Quem acompanha o dia-a-dia de uma cidade, nem sempre observa direito o que acontece em sua volta. Mas, se a pessoa observar um pouco, vai notar que algumas coisas desaparecem sem deixar lembranças, enquanto outras nascem discretamente.
Nos últimos sete anos, um setor que está inserido na segunda alternativa é o de manipulação de medicamentos. E o principal motivo para a conquista deste espaço foi o estabelecimento de normas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 1999. Hoje, os remédios manipulados representam cerca de 10% da produção de medicamentos no Brasil.
A farmacêutica e empresária Lucimara Dal Col Bertoli explica que antes da regulamentação o setor não se enquadrava ''nem como indústria de medicamentos e nem como farmácia''. A definição das regras permitiu a criação das empresas especializadas na manipulação de medicamentos.
Este setor tem quatro diferenças básicas em comparação com as farmácias tradicionais: a primeira é que na manipulação o cliente só pode ser atendido com a posse de uma receita médica; a segunda é que só se produz o que é indicado em tal receita; a terceira é que o consumidor tem acesso direto com quem produz, e a quarta - e mais importante para a maioria, é o preço mais baixo que o remédio industrializado.
Lucimara Bertoli explica que a dosagem correta de medicamentos evita alguns problemas para o consumidor, tais como tomar remédios vencidos, a automedicação e até o consumo indevido por uma criança. Para ela, ''a manipulação está na contramão da indústria, pois enquanto a indústria trabalha com tudo padronizado em larga escala, o setor de manipulação tem um atendimento individual''.
A instrutora de ginástica Piedade de Oliveira Basseto sempre compra medicamentos manipulados para tratamento de unhas e colesterol. ''Acho mais barato e vem na quantidade certa''. Segundo ela, a diferença de preços com as farmácias tradicionais ''varia de 70 a 80%''.
O que incomoda o técnico em enfermagem Ivan Moreira dos Santos é a atitude de alguns balconistas de farmácias que, segundo ele, ''praticam a empurroterapia'', ou seja, indicam remédios sem receita médica. Ele considera fundamental comprar apenas o que o médico receitou. ''Se tem o mesmo princípio ativo e se custa a metade do preço, porque não comprar?'', pergunta.
A publicitária Françoise Quintanilha considera os medicamentos manipulados mais saudáveis. ''O interessante é que não há contra indicação; às vezes, o remédio tradicional pode resolver um problema e criar outro''. Por isso, ela evita tais medicamentos.''Acho a manipulação mais confiável'', sentencia.

Vigilância Sanitária fiscaliza o setor
  O funcionamento das farmácias de manipulação está sujeito à fiscalização da Vigilândia Sanitária, um órgão da Secretaria de Saúde do município. A renovação da licença sanitária é feita anualmente. Em Londrina, existem 36 estabelecimentos que desenvolvem a atividade.
  A gerente da Vigilância Sanitária, Maria Denise Philippsen recomenda que os consumidores devem observar se o local procurado para aviar a receita tem a licença sanitária, o que é imprescindível.
  Ela afirma também que raramente ocorre alguma reclamação neste setor. Mas caso a pessoa precise, é só ligar para (43) 3376-1901.(E.A.)

Altas na Ceasa
A quinta feira foi marcada pela alta de preços de sete produtos na Ceasa de Londrina, principalmente em função do frio que provocou a redução das ofertas.
3 Acelga, 25%
passando para R$ 10,00 a caixa com 18 quilos;
3 Beringela, 25%
passando para R$ 10,00 a caixa com 13 quilos;
3 Chuchu 25%
passando para R$ 25,00 a caixa com 22 quilos;
3 Abobrinha verde, 20%
passando para R$ 30,00 a caixa com 20 quilos;
3 Pepino japonês, 25%
passando para R$ 35,00 a caixa com 22 quilos;
3 Pepino caipira, 36%
passando para R$ 30,00 a caixa com 22 quilos;
3 Tomate de primeira, 25%
passando para R$ 25,00 a caixa com 23 quilos.

Promoções
Uma rede de supermercados de Londrina que faz promoções às quintas feiras estava com os seguintes preços:
Batata monalisa, R$ 0,79/Kg;
Cebola, R$ 1,29/Kg;
Cenoura, R$ 0,39/Kg;
Chuchu, R$ 1,49/Kg;
Tomate de primeira, R$ 0,99/Kg;
Laranja pêra, R$ 0,59/Kg;
Repolho verde (grande),
R$ 0,39 a unidade;
Abacaxi pérola (pequeno),
R$ 0,59 a unidade.

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