Há algum tempo, a produção de chuchu era algo tão comum que até parecia praga. Era difícil encontrar uma cerca sem um pé de chuchu.
Se antigamente o chuchu era, simplesmente, alimentos para animais domésticos, hoje é conhecido e apreciado na cozinha; por sua consistência e sabor suave
combina-se com muitos alimentos.
Atualmente, o chuchu não é encontrado em cercas e o preço do produto nas feiras e supermercados até assusta algumas donas de casa. Não seria exagero afirmar que ''o chuchu tá caro pra chuchu''. Tão caro que ontem pela manhã, na feira da Rua Santos, uma dona de casa colocou várias unidades do produto em uma bacia plástica, o feirante pesou a mercadoria, mas ela desistiu da compra quando viu o preço, R$ 1,50 o quilo. Em outra banca, estava em R$ 1,80.
A cabeleireira Josefa Albuquerque foi à feira comprar legumes e verduras, entre eles o chuchu. Ao ver o preço tão alto, ela se lembrou do tempo que morava em uma propriedade rural. ''Dava tanto chuchu que até perdia''. Ela reclamou do preço, mas disse que não fica sem o chuchu para fazer refogado, saladas ou sopas. Dona Josefa acha que o preço está alto por causa do frio.
A professora Carina Jacomel Smaniotto compra chuchu toda semana ''para fazer sopinha'' para o filho de dez meses, que estava com ela na feira. ''Em casa, nós adoramos chuchu; o meu marido ama e a gente faz salada de montão'', afirma. Quanto ao preço, Carina disse que não tinha observado o aumento. ''Olha, eu não tenho muita noção de preço, não''.
O professor Luciano Ferreira Maia levou a turma da quinta série do ensino fundamental para desenvolver o projeto ''Matemática na feira''. O trabalho consiste em fazer pesquisa para simulação de compras. Luciano considerou o reajuste de preço muito elevado, mas disse não conhecer os motivos.
Para o feirante Cláudio Fernando Pedro, que trabalha no ramo há 20 anos, ''o aumento se deve ao frio dos últimos dias e à entressafra''. Ele comprou a caixa de chuchu com 20 quilos, há um mês, por R$ 3,00 e vendia por R$ 0,50 o quilo. Nos últimos dias, pagou R$ 20,00 e está vendendo o quilo por R$ 1,50. ''O problema é que hoje o chuchu não dá mais em cerca'', brinca.
O empresário Carlos Francisco de Jesus é atacadista na Ceasa de Londrina e vende entre 60 a 100 caixas de chuchu por dia. Ele informa que há duas semanas a caixa do produto com 20 quilos estava entre R$ 5,00 e R$ 10,00. Agora, está em torno de R$ 20,00. O atacadista atribui o aumento ''não apenas à entressafra, mas também à estiagem prolongada''. Segundo ele, a caixa pode chegar até R$ 25,00 nos próximos dias. ''Mas não vai passar disso'', espera.

Visibilidade
O código de barras é um sistema adotado por quase todo o comércio para facilitar o processamento dos valores. Mesmo assim, os supermercados - por exemplo, precisam colocar os preços bem visíveis junto às mercadorias nas gôndolas. Só que em alguns casos, inadvertidamente, as mercadorias aparecem sem seus respectivos preços, causando problemas para o consumidor.

Melhor amigo
Os supermercados ou casas que trabalham com gêneros alimentícios, geralmente proibem a entrada de cães ou outros animais no interior de suas lojas. Mas um supermercado de Londrina está oferecendo espaço aos animais.

Produto é bom para hipertensos
  A professora e nutricionista Cristina Tomasetti informa que, do ponto de vista nutricional, ‘‘o chuchu é um alimento de baixo valor calórico, mas rico em fibras’’. (Cada 100 gramas de chuchu tem apenas 17 calorias e 1,7% de fibras) Segundo ela, por ser um produto muito rico em potássio, ‘‘é recomendado para pessoas com hipertensão arterial’’.
  A professora diz também que o chuchu pode ser substituido pelas várias espécies de abóbrinhas, que ‘‘têm as mesmas características e também por verduras folheosas, sem causar prejuízo para a dieta’’.(E.A.)

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