Marta Ortega
Reportagem Local
Em meio a shoppings e magazines, um tipo de comércio continua resistente: são os famosos bazares, instalados em grandes ou em pequenos pontos, onde se encontram miudezas e artigos que vão desde aviamentos até artigos para presentes, decoração e artesanato. Esse tipo de comércio, onde se encontra de tudo, é muito comum em pequenas cidades, mas nos grandes centros, continuam mantendo a tradição e atendendo as necessidades de muitos clientes.
  Em Londrina, um dos mais tradicionais é o Bazar Ajimura, mantido pela família desde 1948. O bazar praticamente nasceu com a cidade e desde 1957 funciona na rua Sergipe, mantendo inclusive os balcões feitos em madeira maciça desde a época em que o comércio era tocado pelo pai de Tadamasi Ajimura, hoje o responsável pelo bazar. ‘‘Já pensamos em mudar, mas os próprios arquitetos orientaram a manter os móveis e a tradição do bazar’’, afirma Ajimura, que junto da mãe, dona Tokiko, de 88 anos, de uma irmã e de uma filha, se reveza no atendimento aos clientes.
  O bazar começou com aviamentos, mas a exigência da clientela, fez com que o comerciante começasse a diversificar as mercadorias, muitas delas buscadas em São Paulo. Hoje, brinquedos, artigos para presentes, malas, bolsas e produtos decorativos, são oferecidos aos clientes. E os clientes são fiéis. ‘‘Já estamos atendendo os filhos e até os netos de nossos primeiros clientes’’, ressalta Ajimura, com orgulho.
  A concorrência das grandes lojas, segundo o comerciante, não assusta. ‘‘Conseguimos vender bem e apesar da crise, estamos mantendo a tradição’’. O segredo, de acordo com Ajimura, é oferecer produtos diferenciados. ‘‘Temos muitos produtos para presentes, que a pessoa oferece mais como um ato simbólico. Não é o preço que conta, mas o que o presente representa. E isso não precisa ser caro. Nos tempos de hoje, com tudo tão difícil, vale mais o significado do produto para a pessoa’’.
  Numa linha mais atual, a Tricolândia, também na rua Sergipe, mantém a tradição com um espaço bem maior, mas basicamente com o mesmo tipo de mercadoria. Em três lojas próximas umas das outras, o consumidor também vai encontrar de tudo.
  Segundo a gerente de uma das lojas, Andréa Borini, a loja começou com lãs e linhas há 30 anos e foi diversificando os produtos de acordo com a exigência dos clientes. ‘‘Até hoje, tudo o que aparece de novidade, vamos atrás e compramos para oferecer aos clientes’’. Até mesmo por isso, e possível encontrar de tudo na loja, desde material para festas de aniversário, casamento, decoração, artesanato, até pedrarias, fitas...‘‘A tendência agora é aumentar o setor de artesanato, tanto em roupas como para decoração’’, afirma a gerente. Cursos de bordado, pintura, bijuteria e crochê, atendem essas necessidades.
  Paola Franco Carvalho comprava toalhas e aviamentos para bordar para a filha de um ano e cinco meses. ‘‘Gosto de fazer esses trabalhos manuais. Além de ter a peça exclusiva, com um toque de mãe, sai mais em conta’’.
  A secretária Tatiane Santos procurava peças para o enxoval. Fitas, toalhas, tudo vai ter um toque diferenciado. ‘‘Procuro sempre material diferenciado e sempre encontro tudo o que preciso no bazar. Acho prático. Não preciso ir em outro lugar bordar ou enfeitar as peças’’.
  Já a pensionista Maria Aparecida Alves resolveu fazer artesanato. Escolhendo algumas caixas de madeira para decorar, ela definia com a vendedora o tipo de tinta necessária para produzir as peças. ‘‘Faço todo tipo de artesanato e agora vou experimentar fazer peças decorativas. Aqui encontro de tudo, sem precisar ir em outro lugar’’.
  A cabeleireira Rosenir Maria de Borba aproveita o curso de pintura em vitral ofertado pela loja e conta que todo o material necessário para a produção de artesanato é adquirido ali. ‘‘Compro tudo para fazer bonecas, bolsas, blusas bordadas. É bem mais prático, tem tudo o que a gente quer’’.

Movimento ‘‘normal’’
A semana terminou com movimento considerado ‘‘normal’’ na Ceasa de Londrina. Houve alta de preço de apenas um produto. A maçã fuji de primeira subiu 26%, passando para R$ 48,00 a caixa com 20 quilos.

Computadores
O computador está deixando de ser um artigo de luxo e se tornando um produto cada vez mais acessível (e indispensável) para a maioria da população. Hoje, é possível comprar uma ‘‘máquina’’ por pouco mais de R$ 1.000,00, parcelados em ‘‘suaves prestações’’.

Consumo de ovos
O consumo médio de ovos sobe para 133 unidades per capita neste ano no Brasil, com evoluções de 5,5% em relação a 2005 e de 41% a mais do que no início desta década. Os números são do analista José Carlos Teixeira. A produção estimada de ovos deste ano é de 23,6 bilhões de unidades, 5,6% a mais do que em 2005.

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