Suas compras
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O Natal se aproxima e, para a maioria a data é apenas sinônimo de compras. E assim, o comércio se prepara da melhor maneira possível para superar as expectativas de vendas. As lojas aguardam, com ansiedade, a chegada dos consumidores. Mas como nem todos os brasileiros planejam seus compromissos com antecedência, também as compras de Natal ficam para os últimos dias.
A bancária Estela Fedato Fácil tem o hábito de fazer compras com ''correria'', como define. Entretanto, estava em um supermercado, bem tranquila, porque era seu primeiro dia de férias. ''Quando estou trabalhando, é tudo muito corrido mesmo''. Mas como o período favorece, ela pretende fazer as compras de Natal com a devida antecedência, pensando em uma viagem, roupas para os filhos e presentes para a família. ''Só estou indo atrás disso agora porque estou em férias''. Ela disse que concorda também com o conceito de que o brasileiro deixa tudo para a última hora. ''Sem dúvida, ainda mais se depender de minha parte'', justifica.
O assistente administrativo Gustavo Catafesta tem um argumento para explicar porque os brasileiros deixam tudo para a última hora. ''Não é por falta de vontade e sim pela situação financeira do país; ninguém tem dinheiro guardado e sempre faz contas para pagar depois''. Catafesta estava em um supermercado com a esposa e o filho Lucas, de um ano e sete meses. Ele diz que não fará as compras de Natal com antecedência, mas sabe o que vai comprar e o quanto vai gastar. ''Normalmente a gente compra o que precisa para o Natal na última hora mesmo''. Ele afirma que faria compras com antecedência com uma condição: se tivesse dinheiro. E o décimo terceiro? ''Este já está comprometido'', responde.
A arquiteta Janaine Tavares diz que prefere, mas nem sempre consegue fazer as compras com antecedência. Mas faltando pouco menos de um mês para o Natal, ela já estava comprando enfeites, panetones e frutas secas. ''Eu planejo sim, mas sem muita antecedência porque planejando fico mais tranquila e acredito que a gente gasta menos''. Ela reconhece, porém, que quase sempre fica faltando alguma coisa. ''A mulher, infelizmente, é muito consumista; a gente planeja, mas quando é bonito, acaba comprando um pouco mais''.
Janaine acredita que o brasileiro, aos poucos, está mudando o comportamento e não está deixando tudo para a última hora. ''Como as coisas estão complicadas financeiramente, as pessoas pensam um pouco mais antes de comprar, e com planejamento a tendência é diminuir os gastos''.
Deixar para última hora é arriscado
Para o economista Renato Pianowski de Moares, fazer as compras de Natal com antecedência é menos estressante e a principal vantagem, segundo ele, é evitar os atropelos de última hora. Com o excesso de movimento, pode faltar vagas para estacionar e com o corre-corre, as pessoas têm pouco tempo para escolher o que procuram.
Do ponto de vista econômico, ele não vê muita diferença entre antecipar as compras ou não. Se o consumidor deixar para os últimos dias, pode até encontrar produtos mais baratos, se a procura for pequena, mas também corre o risco de não encontrar o que precisa.
Quanto aos presentes de Natal, Moraes diz que este ano deve acontecer um aumento de vendas em termos de volume, mas com um valor individual menor das mercadorias. Este deve ser, mais uma vez, o Natal das lembrancinhas, com os presentes ficando entre 50 a 60 reais, na média.
Como nesta época há uma tendência natural de aumentar o volume de compras, o economista faz algumas sugestões para o melhor aproveitamento do 13º salário: primeiro, que as pessoas paguem suas dívidas; segundo, que reserve uma parte do dinheiro para as despesas tradicionais de começo de ano, tais como IPTU, IPVA e material escolar; e terceiro, que poupe uma parte para as emergências. (E.A.)
Promoções
Uma rede de supermercados de Londrina, que faz promoções de hortifruti no meio de semana, está com os seguintes preços:
Batata monalisa, R$ 0,48/kg
Cebola, R$ 0,48/kg
Tomate, R$ 0,97/kg
Chuchu, R$ 1,09/kg
Abóbora, R$ 0,99/kg
Pepino, R$ 0,76/kg
Couve, R$ 0,69 o maço
Melancia, R$ 0,28/kg
Laranja, R$ 0,79/kg
Banana nanica, R$ 0,67/kg
Costume
Aos poucos o consumidor vai se acostumando à venda de pão francês pelo sistema de peso, o que é obrigatório desde o mês passado. Porém, até agora, ninguém chegou a uma padaria pedindo 200 gramas ou meio quilo de pão. Quanto à maneira de pedir, o cliente não abre mão do sistema por unidade.


