Suas compras
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Hoje, a fidelização está na forma como o cliente é acolhido; a acolhida deve ser fantástica, extraordinária. A frase é do professor de Marketing José Alfredo Lievore, que ganha a vida treinando pessoas para melhorar o atendimento ao cliente. Ele cativa platéias no Brasil inteiro graças ao seu estilo ímpar de interagir com os mais variados tipos de público, trabalhando com conceitos e teorias simples, mas que nem sempre são observados no dia-a-dia. Sempre bem-humorado e bem preparado, Lievore mescla momentos de seriedade com brincadeiras e dinâmicas de grupo em suas apresentações.
Além de motivar as pessoas para melhorar o atendimento, ele gosta de ir ao supermercado fazer compras. Recentemente, Lievore reservou um tempo em sua agenda para acompanhar a reportagem da Folha a um supermercado em Apucarana, onde mora com a família. Eu acho que esse é um momento mágico, o momento da venda, o momento da compra; a gente se realiza comprando, diz.
Mesmo não estando a trabalho, o professor presta atenção a todos os pormenores no interior da loja, detalhes que tanto podem incentivar como prejudicar a venda de um determinado produto. Ao passar pela gôndola do leite longa vida, por exemplo, ele observa a existência de espaços vazios e algumas embalagens amassadas.
Lievore preparou uma relação com apenas dez itens e mesmo antes de entrar no mercado diz que irá comprar alguns produtos a mais por impulso. Logo na entrada, já depara com a gôndola de refrigerantes e pega algumas embalagens de dois litros. Mesmo que eu tenha me policiado um pouco mais, até em função de meu trabalho no varejo, ainda sou um comprador impulsivo, o impulso me favorece muito, afirma.
Lievore diz que a decisão da compra por impulso demora entre 2 e 10 segundos. Ele também faz questão de dizer que não é um comprador compulsivo, pois a compulsão se caracteriza pela falta de limites, pela extravagância.
Embora faça a maior parte das compras domésticas, Lievore demonstra uma certa dificuldade quando chega na parte de higiene pessoal. Se fosse só para mim, tudo bem; mas nesse ponto as mulheres são muito mais exigentes, mais conhecedoras dos produtos. No geral, na compra do dia-a-dia, eu me desempenho muito bem, mas nessa parte de higiene pessoal acabo sofrendo um pouco mais, re-conhece.
O professor apresenta uma relação dos detalhes que leva em conta na hora de comprar, ou seja, as qualidades que um supermercado deve ter: Primeiro de tudo, a facilidade de estacionamento; em segundo lugar, eu preciso de produtos bem expostos; terceiro, ter facilidade para encontrar esses produtos; quarto, a loja tem que ser agradável, colorida, alegre, clara, bem trabalhada, fácil de transitar em seu interior, e quinto, eu preciso de caixas ágeis, empacotadores rápidos e eficientes, e que essa mercadoria seja colocada no carro de forma que não estrague.
O professor não cita, em nenhum momento, nem preço e nem a qualidade dos produtos. Segundo ele, estes dois aspectos não devem ser encarados como diferencial em uma loja e sim como obrigação. A gente não vem aqui só para comprar mercadorias, e sim para comprar atenção, comprar um sorriso; isso sim faz a diferença.
Outra paixão de Lievore é a cozinha o que, indiretamente, não deixa de ser uma atitude de marketing. É comum para ele preparar pratos para 10, 20, 30 pessoas ou mais. E o professor explica que o segredo do bom cozinheiro é preparar as refeições pensando nos outros e não em si mesmo. Sou criterioso com relação a isso, penso naquelas pessoas que vão compartilhar a ceia; é um momento agradável, de partilha e procuro fazer com que esse momento seja um momento de alegria, completa.
O preço da ração
Na reportagem de ontem, sobre ração para animais domésticos, foi citado o preço do produto em torno de R$ 2,00. A veterinária Joane Nishi diz que realmente o mercado oferece rações com preços baixos, mas lembrou que há rações normais que custam entre R$ 20,00 e 30,00 o quilo.
Preços na feira
Confira os preços praticados pelas feiras no centro de Londrina:
Tomate, entre R$ 1,20 e 3,20/kg
Cebola, entre R$ 0,60 e 1,20/kg
Batata monalisa, entre R$ 0,90 e R$ 1,60/kg
Vagem, entre R$ 2,00 e 3,00/kg
Cenoura, entre R$ 0,70 e 1,00/kg
Alfaces, entre R$ 1,00 e 1,50/unidade;
Pêssego, entre R$ 2,00 e 3,00/kg
Banana nanica, entre R$ 1,80 e 2,50/dúzia


