Paçoca, doce de leite, geléia... Quem não gosta de doce? O ato de se comer doces é um hábito tão comum que, muitas vezes, se torna algo instintivo. Não tem hora, nem lugar. E como sofre quem não pode saborear um pedaço de doce.
  Os doces estão em todas as partes: botecos, panificadoras, supermercados, shoppings. São produzidos por multinacionais, em empresas de fundo de quintal ou nas cozinhas de nossas casas. São apreciados por pessoas de todas as faixas etárias: crianças, jovens, adultos e idosos. E dão muito trabalho para médicos, dentistas, nutricionistas e educadores.
  Inspirado na fraqueza humana por doces, o empresário Armando Pelisser abriu uma loja especializada no centro de Londrina há oito anos. A loja atende desde o consumidor final, aquele que vai comprar apenas um docinho ou certas quantidades para festas, até quem compra para revender. De acordo com o empresário, a paçoca é a campeã em vendas.
  A declaração da atendente de odontologia Anael Cristina da Silva não deixa dúvidas.‘‘Se eu compro doces? É o que eu mais faço’’. Em casa, diz ela, se chegar uma visita, ‘‘a gente tem doce para oferecer’’. Como trabalha em uma área que conhece bem os estragos que o doce pode causar, Anael diz que ‘‘o doce é bom, mas faz tanto mal’’.
  A pedagoga Virgínia Mariani é diretora de uma unidade de ensino superior em Londrina. Ela foi comprar doces para cerca de 200 pessoas que vão participar de uma festa junina da escola. Entre os produtos escolhidos estavam geléias, pacoças, doces de leites, balas e doces de abóbora: ‘‘São supergostosos’’, define.
  Virgínia já trabalhou com o ensino fundamental e pré-escola e sabe muito bem o quanto as crianças gostam de doces. Ela não vê problema no consumo de doces, desde que ‘‘seja na hora certa, na quantidade certa e que se faça a higiene dos dentes após se comer os doces’’. E só pede que ‘‘as crianças não comam doces antes das refeições’’.
  A comerciária Ana Maria da Costa estava comprando doces de vários tipos porque o filho de 15 anos iria se reunir com amigos para assistir a um jogo da copa.‘‘Eles querem ver o jogo comendo bobagem’’, disse. Ana afirma que também gosta de doces, ‘‘mas não muito, porque demais faz mal’’.
  E quando se fala em doce, quase sempre se pensa em cárie. Porém, de acordo com a dentista Carla Alves Pereira Utida, o consumo adequado de doces não causa danos aos dentes. ‘‘O que provoca a cárie é o consumo de doces em excesso, a alimentação inadequada e má higienização da boca’’.
  Ela sugere que as pessoas comam doces sempre após as refeições, quando já é de costume se fazer a higiene bucal. A dentista também afirma que outro detalhe que provoca a cárie é o ‘‘tempo de exposição com o produto’’, isto é, o tempo em que a pessoa permanece ingerindo tais alimentos, como mascar chicletes por horas seguidas, por exemplo.
  Carla faz algumas recomendações para se manter uma boa higiene bucal. ‘‘Ao menos enxaguar a boca quando se ingere qualquer alimento, fazer uma correta higienização da boca após as refeições, e usar a escova e o fio dental, principalmente antes de dormir’’.


Açúcar é necessário diz nutricionista

  A nutricionista Clísia Mara Carreira diz que o açúcar é um alimento necessário porque oferece energia para o organismo, mas ressalva que o consumo em excesso pode causar problemas para a saúde, aumentando os índices de glicemia (açúcar no sangue) ou a obesidade.
  Segundo ela, alguns doces ‘‘são bastante calóricos’’, pois além do açúcar podem ser fabricados com produtos de alto teor de gordura, como o leite, o amendoim ou o cacau. Por isso, a nutricionista sugere que as pessoas consumam mais os doces feitos com frutas.
  Clísia afirma também que o açúcar (ou os doces, de um modo geral) interfere diretamente no humor das pessoas. O consumo de doces está relacionando à sensação química cerebral do prazer, bem-estar, felicidade. Sendo que a ausência de doces pode causar mau-humor, ansiedade ou depressão. (E.A)


Promoções
Um supermercado de Londrina que faz promoções às terças feiras estava com os seguintes preços:
- Tomate longa vida
R$ 0,48 o quilo;
- Mamão formosa
R$ 0,48 o quilo;
- Morango
R$ 1,38 a bandeja;
- Alface americana
R$ 0,99 a unidade;
- Ovos brancos
1,29 a dúzia;
- Repolho verde
R$ 0,29 o quilo
- Laranja pêra
R$ 0,45 o quilo

Frango em oferta
O quilo do frango inteiro voltou a ser comercializado abaixo dos
R$ 2,00 nos supermercados de Londrina, níveis semelhantes quando a gripe aviária estava em evidência. Até o quilo do peito do frango pode ser encontrado em oferta, também em torno de R$ 2,00.

Embalagem cara
A embalagem é um detalhe que pode encarecer, e muito, o preço de um determinado produto. Só para se ter uma idéia, um pacote de flocos de milho com 300 gramas custa entre R$ 5,00 e R$ 6,00 nos supermercados. Em lojas especializadas que trabalham com o produto, o pacote com 500 gramas, sem a embalagem, custa R$ 4,00.

mockup