Suas compras
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terça-feira, 21 de novembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Quando a dona de casa elabora a lista de compras para ir ao supermercado, um dos primeiros itens que coloca na relação é o arroz. Isto já é, na prática, uma tradição. E na hora da compra, quase sempre ela leva em conta o consumo mensal da família. Mas antes de colocar a embalagem no carrinho, o consumidor observa bem se o arroz é branquinho e se não tem impurezas.
Na mesa do brasileiro pode haver uma farta variedade de pratos, mas o arroz é imprescindível. Uma boa parte fica até sem o feijão, mas quando falta o arroz parece que a alimentação está incompleta.
O arroz é um produto que não pode faltar, no almoço e na janta, na casa da auxiliar de produção Rosimari Franciscão Prates. A gente prepara o arroz quase todos os dias, é sagrado, afirma. E a exemplo do que acontece na maioria dos lares, o arroz e o feijão se completam. O feijão contém mais ferro e mais vitamina, mas comer só feijão não dá; por isso, acho que o arroz é essencial, mais importante que o feijão.
Rosimari leva em conta a qualidade, em primeiro lugar, na hora da compra. Além disso, procura ser fiel à mesma marca, mas há dois meses resolveu experimentar outra marca depois de ver uma propaganda na televisão. Vi que a qualidade também era boa e é o segundo mês que compro deste arroz. Na casa dela, todos gostam de arroz, mas outro motivo que a leva ao preparo quase diário é a praticidade. É superfácil fazer arroz; só uso óleo, alho, sal e água. Rosimari diz que só muda o cardápio no final de semana, quando a família opta por pizza ou cachorro quente.
O casal Agnaldo Aparecido da Silva, engenheiro mecânico, e Simone Cristina da Hora, estudante, estava com o filho Eduardo, de quatro anos, fazendo compras em um supermercado. E, apesar da pouca idade, o menino já é um bom consumidor do produto. Ele gosta muito de arroz, come todos os dias, e se não tem, reclama, relata a mãe.
Silva diz não ter muito conhecimento sobre o valor nutricional do produto, mas considera que é um alimento importante por ser uma comida típica brasileira. A família consome um pacote de cinco quilos a cada 15 ou 20 dias e compra sempre da mesma marca. A gente acostuma com determinada marca e é difícil mudar, afirma. Simone prefere fazer o arroz branco, mas diz que de vez em quando coloca alguma coisa para mudar um pouquinho, diz.
Embora o arroz esteja todos os dias na mesa dos brasileiros, a maioria não conhece qual o caminho que o produto percorre depois que sai da lavoura até chegar à gôndola do supermercado. Por isso, a Folha vai mostrar amanhã uma reportagem sobre as etapas de beneficiamento do arroz.
Arroz branco é deficiente em fibras
A nutricionista Clísia Mara Carreira diz que o arroz é um cereal com proteínas de baixo valor nutricional. Por isso, segundo ela, o arroz faz uma boa dupla com o feijão. São produtos que se complementam, afirma.
E mesmo estando sempre presente na mesa dos brasileiros, Clísia recomenda que o consumo de arroz seja acompanhado por outros alimentos, tipo uma carne branca ou magra, legumes cozidos (brócolis, abóboras e beterraba, entre outros) e verduras cruas. Quanto mais colorida, mais adequada fica a refeição.
Clísia explica que o consumo exclusivo de arroz branco não favorece o funcionamento intestinal. O arroz puro só tem massa, pouco vitamina e não traz benefícios para as pessoas. Ela lamenta que, por uma questão de hábito, o brasileiro faça questão do arroz branco ou polido. Esse arroz reflete o gosto das pessoas, mas é deficiente em fibras.
A nutricionista faz questão de dizer que o certo seria o consumo do arroz integral. A vantagem é que o arroz integral tem muito mais fibras e, assim, oferece maior saciedade em menor quantidade. Segundo ela, qualquer pessoa pode consumir o arroz integral, mas o produto é indicado especialmente quem tem problemas de diabetes, colesterol ou precise fazer controle de peso. (E.A.)
Preços no mercado
A título de referência, veja os preços de algumas frutas em uma rede de supermercados de Londrina neste começo de semana:
- Banana nanica, R$ 1,59/kg;
- Maracujá azedo, R$ 4,89/kg;
- Limão taiti, R$ 4,89/kg;
- Pêssego nacional, R$ 3,59/kg;
- Laranja bahia, R$ 3,85/kg;
- Laranja pêra, R$ 0,79/kg;
- Melancia, R$ 0,89/kg;
- Abacaxi, R$ 2,39/unidade.
Contrastes
Há algumas semanas, o quilo do chuchu passou dos R$ 3,00 e o tomate caiu para menos de R$ 1,00. Agora, acontece o contrário. O chuchu pode ser encontrado até a R$ 0,19 o quilo, enquanto o tomate não pára de subir e chega aos 2,50 nos supermercados e a R$ 3,50 na feira.
Promoções
Um supermercado de Londrina está com uma série de promoções até a próxima quinta feira. Veja os preços de alguns produtos:
Macarrão instatâneo, R$ 0,52 a embalagem com 85 gramas;
Feijão carioca, R$ 1,68/kg; e
Maionese, R$ 1,48 a embalagem com 500 gramas.


