Suas compras
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quinta-feira, 13 de julho de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O brasileiro pode até variar a alimentação de acordo com a circunstância, mas o cardápio preferido é arroz, feijão e bife de carne bovina. Por mais que haja recomendações sobre o consumo em excesso de carne vermelha, esta tem presença garantida na mesa da maioria. Alguns consomem de acordo com os limites recomendados, enquanto outros não resistem à tentação e exageram um ''pouco''.
Nos últimos dias, houve um sensível aumento na comercialização da carne bovina por causa das promoções realizadas por alguns açougues e supermercados. Em alguns estabelecimentos, a costela é vendida a R$ 1,99 o quilo em alguns dias da semana. Outros tipos de carne chegam a ter descontos entre 20 a 30%, dependendo da promoção. E o consumidor aproveita as ofertas para reforçar as compras.
Para a vendedora Daniele de Oliveira Augusto, as pessoas passam a consumir mais carne quando o preço está acessível. Ela estava comprando bife, carne moída e linguiça em um supermercado. ''Estou achando os preços bons, a carne boa; eu gosto das promoções'', disse.
O professor Paulo de Tarso aproveitou a promoção para comprar Para ele, é muito relativo o aumento do consumo em função da queda no preço, mas admite que ''antigamente, quando dava vontade de comer carne, não era tão fácil como é hoje''.
O administrador de empresas Celso Aparecido Manhani foi comprar carnes logo cedo em um supermercado, com um motivo especial. ''Vamos fazer um churrasco e passar o domingo em família'', contou. Para ele, é bom que o preço esteja baixo. ''A carne é um alimento que faz parte do prato do brasileiro, e assim como o arroz e o feijão, é sempre muito bem vinda''.
O economista Gustavo Fanaya, assessor do Sindicato da Indústria de Carnes no Paraná, em Curitiba, confirma que a carne bovina é um dos alimentos de grande preferência do brasileiro. Segundo ele, o consumo per capita no Brasil ficou em torno de 35 quilos no ano passado, e a estimativa para este ano é aumentar um pouco, chegando a 36 quilos. Mesmo assim, lembra, está um pouco abaixo do consumo da carne de frango, que é de 40 quilos per capita anual.
Fanaya explica que a oferta da carne bovina no mercado interno permanece estável, mesmo com o embargo às exportações do produto paranaense até que o Estado seja considerado área livre da febre aftosa. O economista prevê que esta situação será mantida até os meses de setembro ou outubro, quando devem ser retomados os contratos para as exportações da carne bovina do Paraná e outros estados brasileiros.
Carne com gordura deve ser evitada
O consumo per capita em torno de 35 quilos por ano, significa que cada brasileiro consome quase 100 gramas do produto, por dia, em média. Esta quantidade, segundo a nutricionista Carla Salete Jadão Alves, está de acordo com o recomendado. O porém é que, como se trata de números, enquanto há alguns que não se alimentam com a carne vermelha, outros cometem exageros.
Carla ressalva que não há problema em se alimentar com a carne bovina, desde que o consumo seja da carne magra. As carnes gordurosas, tipo costela e picanha, devem ser evitadas. A nutricionista afirma ainda que a carne é uma importante fonte de proteinas, mas o consumo em excesso pode trazer complicações renais e causar o colesterol.(E.A.)
Promoções
Veja os preços praticados por uma rede de supemercados de Londrina que faz promoções de frutas e verduras na
quinta-feira:
- Tomate de primeira (kg)
R$ 0,99
- Cebola
R$ 1,29 (kg)
- Batata monalisa
R$ 0,89 (kg)
- Cenoura
R$ 0,39 (kg)
- Chuchu
R$ 1,99 (kg)
- Vagem
R$ 1,49 (kg)
- Laranja
R$ 0,59 (kg)
- Couve
R$ 0,18 (maço)


