Chocolate: uma delícia de presente


Foi-se o tempo em que a indústria chocolateira tinha suas atenções voltadas apenas para a Páscoa. Agora, além dos coelhinhos, o foco se volta também para o Natal, tradicional data de trocas de presentes. Na época natalina as vendas de produtos de chocolates crescem cerca de 20%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). De acordo com a associação, os panetones recheados de chocolate já representam 30% do total produzido.
  Entre os consumidores os doces produzidos a partir do cacau já são figura cativa nas listas de presentes. Os diferenciais são determinantes: preços acessíveis a praticamente todos os bolsos e a certeza do acerto, uma vez que poucas pessoas não apreciam a guloseima. O mercado acompanhou essa mudança de hábitos dos consumidores e, nos últimos anos, Londrina registrou um aumento no número de lojas que comercializam os chamados ‘‘chocolates finos’’. Ainda que em menor escala, está ocorrendo um movimento semelhante ao do café gourmet, que contribuiu para o grande número de cafeterias instaladas na cidade.
  Apesar do custo maior do produto, comparando com os preços das guloseimas comercializadas nos supermercados, o mercado está em expansão. ‘‘Houve uma mudança de hábito dos consumidores, o mercado está mais seletivo. Hoje, algumas pessoas já procuram determinadas marcas importadas, coisa que não acontecia há alguns anos’’, afirma Michelle Berbert Santos, proprietária da Bomboniére Gramado E Cia. Ela, inclusive, soube aproveitar bem a tendência. Com um quiosque no aeroporto, que comercializava apenas os chocolates Gramado, o empreendimento foi ampliado para duas lojas multimarcas: uma no saguão do aeroporto e outra no centro da cidade.
  Agora, além dos artesanais fabricados em vários pontos do País, os importados (suíços, belgas, italianos, entre outros) também estão nas prateleiras. Apesar de registrar a ‘‘mudança de hábito dos consumidores’’, a empresária diz que é difícil quantificar um aumento no consumo porque o empreendimento teve o seu perfil remodelado. No entanto, a aposta também está nos presentes. ‘‘O chocolate é uma boa opção para presentes porque todos gostam, é um presente que a família inteira aproveita’’, diz Michelle.
  A Cacau Show é uma franquia de ‘‘chocolates finos’’ que está presente na cidade há quatro anos e meio. Neste período, a marca já conta com duas lojas: na região central e em um shopping. ‘‘O mercado é sazonal, depende de algumas datas comemorativas. O consumo existe, mas com o clima quente da cidade muitas pessoas preferem consumir um sorvete, por exemplo’’, comenta o franqueado Jorge Dimov Júnior. Segundo ele, as vendas estão estáveis porque dependem de um aumento nacional do consumo do produto.
  ‘‘A Cacau Show chegou ao mercado com uma proposta diferenciada. Veio trazer o conceito de que o chocolate fino pode ser acessível, a marca aliou qualidade e preço’’, avalia Dimov. Além disso, o franqueado diz que a diferença entre os seus produtos e os comercializados nos supermercados é a adição da gordura hidrogenada, a ‘‘famosa gordura trans’’, prejudicial à saúde por colaborar para aumento do colesterol. Ele acrescenta que 90% do seu público é formado por mulheres com idade entre 25 e 35 anos de todas as classes sociais. Uma pesquisa realizada a pedido da matriz revelou ainda que as compras estão divididas igualmente para consumo próprio e para presentes.
  Presentes - A empresária Liliane Rossana Audi diz comprar ‘‘chocolates finos’’ freqüentemente para presentear. ‘‘Não tem erro é 100% de acerto, afinal, quem não gosta de chocolate? É um presente barato e gostoso’’, observa. Apesar de apreciar muito a guloseima, ela diz que não tem o hábito do consumo devido ao seu alto valor calórico. Já a supervisora de vendas Branca Zucoli Garcia Alves consome um bombom ou uma barra de 20 gramas, pelo menos, em dias alternados. ‘‘Eu e a minha família costumamos presentear também com chocolate. Há menos risco de errar e o custo é bom’’, comenta.
  O médico Marcos Aurélio Borghi consome os chocolates pelo menos uma vez por mês. ‘‘Também costumo presentear. É um presente fino, delicado e com mais chances de acerto’’, diz. Além disso, ele acredita que a ‘‘apresentação do produto’’ incentiva o consumo na pessoa presenteada.


Marca consegue fidelizar clientes
  Marcas tradicionais no mercado têm seu público cativo. É o caso da Kopenhagen, que está há 78 anos no mercado nacional. Criada casualmente em São Paulo por uma família de imigrantes da Letônia, os seus clientes envelheceram junto com a marca que, agora, luta para conquistar - e fidelizar - o público mais jovem. Inclusive, na linha de produtos constam itens dedicados exclusivamente às crianças e aos adolescentes. Presente há oito anos em Londrina, inicialmente a franquia instalou uma loja na Avenida Higienópolis que, depois, foi transferida para um shopping da cidade.
  ‘‘Com a transferência perdi o público masculino e algumas senhoras que passavam pelo local e paravam apenas para comer um chocolate. Mas no shopping ganhamos um outro público, que são os moradores das cidades da região e os jovens’’, informa Rita Sampaio Figueiredo, proprietária da franquia em Londrina. No entanto, para não perder os clientes mais velhos a solução foi criar o delivery. No shopping, a franquia de chocolates ganhou um outro acompanhamento: o café. ‘‘O café é um hábito nacional, consumido no verão ou no inverno e serve como ensejo para que os consumidores conheçam nossos produtos. O consumo de café e chocolate é um hábito saudável que ‘vicia’’’, observa.
  Além disso, a marca também foca nos presentes. ‘‘Chocolate Kopenhagen é presente e, ao contrário do que muitos pensam, não é um produto caro. Conseguimos montar cestas para presentes por R$ 15’’, diz Rita. Além disso, as atenções também se voltam para produtos natalinos, como a linha de panetones que, de acordo com ela, conseguem unir qualidade e embalagens bonitas.(F.M.)


Nutricionista recomenda com moderação
  A nutricionista Cíntia Cristina da Silva Machado, responsável pela Clínica de Educação para a Saúde da Unifil, diz que o consumo de chocolate não é indicado para pessoas que apresentam restrição ao açúcar, como os diabéticos, ou para os que querem perder peso. ‘‘O chocolate é um alimento muito calórico, tem uma grande quantidade de carboidratos’’, informa. Ela acrescenta que o chocolate repõe as energias, mas acrescenta que alimentos mais saudáveis também têm essa função. ‘‘O consumo deve ser feito com moderação, aliás, não recomendo o chocolate aos meus pacientes’’, observa. (F.M.)


Supermercados abrem
A maioria dos supermercados de Londrina está aberta hoje, das 8 às 18 horas.

Promoções
Uma rede de supermercados local, que faz promoções no meio de semana, está praticando os seguintes preços:

Batata monalisa, R$ 0,57/kg
Cebola branca, R$ 0,39/kg
Chuchu, R$ 1,15/kg
Abóbora menina, R$ 0,38/kg
Pepino caipira, R$ 1,69/kg
Tomate de primeira, R$ 1,69/kg
Quiabo, R$ 3,49/kg
Vagem, R$ 3,89/kg

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