O setor da construção civil passa por um momento de euforia. Desde a criação do Plano Real, em 1994, o setor não vivia um momento tão bom. A estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil é de que os investimentos no setor cheguem a R$ 40 bilhões só este ano, sendo dois terços de recursos da autoconstrução, ou seja, da pessoa que constrói por conta própria.
Outra constatação é a de que uma boa parte das pessoas está trocando os aluguéis por financiamentos de longo prazo. Porém, se você está pensando em construir, seria interessante, antes de tudo, ouvir algumas dicas e conselhos de quem é especialista no assunto.
Uma das primeiras dicas da engenheira civil Rebeka Ribas Cesar é não ter pressa. Ela cita o exemplo de pessoas que, às vezes, tentam contratar alguns serviços essenciais da noite para o dia. ''Uma máquina não é como o chocolate na prateleira de um supermercado, e essa pressa, essa falta de planejamento acarreta custos; mas, se você faz as coisas com antecipação, você consegue fazer melhores negócios''. A engenheira cita que para comprar a madeira da cobertura é preciso 30 dias de antecedência para que ela seja cortada e receba o tratamento necessário e a compra de aço deve ser feita pelo menos 15 dias antes.
Para cuidar de todos os detalhes, Rebeka considera importante a contratação de uma assessoria que cuide do planejamento da obra. ''Essa assessoria é fundamental do ponto de vista de economia, ela é a melhor economia de uma obra''.
A engenheira sugere que a pessoa que está pensando em construir coloque todas as suas expectativas no papel. E cita um exemplo: ''Se a longo prazo, eu quero ter uma banheira, então coloque esta banheira na planta; caso contrário, se você resolve colocar esta banheira depois, tem que desmanchar parede, aumentar espaço e isto vai custar mair caro''.
Outra dica que a engenheira considera ''imprescindível'' na hora da compra de todo material são as referências comerciais, ou seja, levantar o máximo possível de informações sobre o fornecedor. ''Você tem que perguntar para quem a empresa ja vendeu, o que ela fez, conferir se o trabalho ficou bonito, porque ainda tem muita gente entrando no mercado em um dia e saindo no outro''. Rebeka ainda alerta que o orçamento não deve ser fechado levando em conta apenas o menor preço. ''É importante ter a referência de qualidade; se você tem quatro orçamentos, precisa saber com certeza porque fecha com esse e não fecha com aquele''.
O mesmo cuidado a pessoa deve ter quando contrata a mão-de-obra. ''Se você procurar o menor preço, este pode ser o de alguém que pega duas ou três obras ao mesmo tempo e não pára em nenhuma; ou você remunera o trabalhador para ele permanecer em sua obra ou então vai pagar mais barato e ficar reclamando a falta da pessoa ali'', diz a engenheira.
Para evitar problemas com operários, a engenheira considera indispensável a figura do mestre-de-obras. ''Tem uma época na obra que você tem gesseiro, serralheiro pondo janela, vidraceiro, pintor e eletricista; aí, o eletricista passa o fio e suja a parede, o gesseiro quer colocar o andaime na frente da janela e quebra o vidro, e eles brigam porque cada um só olha o seu''.


É importante ficar atento a cada etapa
  Mesmo contratando uma assessoria especializada e se cercando de todos os cuidados, a engenheira Rebeka Cesar lembra que é importante o dono da construção manter contatos periódicos com os responsáveis pela obra, liberando os recursos nos momentos certos e permanecendo atento a cada etapa. Na última etapa, por exemplo, quando muita gente trabalha ao mesmo tempo, ela sugere que o acompanhamento seja diário.
  A engenheira lembra que o setor de construção civil está cada vez mais especializado, tanto em termos de mão-de-obra como de fornecedores. Até mesmo para a colocação de pisos há especialistas. ‘‘O profissional que coloca o piso de cerâmica não é o mesmo que coloca o piso de madeira’’, diz Rebeka.
  E quanto aos fornecedores, ela afirma que há algum tempo era comum a mesma loja oferecer todos os materiais, ‘‘do piso ao teto’’. Hoje, o que prevalece é a variedade de fornecedores de acordo com o produto ou material necessário. (E.A.)


Preços na feira
E as feiras no centro de Londrina estão com os seguintes preços:
Chuchu, entre R$ 0,70 e 1,00/kg
Cenoura, entre R$ 0,50 e 1,50/kg
Tomate, entre R$ 1,50 e 2,70/kg
Pepino caipira, entre R$ 0,80 e 1,00/kg
Vagem, entre R$ 2,00 e 3,80/kg

Promoções
Um grande supermercado de Londrina está com promoções de eletroeletrônicos até amanhã. Confira os preços à vista de algumas ofertas:
TV plasma 42 polegadas,
R$ 3.799,00;
DVD, R$ 139,00; e
Computador 256 MB,
R$ 999,00.

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