Trabalhar com brinquedos é coisa séria. Não basta colocar o produto na prateleira e esperar pelo consumidor. Além das regras na fabricação, é preciso observar também as regras para as vendas. Cada produto é destinado para uma faixa etária, possui normas que devem ser seguidas. Tudo para não comprometer o desenvolvimento das crianças.
Gerente de uma loja especializada em brinquedos num dos shoppings de Londrina, Maycon Machado é rigoroso na hora de atender o consumidor. Os funcionários são treinados para indicar os produtos corretos para uma clientela exigente. ''As crianças de hoje são muito estimuladas e desde pequenas sabem lidar com todo tipo de brinquedo eletrônico. Mas existe o brinquedo certo para cada idade. Os pais estão muito atentos e aqui na loja também orientamos''.
A fonoaudióloga Juliana Reche Olivari Rocha escolhe os brinquedos para o filho de um ano de acordo com a idade e observa o selo de qualidade. ''Também observo a parte de estimulação do brinquedo''. Os presentes que não estão de acordo com a idade do filho vão para o armário até que chegue a idade correta de brincar.
A comerciante Rita Sampaio Figueiredo tem um filho de oito anos e uma filha de dois. ''Observo a faixa de idade, a qualidade do produto, o selo de garantia e o retorno didático''. Os importados são adquiridos só se tiverem controle de qualidade.
As estudantes Patrícia Minamihara e Priscilla Silva escolhem os presentes para os sobrinhos de acordo com o gosto das crianças. ''Olho o preço, a qualidade, a idade apropriada e se o brinquedo tem algo de construtivo, mas nunca observei o selo de qualidade'', afirma Patrícia.
O mesmo descuido comete Priscilla, que apesar de estar atenta a alguns detalhes, não observa o selo de qualidade. ''Acho que com isso os pais é que se preocupam mais''.
A fabricação dos brinquedos deve atender a Portaria 108 do Istituto Nacional de Metrologia (Inmetro), que exige uma análise em todos os brinquedos em laboratórios credenciados pelo Instituto. As análises testam a qualidade do produto. Peças pequenas, materiais cortantes, tudo tem que ser devidamente analisado.
No caso dos brinquedos elétricos, a regra é não exceder os 24 volts, para crianças menores de três anos. A advertência deve constar na embalagem. Os exames laboratoriais também detectam a toxicidade nos brinquedos, quando são utilizadas tintas e matéria-prima de baixa qualidade.
De acordo com o agente técnico do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Londrina, Jair Ciquini, fabricantes ou importadores devem seguir a Norma Brasileira (NBR) de fabricação, que também exige na embalagem dados como nome do fabricante (ou do importador), endereço e advertências ou precauções para o manuseio (tudo em português e com letras bem legíveis). ''Se aprovado, o brinquedo recebe a marca de conformidade que é o selo do Inmetro, garantia do produto''.
As embalagens devem trazer também a instrução de uso e a faixa de idade adequada ao produto. ''Geralmente os brinquedos nacionais atendem todas as exigências. O maiores problemas acontecem com as marcas importadas'', afirma o técnico.


Fiscalização do Ipem é rigorosa
  Para garantir segurança ao consumidor, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) faz fiscalizações ao longo do ano, intensificadas nos períodos que antecedem o Dia das Crianças e o Natal. Lojas, supermercados e livrarias são visitadas por agentes do Instituto, que recolhem os produtos que não atendem as exigências do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).
  Segundo o gerente regional do Ipem de Londrina, Marcelo Trautwein, cerca de 1.800 produtos foram apreendidos este ano, 500 deles só nos últimos dois meses. Entre as principais irregularidades estão os produtos piratas, contrabandeados, sem certificação do Inmetro. ‘‘Esses produtos são retirados do mercado e inutilizados’’. A empresa responsável pela fabricação tem direito à defesa. O processo dura entre quatro e seis meses, até que os brinquedos sejam destruídos. (M.O.)

Brincadeira é importante para o desenvolvimento
  As crianças de hoje brincam menos e entram cada vez mais cedo na adolescência. Conseqüência disso, é que elas perdem parte importante da infância, o que prejudica o desenvolvimento. ‘‘Brincar é muito importante e faz parte da vida das crianças. É uma condição necessária para que ela viva e se torne uma criança mais feliz’’. A afirmação é da pedagoga, mestre em educação e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jaqueline Delgado Paschoal. Ela explica que o ato de brincar ajuda no desenvolvimento em termos cognitivos, afetivos e psicomotores, além de colaborar na internalização e no comportamento da criança.
  Uma simples brincadeira de casinha, por exemplo, permite que a criança viva a situação de um adulto e internalize conceitos que serão utilizados ao longo da vida. ‘‘Durante a brincadeira a criança imita o comportamento dos pais, reproduz o comportamento da família e tem a oportunidade de aprender a cultura’’.
  Na primeira fase da vida, as crianças se utilizam dos brinquedos simbólicos. ‘‘Meninas geralmente brincam com bonecas e os meninos, com carrinhos’’. A partir do momento em que começam a crescer, as brincadeiras mudam. Jogos e até os videogames, muitas vezes combatidos pelos pais, são importantes para o desenvolvimento dos filhos. ‘‘Na dose certa, sem exageros, eles ajudam na concentração e na atenção das crianças. Todos os brinquedos, de uma forma geral, ajudam no desenvolvimento das crianças. Brincar é vivenciar a infância’’. (M.O)

Bike, a opção
Diversas lojas de Londrina oferecem bicicletas como uma opção de presentes para o Dia das Crianças. Os preços variam entre R$ 189,00 e R$ 459,00, com parcelamento entre 10 e 14 vezes.

Combustíveis
Os preços médios dos combustíveis podem sofrer variações de centavos em alguns estabelecimentos
Gasolina,
R$ 2,58/litro;
Álcool,
R$ 1,58/litro;
Óleo diesel,
R$ 1,79/litro.



Câmera digital
Outra loja oferece uma câmera digital de 5 megapixels por R$ 399,00 ou em até 10 vezes sem juros.

Óleo
Confira os preços de alguns óleos comestíveis em outros estabelecimentos:
Óleo de soja,
R$ 1,69/unidade;
Óleo de girassol,
R$ 2,99/unidade;
Óleo de milho,
R$ 3,19/unidade;
Azeite extra virgem,
R$ 15,90/embalagem
com 500 ml

mockup