Suas compras
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quinta-feira, 07 de dezembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Há consumidores que nem se importam com os preços na hora de comprar eletromésticos. Estes são a minoria. A maioria, entretanto, espera alguns sinais de alerta antes de tomar a decisão: pode ser a porta da geladeira que não fecha direito, o fogão que nega fogo, ou o aparecimento de fantasmas na TV.
Porém, tudo fica bem mais fácil com dinheiro no bolso. Isto para quem ainda não gastou todo o décimo-terceiro salário. Nesta época, a família que esperou o ano inteiro para comprar algo novo para casa, nem sequer pensa na possibidade de adiar a compra, esperando uma oferta que pode acontecer após o período de euforia.
O enfermeiro Sharles Rafael Junior da Silva estava fazendo pesquisa para comprar um aparelho de TV de 29 polegadas. E tinha uma certa urgência: Pretendo comprar esta televisão ainda esta semana; se possível, até amanhã, disse. Silva encontrou, durante a pesquisa, um aparelho do tipo que deseja por R$ 600,00. É a mais em conta que vi até agora. Ele iria efetuar o pagamento à vista, aproveitando o décimo-terceiro. O enfermeiro dediciu comprar antes do Natal porque não acredita que os preços possam baixar no começo do ano.
A professora Suzy Carneiro também fazia uma pesquisa de preços, decidida a comprar um aparelho de TV de 29 polegadas, tela plana. Antes de visitar pessoalmente as lojas, ela navegou pela internet e ficou surpresa. Aqui (ao vivo) está bem mais barato; mas pretendo negociar um pouco mais. O mesmo aparelho de TV estava a R$ 1.199,00 no sistema virtual e a R$ 810,00 no sistema tradicional, uma diferença de quase 50%. Suzy estudava o parcelamento da compra em até dez vezes porque já havia assumido outros compromissos com o décimo-terceiro salário.
O estudante de direito Samy Alves comprou uma geladeira de duas portas para a sua bisavó. Apesar da idade, mais de 90 anos, ela acompanhou todos os detalhes da compra. Ele pagou R$ 1.200,00 à vista, porque a dona de casa tinha o dinheiro na poupança. Nós pesquisamos tudo e não compensava parcelar, afirmou. Alves disse ainda que não vê nenhuma vantagem em aguardar o começo do ano na esperança de preços melhores.
O melhor é comprar à vista
O professor de administração financeira Vandir Bokorni Fernandes afirma que toda pessoa deve fazer uma pergunta antes de adquirir algum produto: Eu preciso comprar ou eu quero comprar?
Segundo ele, a conjuntura atual não permite ao cidadão correr riscos desnecessários assumindo prestações e mais prestações. Fernandes defende a teoria de que os brasileiros, inclusive as pessoas mais simples, tenham noção de planejamento e de orçamento. Se a pessoa consegue parcelar, porque não economiza para pagar à vista? Na opinião dele, está na hora de se criar a cultura da poupança no Brasil.
Fernandes diz ainda que não existe comerciante bonzinho. Para ele, não tem a menor lógica um produto ter o mesmo preço à vista ou parcelado em 10 ou mais vezes. Esta é a forma que os comerciantes encontraram para forçar as vendas a prazo, porque os juros já estão embutidos, e isto só vai mudar quando as pessoas passarem a comprar o que precisam à vista, diz.
De acordo com o profesor, também não faz sentido comprar bens de consumo apenas no mês de dezembro, quando se pode esperar melhores preços nas promoções de janeiro ou fevereiro. (E.A.)
Preços no mercado
Uma rede de supermercados de Londrina, que faz promoções de hortifruti no meio de semana, está praticando os seguintes preços:
Tomate, R$ 1,25/kg
Vagem, R$ 1,55/kg
Cenoura, R$ 0,58/kg
Cebola, R$ 0,48/kg
Batata monalisa, R$ 0,48/kg
Pepino caipira, R$ 0,76/kg
Manga tomy, R$ 0,27/kg
Carnes
Confira os preços de alguns tipos de carnes em uma rede de supermercados local, até o próximo dia 16:
Contra filé, R$ 7,99/kg
Fraldinha bovina, R$ 6,49/kg
Pernil suíno, R$ 4,39/kg
Costela suína, R$ 6,69/kg


