o cliente e esperamos que, como clientes, também sejamos bem atendidos’’, afirma Denise.


Produtos são altamente tóxicos
  O professor Ricardo Machado Ellensohn, coordenador do curso de Química na Universidade Norte do Paraná (Unopar), diz que não tem dúvidas quanto à eficiência dos inseticidas para uso doméstico. Entretanto, alerta que ‘‘todos estes produtos têm um alto grau de toxidade e o problema maior não está no uso e sim no mau uso’’.
  Ellensohn recomenda que antes de compar um inseticida a pessoa verifique bem o rótulo para saber a origem e se o produto está de acordo com a legislação vigente. O professor diz ainda que os inseticidas devem ser guardados em local apropriado e nunca colocados em outra embalagem. Ele cita, por exemplo, que a soda cáustica ao ser misturada na água não apresenta nenhuma diferença visual nem de cheiro em relação ao líquido.
  O professor também sugere que a pessoa compre sempre a quatidade certa do inseticida que vai utilizar, evitando estocar o produto em casa. Quanto ao cheiro forte, característico dos inseticidas, Ellensohn recomenda que as pessoas se afastem do local pelo menos enquanto o cheiro persistir. A dica vale principalmente para as crianças.
  E caso aconteça de alguém ingerir um inseticida, inadvertidamente, o professor passa algumas importantes instruções: não dar água, não dar leite, não provocar vômitos. A pessoa deve ser levada de imediato a um pronto socorro ou posto de saúde junto com a embalagem do produto. A embalagem é necessária por conter todas as especificações técnicas.(E.A.)


Preços no mercado

Veja agora como uma rede de supermercados de Londrina abriu a semana no setor de hortifruti:
– Tomate, R$ 0,99/kg;
– Cebola, R$ 0,59/kg;
– Cenoura, R$ 1,19/kg;
– Chuchu, R$ 1,59/kg;
– Batata monalisa, R$ 0,99/kg;
– Pepino caipira, R$ 1,29/kg;
– Cheiro verde, R$ 0,39/kg;
– Couve, R$ 0,49 o maço;
– Banana nanica, R$ 1,39/kg;
- Laranja pêra, R$ 0,99/kg

Álcool a R$ 1,09
Há algumas semanas, a Folha publicou uma reportagem comparando os preços do álcool e da gasolina em Londrina e São Paulo. De acordo com pesquisa publicada por um jornal paulista, o litro do álcool podia ser encontrado até por R$ 1,16. Há alguns dias, o mesmo jornal trouxe outra pesquisa e o litro do álcool havia baixado para
R$ 1,09. Em Londrina permanece entre R$ 1,55 e
R$ 1,58 na maioria dos postos.

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