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quarta-feira, 08 de novembro de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Os preços dos alimentos em Londrina atingiram a maior alta do ano. No mês passado, o custo da cesta básica subiu 7,01%, invertendo a tendência de baixa registrada em setembro, quando foi registrado um recuo de 0,35% nos preços dos mesmos itens. O aumento da cotação foi puxado, principalmente, pelos hortifrutigranjeiros, que tiveram forte alta. No ano, a cotação da cesta básica acumula queda de 1,34%, enquanto nos últimos 12 meses os preços tiveram reajuste de 2,91%.
Segundo pesquisa que acompanha a evolução de preços praticados na cidade, o produto que mais subiu de preço foi o tomate, que teve um reajuste médio de 43,67%; seguido pela banana (+43,12%), feijão (+26,56%), batata (+16,67%), café (+5,33%), arroz (+4,90%), farinha de trigo (+4,38%), carne (+2,84%) e óleo de soja (+2,30%). Outros quatro produtos tiveram redução de preço: leite C (-13,25%), pão francês (-5,33%), margarina (-2,73%) e açúcar (-1,88%). A pesquisa faz parte de um projeto de pesquisa realizado por três alunos da Universidade Metropolitana.
Com as variações de preços, uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) passou a gastar, em média, R$ 440,02 na compra dos alimentos, enquanto o custo para uma pessoa ficou em R$ 146,67. Na aquisição dos alimentos para uma família, a diferença de preços entre o supermercado mais caro e o mais barato foi de 24,59% ou R$ 96,08. No estabelecimento com maiores preços, os mesmos produtos foram comercializados por R$ 486,82, enquanto no mais barato, o custo foi de R$ 390,74. A maior diferença de preços registrada - entre os dez supermercados pesquisados - foi no tomate.
O custo do quilo da hortaliça variou 151,52% entre o estabelecimento mais caro e o mais barato e chegou a ser comercializado por preços que variaram de R$ 0,99 a R$ 2,49. O preço do quilo da carne (coxão mole) variou de R$ 7,79 a R$ 10,50, uma diferença de 34,79%. Já o pão francês, que em muitas padarias teve seu preço unitário reajustado depois da determinação da venda por quilo, chegou a ter seu custo reduzido nos supermercados. Mesmo assim, a diferença de preços entre o estabelecimento mais caro e o mais barato ficou em 40,27%, apresentando uma variação no custo de venda de R$ 2,99 a R$ 4,20, o quilo.
''O aumento de preços reduziu o poder aquisitivo dos trabalhadores que, por sua vez, têm que pesquisar preços e fazer valer a propaganda do menor preço. Em alguns casos vale até pechinchar'', afirma o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa. Ele acrescenta que, no mês passado, a diferença de preços entre o supermercado mais caro e o mais barato foi de 24,59% e, em setembro, essa diferença ficou em 20%.
Consumidor não percebe alta
Mesmo uma forte alta de preços (de 7,01%) - como a registrada no mês passado entre os supermercados de Londrina - passou desapercebida entre muitos consumidores. A auxiliar de enfermagem Jeane Carvalho Menezes, por exemplo, diz que não acompanha muito os preços porque, geralmente, só vai ao supermercado para comprar os produtos que estão faltando em sua casa. Também não compro só os itens da cesta básica, afirmou.
O mesmo procedimento é adotado pela lavradora Luzia Grecco. Só compro o que está faltando em casa e, às vezes, faço pesquisa de preços entre os supermercados, mas não acompanho muito os preços, comentou. Já o comerciante Henrique Marçal disse que vai poucas vezes ao supermercado e, por isso, não está muito atento aos custos. Percebi que estou gastando mais e acho que os preços das verduras e das frutas subiram bastante, observou.
Ao contrário dos demais, a promotora de vendas Gisele dos Santos acompanha freqüentemente a evolução de preço dos alimentos. Percebi que alguns produtos subiram bastante como o arroz, o feijão, as verduras e a carne, afirmou. Ela ainda diz que costuma fazer pesquisa de preços. A dona-de-casa Maria do Carmo Marcelino, também diz que percebeu aumento de preços em itens como o arroz e o óleo de soja. Não faço pesquisa, mas acompanho os preços dos produtos e sempre sobe alguma coisa, acrescentou. (F.M.)
Altas na Ceasa
A terça-feira foi marcada pela alta de preços de nove produtos na Ceasa de Londrina. Confira:
- Abacate manteiga, 30%
R$ 13,00/caixa 22 kg
- Abobrinha verde, 25%
R$ 15,00/caixa 20kg
- Cebola branca, 20%
R$ 12,00/saco de 20kg
- Cebola pêra, 25%
R$ 10,00/saco 20kg
- Laranja baiana, 31%
R$ 46,00/caixa 25kg
- Maracujá preto, 42%
R$ 30,00/caixa 11kg
- Melão, 26%
R$ 19,00/caixa 13kg
- Pepino caipira, 30%
R$ 13,00/caixa 22kg
- Pepino japonês, 20%
R$ 18,00/caixa 22kg


