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Soja perde fibras na industrialização
O mercado de bebidas à base de soja movimentou, em 2004, mais de 70 milhões de litros e em torno de R$ 225 milhões no Brasil. No ano passado, manteve o desempenho positivo com um crescimento de 64% comparado ao mesmo período do ano anterior. Entre 52 produtos do gênero lançados no País, apenas 16 não sobreviveram no mercado, de acordo com estudo da ACNielsen, empresa que realiza sondagens sobre o comportamento do consumidor.
Incluídas no rol de alimentos saudáveis, as bebidas de soja integram um segmento de grande potencial de expansão. Na América Latina, por exemplo, estima-se um mercado de US$ 400 milhões.
A nutricionista Clísia Mara Carreira destaca que a soja é um alimento rico em proteínas, tem um hormônio natural que se chama isoflavona, que é importante para se manter o equilíbrio hormonal, principalmente para as mulheres, e é um alimento rico em fibras, o que melhora o funcionamento da flora intestinal. ''A proteína da soja é tão boa quanto à proteína da carne'', compara.
Clísia explica que o suco, como um dos derivados da soja, perde algumas de suas propriedades no processo de industrialização, tais como a redução de fibras e da isoflavona, mantendo, entretanto, a proteina saudável da soja. A nutricionista considera importante a adição de sabores nas bebidas à base de soja, porque melhora o paladar e acrescenta vitaminas e minerais.
O professor de Educação Física, Hélio Sanches, já está acostumado a tomar suco de soja.''É bom para melhorar a qualidade de vida, a soja combate os radicais livres, proporcionando uma saúde melhor''. Para ele, a soja realmente tem um ''gosto forte'', mas a combinação com as frutas deixa o sabor bastante interessante.
Na opinião do professor, o brasileiro deveria ter o hábito de consumir a soja com mais frequência como alimento por ser um produto acessível. Ele recomenda, ainda, que além de se preocupar com a boa alimentação, a pessoa deve praticar alguma atividade física.
A estudante Graziela Pereira prefere os sucos naturais preparados na hora e também de sucos embalados, e passa longe das bebidas à base de soja. ''Eu comprei uma vez e não gostei muito, talvez por ser um produto que está chegando agora no mercado e a gente tem um pouco de aversão'', afirma.
Já a estudante Daniele Pastorelli é vegetariana e sempre consome derivados de soja, tais como o leite e a carne de soja. ''O suco é apenas um complemento'', diz. Quanto ao gosto, Daniele acredita que tudo depende de informação. ''A partir do momento que a gente toma conhecimento do quanto a soja faz bem para a saúde, dá para esquecer aquele gosto não tão agradável e acaba se habituando, sim'', afirma.
Alternativa para alérgicos
As bebidas à base de soja têm sido uma boa alternativa para as pessoas que sofrem de alergia alimentar, especialmente no caso do leite de vaca. A alergia à lactose é a mais freqüente na faixa etária pediátrica, atingindo cerca de 7% em crianças menores de três anos de idade. Neste caso, tanto o leite como os seus derivados devem ser excluídos da dieta. É bastante difícil essa eliminação pela grande difusão dos alimentos com leite na formulação. Nestes casos, os alimentos à base de soja são alternativas para estes pacientes. Eles podem ser inseridos em uma dieta equilibrada, para garantir o fornecimento de todos os nutrientes para o organismo. (Da Redação)
Negócio rentável para indústria
As bebidas à base de soja são produzidas no Brasil por grandes empresas do setor agroindustrial. No Paraná, uma cooperativa com sede em Maringá (noroeste do Estado), está entre os maiores produtores do País. A cooperativa controla todo o sistema de produção, desde o fornecimento da semente aos produtores, o desenvolvimento das lavouras, a recepção das safras e a industrialização dos grãos.
O controle feito por computadores torna possível saber desde a origem da matéria-prima até o destino final das mercadorias. São produzidas bebidas à base de soja nos sabores maçã, pêra, pêssego, laranja, uva e original, nas versões normal e light.
De acordo com o superintendente comercial e industrial da cooperativa Celso Carlos dos Santos Junior, as bebidas à base de soja devem render R$ 220 milhões este ano, o que representa 25% do faturamente da cooperativa, estimado em
R$ 900 milhões.(E.A.)
Sempre vazio
A maior parte dos supermercados locais oferece estacionamento gratuito a seus clientes, mas um deles, no centro da cidade, cobra
R$ 2,00 a cada 15 minutos.
Longa vida
Vários supermercados de Londrina estão fazendo promoções do leite longa vida. O preço da caixa com um litro varia entre R$ 1,08 a R$ 1,25, dependendo do estabelecimento. Em alguns deles, as promoções terminam hoje; em outros, vão até a próxima semana.
Movimento na Ceasa
O mês de setembro começou com um movimento de compradores considerado normal na Ceasa de Londrina. E houve oscilação de preços de apenas três produtos. A ervilha teve alta de 20%, passando para R$ 30,00 a caixa com 15 quilos. Os produtos que sofreram redução de preços foram os seguintes:
mamão papaya, 22%, passando para R$ 14,00 a caixa com 6,5 quilos; e o tomate de primeira, 20%, passando para R$ 20,00 a caixa com 20 quilos.
Motivo de alegria
O começo do mês trouxe um pouco mais de felicidade para os atacadistas da Ceasa de Londrina. Alguns setores estavam com problemas de abastecimento em função da prolongada estiagem. Pelo menos, setembro começou com chuva.





