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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Uma boa parte das donas de casa tem o hábito de deitar o botijão quando o gás está no fim. Apesar de comum, a medida não é recomendada pelo Instituto de Pesos e Medidas por ser perigosa. Na rotina de uma residência, há uma série de cuidados que devem ser observados em relação ao consumo de gás, mas que quase sempre ficam esquecidos. Entretanto, há pessoas que tomam todos os cuidados em relação ao assunto.
A socióloga Maria Aparecida Pelegrini Rocha é um exemplo. O primeiro cuidado que ela tomou foi construir um local apropriado para os botijões na parte externa da residência. Ela também faz questão de comprar o produto sempre do mesmo revendedor e observa bem a aparência dos botijões, evitando aqueles com ferrugem ou amassados. Com frequência ela faz manutenção nas mangueiras para evitar problemas de vazamento.
Na casa de Maria Aparecida todas as torneiras e chuveiros funcionam a gás. Por isso, o consumo médio da família é de um botijão por semana. Ela tem três filhos com idade entre 15 e 18 anos, que tomam banho três vezes ao dia. Segundo ela, ''todas as precauções são necessárias para reduzir os riscos que o gás oferece''.
O publicitário Aurélio Dias mora no primeiro andar de um edifício com apenas 14 apartamentos. E um detalhe, de maneira especial, causava muito incômodo: os cilindros de gás ficavam bem embaixo de seu apartamento. Há pouco tempo, os moradores dediciram que o prédio deveria passar por reformas.
Dias não perdeu tempo e aproveitou a ocasião para pedir que os cilindros fossem mudados de lugar. A reforma está em fase final, mas foi construída uma casa de gás em um lugar ventilado e protegido na frente do edifício, seguindo as especificações do Corpo de Bombeiros. Para o publicitário, a mudança gerou mais tranquilidade não apenas para ele, que tem uma filha de três anos, mas para todas as famílias que têm crianças pequenas no prédio. ''O mais importante é que isto representa mais segurança para todos os moradores'', afirma.
O gás liquefeito de petróleo, mais conhecido como gás de cozinha, é alvo de constante fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná. O gerente regional do Ipem em Londrina, Marcelo Trautwein, explica que a fiscalização é feita todo mês, de forma alternada, em Londrina e região. Os fiscais visitam todos os distribuidores e pontos de venda. Trautwein diz que é difícil encontrar irregularidades. Um caso recente foi a localização de alguns botijões um pouco abaixo do peso.
...e baixas
E outros dois produtos sofreram redução de preços na Ceasa de Londrina nesta segunda feira:
- Vagem, 20%
R$ 20,00 a caixa/16 kg
- Chuchu, 23%
R$ 10,00 a caixa/22 kg
Aumento atípico
As altas de preços das abobrinhas são consideradas atípicas, porque a época é de bastante oferta do produto. Por isso, os preços devem cair nos próximos dias.


