Suas compras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de outubro de 2006
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Quem nunca foi a uma loja procurar uma numeração de roupa e acabou levando outra? Quantas peças precisam ser experimentadas para chegar ao caimento ideal no corpo? Problemas já enfrentados pela empresária Sueli de Paula Barbosa Antunes, que veste calças compridas com numeração 40, mas sempre tem dificuldades para encontrar um modelo que sirva adequadamente.
''Tenho sempre que pedir uma numeração maior. Já cheguei a comprar 44. O problema é que a barra precisa ser cortada, o quadril fica largo, nunca tem um caimento ideal'', reclama. O marido, Reginaldo Silva Antunes reclama que é difícil presentear a esposa com roupa. ''A numeração nunca dá certo. Sempre precisa experimentar''.
A mesma dificuldade enfrenta Érica Barreto. Ela conta que, com o mesmo peso, já chegou a comprar roupas com numeração maior e até menor do que normalmente usa. ''Nunca o número que você pede dá certo. Não compro nada sem experimentar''.
O ajudante geral, Edson Jorge de Lima tem mais dificuldades com as camisetas. ''Visto tamanho G, mas como sou alto, elas acabam ficando curtas''. As calças compridas são menos problemáticas, mas nunca ficam no padrão desejado.
A vendedora Tatiane Martiusi veste numeração 42, mas tem sempre que pedir um número maior. ''As calças são muito baixas e como tenho quadril largo, elas não vestem muito bem''. Já as blusas, dependendo do modelo, têm tamanho P ou M. ''Nunca é um padrão só e isso atrapalha na hora da compra. Seria ótimo entrar numa loja e não precisar experimentar a roupa. Comprar só pela numeração''.
Gerente de uma loja de departamentos em Londrina, Delson Borges de Oliveira fala da variedade dos números, dependendo do estilo da roupa. Ele afirma que as lojas que trabalham com moda e os grandes magazines classificam as roupas de acordo com os estilos jovem, casual, básico e clássico. ''Essas roupas têm os tamanhos Pequeno (P), Médio (M) e G (Grande) diferenciados. Um consumidor adulto que usa uma roupa básica no tamanho M, por exemplo, pode comprar uma roupa no estilo jovem, só que o tamanho será o G. E o inverso pode acontecer também. Tudo vai depender do estilo da roupa'', argumenta.
Para que não haja tanta diferença de numeração na hora da compra, a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest) quer colocar nas ruas o projeto Padrão de Tamanhos, em parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
A iniciativa visa realizar o Censo Antropomético (baseado nas metodologias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE) até o final deste ano. Serão medidos 25 mil brasileiros nas regiões Norte, Centro-Sul e Sul. As pessoas vão ser medidas por scanners instaladas em escolas, faculdades e lugares públicos.
O primeiro passo para exigir o padrão de tamanho dos produtos foi a portaria da ABNT número 13377, editada em maio de 1995. Recentemente, a Abravest firmou convênio com o órgão para o fornecimento da Certificação de Conformidade às empresas do setor de vestuário, que estão produzindo de acordo com a portaria.
A ABNT já está fiscalizando e certificando as confecções e indústrias que produzem dentro da norma. De posse da Certificação de Conformidade da ABNT, essas empresas podem solicitar o selo de qualidade da Abravest. As unidades estaduais do Senai estão ensinando as empresas a se adequarem aos padrões de tamanhos.
Outro parceiro do projeto é o Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), que vai ajudar na fiscalização, podendo até multar empresas que continuarem com seus produtos fora das medidas padronizadas.
Qualidade
Vale observar que nos dois supermercados em questão, a qualidade dos produtos era praticamente a mesma. Mesmo assim, a diferença de preços em alguns produtos passa de 50%.
Facilidades
O Dia das Crianças está se aproximando. Esta é uma das melhores datas para o comércio, especialmente as lojas de roupas e brinquedos. E para facilitar a vida dos pais, as lojas estão parcelando as compras no crediário próprio, no cheque ou no cartão de crédito.


