O que os universitários comem?

Os estudantes universitários, de um modo geral, têm a fama de se alimentarem mal por uma série de fatores: falta de tempo, alguns estão distante da família, outros não sabem cozinhar, alguns estudam demais etc...
A estudante Larissa Patsko, que faz pós graduação em Pedagogia, é uma exceção. Ela se preocupa com qualidade de vida e garante que tem hábitos alimentares saudáveis. ''Eu gosto de verduras, legumes, mas dou preferência às frutas; assim considero que estou na média do consumo correto de alimentos'', afirma. Larissa argumenta que é criteriosa ''para evitar o aumento de peso e prolongar o tempo de vida''. Mesmo com todos os cuidados, a estudante admite que, de vez em quando, sai da rotina. ''Às vezes, a gente dá uma extrapolada, assim como qualquer brasileiro, mas não é regra ser extravagante'', justifica.
Emanuele Tomal, estudante de Geografia, afirma que tem hábitos alimentares corretos, tomando o café da manhã, fazendo outras refeições ''normalmente'' e não se considera nem um pouco relaxada com a alimentação. Mas nem sempre foi assim. Ela foi, de certa forma, obrigada a fazer algumas mudanças depois que teve um problema de saúde: ''Eu morava com meu pai e ele trabalhava o dia inteiro; por isso eu comia porcaria mesmo e só aprendi a fazer as refeições de acordo depois que tive uma anemia'', afirma. Para Emanuele, a mudança foi acertada. ''É interessante porque hoje eu me sinto bem; faz bem para a saúde e não abro mão'', garante.
A situação é completamente diferente quando os estudantes saem de suas cidades de origem para estudar em um centro maior. É o caso dos irmãos Bruno e Dênis Barbosa e do primo Renan Barbosa, que vieram do interior de São Paulo, e moram com mais outros estudantes em uma ''república'' em Londrina. Os três reconhecem que são extravagantes. ''O nosso hábito é o pior possível'', afirmam quase em coro e em tom de brincadeira.
Bruno é estudante de Artes Plásticas. Ele diz que não come nada pela manhã - ''só um leitinho de vez em quando'' - e se alimenta geralmente com marmitex. Dênis, que estuda Geografia, almoça no Restaurante Universitário e à noite faz lanches. E reclama: ''É um padrão de comida que nem de longe lembra a casa da minha mãe''.
Entre os três, Renan, que estuda Ciências da Computação, é o mais espontâneo: ''O nosso hábito alimentar é o mais tóxico possível; a gente é igual corvo, come qualquer porcaria''. E cita o exemplo de uma lanchonete que vende um pastel com tanta gordura que eles até batizaram o produto com um nome bem original: ''extremismo da gorduricência''.

Nutricionista enumera problemas

  A professora e nutricionista Cristina Simões de Carvalho Tomasetti cita que os problemas mais comuns em termos de alimentação entre os estudantes acontecem, na maioria das vezes, com aqueles que moram longe da família. Segundo ela, estes estudantes consomem, com muita freqüência, os alimentos industrializados de fácil preparo, tais como macarrão instantâneo e enlatados, e deixam de fazer as refeições completas.
  Outro erro é o consumo de alimentos muito calóricos: sanduíches, salgadinhos, frituras e refrigerantes. E, em consequüência, consomem poucas frutas e verduras, por falta de hábito. Em relação ao consumo de bebidas alcóolicas, ela afirma que o exagero também traz prejuízos porque a pessoa acaba substituindo a bebida pelos alimentos.
  De acordo com a nutricionista, os problemas mais comuns que este tipo de alimentação causa a médio prazo, são a obesidade, a anemia, o colesterol, a osteoporose e a hipertensão arterial. E observa, ainda, que alguns destes problemas estão aparecendo de forma precoce.
  A professora reconhece que o problema da alimentação de estudantes não é de fácil solução, mas sugere que ‘‘sejam disponibilizados locais para que eles façam suas refeições completas e corretas e a um preço acessível’’, afirma. (E.A.)

Recordista
O recordista da semana, até o momento, está sendo o figo. Na quarta feira, o produto subiu 66%, passando para R$ 15,00 a caixa com 1,5 quilo.
Preços na feira
Os aumentos de preços na central atacadista de Londrina já podem ser observados nas principais feiras da cidade. Veja como estão os preços de alguns produtos:



Criatividade
Os postos de combustíveis sempre procuram formas de atrair clientes. E já que reduzir os preços não faz parte da estratégia, o jeito é apelar para a criatividade. Um deles oferece está oferecendo uma rifa: troque o óleo de seu carro e concorra a uma bicicleta.
Vendas caem
As vendas de julho dos supermercados brasileiros registraram uma queda real de 3,37% em relação ao mesmo mês de 2005. Na comparação com junho, houve aumento de 4,63%. Mas, no acumulado do ano, o setor ainda registra recuo no faturamento, de 2,83%. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

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