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quarta-feira, 28 de junho de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Por que o consumo de frango assado é tão alto?
Quem passa a semana toda trabalhando fora, domingo é o melhor dia para o almoço com a família. E pensando em aproveitar melhor o tempo, uma boa parte das pessoas compra alguns alimentos já preparados, sendo o frango assado o campeão da preferência popular. Somente na Avenida Saul Elkind, na região dos Cinco Conjuntos, pelos menos seis casas de carnes - sem falar nos estabelecimentos próximos, oferecem o produto aos domingos. O pessoal que vai à feira passa nas casas de carnes logo cedo para resevar o frango. É a certeza de que o almoço estará garantido.
Um dos motivos de tanta preferência é o preço. Enquanto no centro da cidade a unidade do frango assado é vendida a R$ 10,00, em média, na Saul Elkind o preço é 20 ou 30% mais em conta. E mesmo assim, há consumidores que reclamam. Reclamam, mas levam.
Em uma das casas de carnes quem fica com a responsabilidade de assar os frangos é o corretor de imóveis Brasiliano Amorim da Silva. Ele diz que começa o trabalho de preparação na quinta feira e no domingo, bem de manhã, espeta os frangos já temperados e prontos para ficarem expostos ao menos três hora na 'televisão de cachorros'' (forno industrial com espeto giratório).
A dona de casa Maria Aparecida do Nascimento prefere comprar o frango assado ''porque preparar em casa dá muita mão-de-obra''. ''A gente já trabalha a semana inteira e no domingo precisa descansar um pouco''.
O carteiro Joelson Fabiano é um comprador assíduo de frango assado. Ele justifica que é mais fácil e mais prático por dar menos trabalho nos preparativos do almoço de domingo. ''A minha esposa fica mais tranquila e a gente aproveita melhor a folga'', afirma.
E a dona de casa Nair Ribeiro escolhe bem o frango antes de fazer o pedido. Ela sempre compra o produto em outra casa de carnes, mas resolveu mudar um pouco a rotina. ''Algumas vezes, da diferença de preços, um real a mais. Dona Nair comprou o frango para três pessoas da família. ''É bem mais fácil levar pronto, a gente ganha tempo'', diz.
Quem fica satisfeito com todo esse movimento são os donos das casas de carne. Um exemplo é o empresário Rosinaldo Correa, que vende cerca de 80 unidades de frango assado a cada domingo, além da costela também assada. Ele considera bom o movimento. A ''matéria prima'' vem de um frigorífico.
A nutricionista Gisele Centenaro não vê nenhum problema no consumo semanal de frango assado, desde que sejam observados alguns detalhes, como por exemplo a retirada da pele, que contém muita gordura, e que a quantidade fique em torno de 150 gramas por pessoa. Ela aponta a pele do frango, assim como outros alimentos gordurosos, como responsáveis pelos índices de colesterol, o que aumenta de forma considerável o risco de problemas cardíacos. Estes outros alimentos são os embutidos (presuntos, salames, linguiças, mortadelas, etc), os queijos amarelos e o leite gordo.
Outro problema apontado é que os frangos de granja são criados à base de hormônios para apressar o crescimento, deixando a ave pronta para o abate em cinco ou seis semanas. Gisele diz que não há informações disponíveis sobre a utilização desses hormônios, mas reconhece que ''eles causam mal para a saúde''.
Segundo a nutriconista, ''o brasileiro consome muita carne, mais que o necessário''. Só o consumo per capita de frango é em torno de 40 quilos por ano. Para não deixar a pessoa com muita vontade, a nutricionista sugere que o consumo de qualquer tipo de carne seja de três vezes por semana, no limite de 150 gramas, em razão da carne tem uma digestão mais difícil.
Promoções
Confira agora os preços praticados por uma rede de supermercados de Londrina que faz promoções às quartas-feiras:
Batata monalisa, R$ 0,59 o quilo;
Ovos médios, R$ 1,07 a dúzia;
Mamão papaya, R$ 0,27 a unidade;
Laranja pêra, R$ 0,37 o quilo;
Alface crespa, R$ 0,33 a unidade;
Tomate rasteiro, R$ 0,49 o quilo;
Tomate de primeira, R$ 0,95 o quilo;
Cenoura, R$ 0,59 o quilo;
Vagem, R$ 1,59 o quilo; e
Chuchu, R$ 0,99 o quilo.
Arroz e feijão
Algumas marcas de arroz e feijão estão em oferta em uma rede de supermercados de Londrina.
O arroz em promoção está custando R$ 4,99 o pacote de cinco quilos e o feijão carioca está custando R$ 1,49 o pacote de um quilo. Produto econômico
Assim como existe o remédio genérico, uma rede de supermercados de Londrina lançou o produto econômico que tem a mesma quantidade que o produto de grife, mas o preço bem abaixo. Comparece três exemplos:
- Amido de milho (500 gramas),
preço normal R$ 2,78
preço promocional R$ 1,39
- Café (500 gramas)
preço normal R$ 3,99 a 4,85
preço promocionalR$ 3,48
- Massa para bolo (500 gramas)
preço normal R$ 1,95
preço promocionalR$ 1,39


