A obesidade está se tornando uma epidemia mundial. Só no Brasil, a estimativa da Organização Mundial da Saúde é de que 40% das pessoas estão com peso acima da média, sendo que uma boa parte já é considerada obesa. O problema maior, entretanto, segundo as autoridades, é que a maioria não toma os cuidados necessários para evitar o sobrepeso.
  Algumas providências estão sendo tomadas em âmbito governamental para que este índice continue aumentando. A mais recente é a obrigatoriedade de constar nos rótulos se os produtos contém ou não a gordura trans, usada em larga escala nos alimentos industrializados. Em Londrina, a decisão foi bem recebida pelos consumidores.
  A analista financeira Raquel Eugênia Nunes diz que se preocupa com este assunto porque tem dois filhos, de 7 e 14 anos. ‘‘Hoje em dia é tudo muito artificial; a variedade de produtos com este tipo de gordura é enorme, e a gente tem que cuidar desta parte, sim’’, afirma. Entretanto, ela diz que ainda não havia criado a rotina de observar o detalhe das gorduras trans nos rótulos dos produtos. ‘‘O que eu observo mesmo é o prazo de vali-dade’’, admite.
  Segundo a gerente de vendas Sarita Calado, a obrigatoriedade é importante porque ‘‘é uma forma para a gente limitar isso ai, uma vez que o excesso de gordura nos alimentos é prejudicial à saúde’’. A preocupação de Sarita é procedente. Ela tem uma filha de 12 anos com problemas de colesterol. ‘‘E o médico recomendou que ela controlasse a alimentação, evitando gordu-ras’’, diz. E lamenta que ‘‘a alimentação de hoje não é como a de antigamente; hoje tem que ser tudo muito prático, com conservantes e uma série de coisas’’.
  O empresário Frederico Silva Junior soube da existência da gordura trans quando levou o filho ao médico, há um ano e meio. ‘‘O meu filho está um pouco acima do peso e o médico pediu para ele tomar cuidado com esta gordura’’. Ele diz ainda que, ‘‘se isto está fazendo mal para o ser humano, tem que ser melhor divulgado e mais explicado para a grande massa saber que isto faz mal à saúde’’. Silva considera importante a obrigatoriedade de constar nos rótulos as informações sobre a gordura trans, mas acredita que tal observação ‘‘deve fazer parte do cotidiano das pessoas, pesquisar, olhar melhor os rótulos’’, afirma.


Indústrias ganham mais tempo
  A Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu, através de resolução, a obrigatoriedade de se constar nos rótulos dos produtos industrializados a existência ou não de gorduras trans. As empresas tiveram até o dia 31 de julho passado para se adaptar ao novo sistema, mas não conseguiram ‘‘zerar’’ o estoque com as embalagens sem as especificações necessárias e, por isso, ganharam um novo tempo para as devidas adequações. Sendo assim, as indústrias têm até o próximo dia 31 de dezembro para comercializar os produtos com os rótulos sem a identificação das gorduras trans.
  De acordo com a coordenadora do setor de alimentos e zoonoses da Vigilância Sanitária em Londrina, Maria das Graças Deliberador, as penalidades só serão aplicadas às indústrias que descumprirem a resolução a partir do dia primeiro de janeiro de 2007.
  As pesquisas realizadas nos últimos cinco anos demonstram que a gordura trans é perigorosa para a saúde. Segundo as nutricionistas, ela aumenta o nível de colesterol ruim e diminui o do colesterol bom, podendo causar problemas cardiovasculares.
  A gordura trans permite que os alimentos sejam consumidos em temperatura ambiente e conserva os produtos por mais tempo. Ela está presente em produtos de grande consumo, tais como as margarinas, bolachas, bolos industrializados, salgadinhos em pacotes e batatinha frita.(E.A.)


Hortis
  Também tiveram baixa de preço na central atacadista, o chuchu (33%) R$ 20,00 a caixa com 22 kg; o pepino japonês (22%) R$ 25,00 a caixa com
22 kg; Pepino caipira (20%)
R$ 20,00, a caixa com 22 kg; vagem (20%), R$ 12,00 a
caixa com 19 kg.

O preço do pão
  Os supermercados de Londrina fazem promoções de pão francês em alguns dias da semana, quando é possível comprar o produto pela metade dos preços praticados pelas panificadoras
do centro da cidade.

Corpo a corpo
  O período que precede
as eleições é marcado
pelo contato direto dos candidatos com os
eleitores. Mas no Calçadão,
no centro de Londrina,
quem patrocina o
corpo a corpo são algumas grandes lojas e instituições financeiras que abordam
as pessoas em trânsito
para fazer cadastros. Não
é difícil a mesma pessoa
ser abordada mais de uma
vez no mesmo dia.

Poluição sonora
  O serviço de alto
falantes em veículos é
usado com grande freqüência como forma
de propaganda por supermercados, lotéricas
e farmácias, entre
outros, principalmente
nos bairros da periferia.
Só que, às vezes, o
pessoal exagera no
volume do som, o que
não agrada nem um
pouco os consumidores.

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