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Quando as impressoras para computadores surgiram em larga escala no mercado, a intenção dos fabricantes era que os cartuchos utilizados fossem descartáveis. Mas o preço de um cartucho era relativamente alto para a maioria dos brasileiros. Foi aí que alguém pensou em reaproveitar o cartucho vazio, nascendo assim a indústria do remanufaturamento. Estima-se que hoje o reaproveitamento de cartuchos fique em torno de 80%.
A pessoa que faz esta opção tem três alternativas: comprar um cartucho já remanufaturado em uma loja do gênero, trocar o cartucho vazio por outro cheio com desconto, ou colocar tinta no cartucho que já possui, desde que ele seja reaproveitável. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 50,00, dependendo do lugar da troca, da alternativa desejada pelo consumidor e do tipo de cartucho. Também os cartuchos coloridos podem ser remanufaturados.
A contadora Marina Keiko Fujioka usa o serviço de remanufatura de uma empresa há mais de um ano. Ela diz que tanto faz recargas de cartuchos como compra os cartuchos já remanufaturados e que não tem enfrentado problemas com a impressão de materiais em sua empresa. ''O resultado tem sido satisfatório em termos de qualidade, até porque os cartuchos são testados antes de serem reaproveitados'', afirma. Um cartucho no escritório de Marina dura, em média, 30 dias.
No escritório onde trabalha a auxiliar administrativa Nair Trindade de Oliveira são usados seis cartuchos por mês. ''Aqui a gente faz a recarga enquanto o cartucho permitir'', afirma. Segundo ela, há cartuchos que são reaproveitados desde outubro do ano passado. ''É difícil a gente comprar um novo porque a recarga é bem mais acessível; não temos problemas e a qualidade da impressão é a mesma'', explica.
Mas há exemplos de pessoas e empresas que usam apenas os cartuchos originais. O publicitário André Guerra trabalha no atendimento e criação em uma agência de Londrina. Segundo ele, o cartucho original é mais confiável em termos de qualidade e durabilidade. No caso dos cartuchos coloridos, ele diz que é comum a diferença de tons nos cartuchos que foram recarregados. O publicitário conta ainda que a agência usava quatro cartuchos remanufaturados por mês. E hoje, com os originais, são usados apenas dois.
Empresas terão selo de qualidade
A empresária Joselaine Osaki é dona de uma loja que trabalha com reaproveitamento de cartuchos em Londrina. Ela reconhece que há empresas no setor que, realmente, deixam a desejar. A gente precisa acabar com essa imagem, porque há empresas que não trabalham nem com tinta nem com mão-de-obra adequadas. De acordo com Joselaine, se a prestação do serviço não for correta, a pessoa fica com má impressão do produto e pensa que o remanufaturamente não presta, diz. Ela faz questão de frisar que o cartucho precisa ser testado antes do reaproveitamento para evitar problemas.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) por sua vez, está realizando um trabalho para identificar as empresas deste segmento que se preocupam com a qualidade dos produtos e também com o meio ambiente. Por isso, já formou um núcleo setorial que reúne 10 empresas que trabalham com cartuchos remanufaturados. O consultor Arnaldo Simão Daniel, da ACIL, está na coordenação deste projeto. Segundo ele, a idéia agora é criar um selo de qualidade para identificar as lojas participantes.(E.A.)
Altas na Ceasa
A quarta-feira foi marcada pela alta de preços de cinco produtos, todos de primeira, na Ceasa de Londrina.
Limão taiti, 60%
R$ 40,00 (caixa com 27 kg)
Cenoura - 20%
R$ 18,00 (caixa com 23 kg)
Chuchu, 20%
R$ 24,00 (caixa com 22 kg)
Tomate, 25%
R$ 15,00 (caixa com 23 kg)
Vagem, 28%
R$ 18,00 (caixa com 19 kg)
Baixa
Apenas um produto sofreu redução de preço na Central: o espinafre teve baixa de 30%, passando para R$ 0,58 o maço.
Desconto
Uma rede de supermercados de Londrina resolveu informar, além do preços, o percentual que está oferecendo de desconto em algumas mercadorias. Assim, o consumidor não precisa fazer contas para descobrir o quanto está economizando em termos percentuais.
Fase de adaptação
Algumas padarias no centro de Londrina já estão vendendo o pão francês por quilo. A fase de adaptação é para acostumar os consumidores. O novo sistema vai funcionar prá valer a partir de outubro.





