O supermercado está relativamente lotado. Alguns consumidores estão com carrinhos abarrotados de mercadorias, enquanto outros carregam apenas uma cestinha na mão. Alguns chegam, enquanto outros aguardam na fila do caixa. A música ambiente toca de forma quase imperceptível. Mas, de repente, surge uma voz no sistema de som, já com o volume um pouco maior. E a locutora anuncia: ''Senhores clientes, nos próximos cinco minutos haverá uma grande promoção de peixes. Não perca. É por apenas cinco minutos''.
Assim que ela termina de anunciar, alguns funcionários aparecem na área de perecíveis com os peixes separados de acordo com a espécie. Alguns consumidores se aproximam, formando uma pequena aglomeração. As pessoas pegam as mercadorias sem conferir direito os preços ou peso. Os funcionários tentam atender a todos na medida do possível. O tempo anunciado pela locutora é cumprido à risca. E os clientes ficam satisfeitos com o resultado da compra.
A promoção relâmpago foi oportuna para o psicólogo Fernando Zanluchi, que estava com vontade de comer filé de sardinha. Apesar da circunstância, ele demonstrou ser um cliente atento: ''Nesse tipo de promoção a gente precisa olhar o prazo de validade para não comprar um produto que está vencendo''. Para ele, o preço estava bom. E mesmo na condição de consumidor, Zanluchi acabou falando da promoção sob o ponto de vista de comportamento.''A promoção é válida; é bom para o mercado e para o cliente; mas as pessoas devem ter um certo discernimento para não se deixarem seduzir demais pelo consumismo''.
A dona de casa Ana Maria Brandão diz que sempre fica atenta a este tipo de promoção. ''A oferta relâmpago é boa porque, às vezes, a gente quer um produto, mas ele está caro, e um preço bom assim incentiva a gente a levar''. Ela comprou tilápia e camarão. Ana Maria afirma que economizou bastante, mesmo sem saber ao certo qual era o preço fora da promoção. ''Para mim foi vantagem, principalmente em relação à tilápia, que é bem cara, mas estava com um preço bom na promoção''.
A também dona de casa Andrea Cristina Bueno do Amaral contou com a colaboração do marido para comprar filé de tilápia. ''Se o preço está bom, compensa a gente levar''. Ela sabia quanto estava o preço antes e, por isso, não tinha idéia do quanto iria economizar. ''É tudo rápido, todo mundo pegando ao mesmo tempo; uma correria''. Andrea afirmou ainda que não estava preocupada com outros detalhes, como o prazo de validade, por exemplo. ''Acredito na promoção do supermercado'', ressaltou.(E.A.)


Consumidor tem que comparar preços
  A professora e economista Rossana Lott Rodrigues aconselha o consumidor a ficar muito atento às promoções relâmpago. ‘‘É importante a pessoa comparar preços para ter parâmetros, para saber se é vantagem comprar aquele produto naquele momento ou não’’. Segundo ela, alguns estabelecimentos podem reduzir o preço de um determinado produto e aumentar a diferença em outro como forma de compensação. ‘‘Ter noção de preços é fundamental’’, recomenda.
  Outro detalhe que deve ser observado, segundo a economista, é o prazo de validade. Ela acredita que alguns produtos entram em promoção por estarem com a validade no limite. ‘‘Assim, se o consumidor comprar uma quantidade maior do que precisa, corre o risco de perder a mercadoria’’.(E.A.)


Começo de semana
A título de referência, confira os preços de uma rede de supermercados de Londrina na linha de hortifruti. Os preços foram coletados ontem.
Chuchu, R$ 0,99/kg
Cenoura, R$ 1,19/kg
Tomate, R$ 1,19/kg
Vagem, R$ 0,99/kg
Cebola, R$ 0,89/kg
Pepino caipira, R$ 0,89/kg
Batata monalisa, R$ 1,09/kg
Melancia, R$ 0,49/kg
Banana nanica, R$ 1,29/kg
Laranja pêra, R$ 0,99/kg

Preço do óleo
Confira os preços de alguns tipos de óleos em um supermercado da cidade:
Soja, R$ 1,79/litro
Girassol, R$ 2,99/litro
Milho, R$ 2,99/litro
Canola, R$ 3,89/litro

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