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quinta-feira, 09 de novembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Ração melhora a qualidade de vida dos cães
Ainda não existe nenhum instituto para medir a qualidade de vida dos animais domésticos, a exemplo do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano; mas, pelo andar da carruagem, não seria estranho se tal indicador fosse criado em um futuro próximo. Afinal, é da natureza humana estabelecer comparações.
Agora, mesmo sem um instituto para a medição científica da qualidade de vida animal, é possível constatar que a vida de cachorro não está tão ruim como se dizia há algum tempo. Basta observar o aumento do número de lojas especializadas na venda de rações e outros insumos para animais domésticos. E, se depender da paixão de algumas pessoas por estes animais, a sobrevivência dos pet shops está mais que garantida.
A empresária Iozi Braguetto tem seis cães da raça Poodle. A mais velha, de 17 anos, já ultrapassou a expectativa de vida estimada pelo veterinário. Os outros, todos da mesma família, têm entre um ano e meio e 15 anos. Eles sempre foram tratados com ração e alimentados regularmente três vezes ao dia. Cuido de meus cachorros como se fossem bebês; eu adoro cães e se pudesse, buscaria até alguns que andam pelas ruas. A paixão de Iozi é tanta que ela dá preferência aos cães quando está dirigindo.
Os bebês da empresária têm tanta liberdade que às vezes ficam até na cama do casal. Eles são muito carinhosos e, mesmo sem falar, pedem para comer ou passear. Iozi diz não ter dúvidas de que o cachorro é o melhor amigo do homem. Ela gasta pouco mais de R$ 100,00 por mês apenas com ração e outros R$ 100,00 para tosar oa animais.
A professora Simone Kaminski Rossi se mudou para Londrina há um ano e meio, quando ela e o marido tiveram que tomar uma decisão importante. O casal havia pensado em morar em um apartamento, mas como não dava para abrir mão dos dois cães da raça Akita, o pastor japonês, resolveram construir uma casa. A professora tem os dois cães há oito anos. Eles são tratados com amor, como se fossem filhos, afirma.
Segundo a professora, mesmo assustando as pessoas pelo tamanho, os cães são carinhosos, brincalhões e só latem quando percebem alguma coisa estranha. Ela sempre os alimentou com ração, seguindo as recomendações do veterinário. Os cães consomem um quilo do produto por dia, o que corresponde a um gasto mensal de R$ 80,00. Com a ração eles ficam bem alimentados, bonitos e com boa disposição. E comparando os cuidados que centenas de animais recebem, Simone não tem dúvida ao afirmar que hoje em dia tem cachorro com a vida melhor que muita gente.
Veterinária aponta vantagens do alimento balanceado
A veterinária Joane Nishi diz que a praticidade e a comodidade são as principais vantagens da ração. É bem mais fácil do que preparar a comida em casa. Segundo ela, a ração é um alimento balanceado que leva em conta a idade, o tamanho e as fases de crescimento do animal. As rações são cada vez mais elaboradas para atender necessidades específicas, afirma.
Joane diz que o consumo de ração está aumentando ano a ano por ser melhor para os animais, pela expansão dos pontos de venda e também pelos preços que estão mais acessíveis. Hoje, o preço médio do quilo da ração está em torno de R$ 2,00. Ela explica que a maioria das indústrias têm um rigoroso controle de qualidade, mas alerta os compradores para ficarem atentos para algumas de origem duvidosa.
A veterinária afirma ainda que as rações tem valor nutricional próprio, a exemplo dos alimentos para os humanos. E, em função desta dieta balanceada, ela diz não ter dúvidas de que há cachorros que se alimentam de forma mais correta que algumas pessoas. (E.A.)
Abobrinha verde
Um produto que merece uma atenção especial é a abobrinha verde, que começou a semana custando R$ 7,00 a caixa com 22 quilos. Ontem, chegou aos R$ 20,00, ou seja, aumentou quase três vezes. Isto porque a tendência era de baixa.
Promoções
Uma rede de supermercados de Londrina, que faz promoções de hortifruti no meio da semana, está praticando os seguintes preços:
Chuchu, R$ 0,37/kg
Cebola nacional, R$ 0,39/kg
Cenoura, R$ 0,37/kg
Pepino caipira, R$ 0,37/kg
Vagem, R$ 0,58/kg
Tomate, R$ 1,89/kg
Batata monalisa, R$ 1,25/kg
Alface crespa, R$ 0,59/unidade
Melancia, R$ 0,48/kg
Laranja pêra, R$ 0,79/kg
Presentes
O computador deve desbancar o telefone celular como o produto com maior crescimento de vendas neste Natal. As taxas de acréscimo nas encomendas beiram 400% no caso dos notebooks, um item que faz parte do sonho de consumo neste fim de ano, ao lado das máquinas fotográficas digitais.
Isenção
Com a isenção de impostos, como o PIS e Cofins, sobre os computadores de mesa que custam R$ 1,4 mil e de notebooks com preço inferior a R$ 3 mil, a queda do dólar em relação ao real e a maior concorrência entre os fabricantes provocada pela diminuição da informalidade, os preços do equipamento no varejo diminuíram em até 15% em 12 meses. Esse foi um belo empurrão para o setor.


