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sexta-feira, 19 de maio de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Os livros de auto-ajuda são os campeões em venda. Eles só perdem esta posição quando há um fato extraordinário, como o lançamento de um Harry Potter ou quando um determinado tema se transforma em história de sucesso no cinema ou na televisão.
Um detalhe que chama a atenção é que, embora este tipo de livro quase sempre esteja entre os primeiros em vendas, uma boa parte da população não admite o consumo do produto. A palavra ''ajuda'' pressupõe que a pessoa está precisando de alguma coisa e nem todos encaram isto com naturalidade.
Geralmente, os livros de auto-ajuda têm títulos bastante sugestivos. Quem nunca ouviu falar, por exemplo, do clássico ''Como fazer amigos e influenciar pessoas'', um sucesso desde a década de 1930. Outro clássico do gênero é a ''Lei do Triunfo''. Estes dois inspiraram milhares de outros títulos que ocupam espaços estratégicos nas livrarias de todo o mundo.
Os principais assuntos abordados nos livros de auto-ajuda são os relacionamentos interpessoal (relações homem-mulher, pais e filhos, e no trabalho), além da administração das finanças pessoais, negócios, prosperidade, qualidade de vida e o pensamento positivo. A frase ''o pensamento positivo faz milagres'' é célebre.
Pode até fazer, mas nem todos acreditam neste poder. Luiz Carlos Maciel, gerente de uma grande livraria de Londrina, faz questão de frisar que ''em minha opinião pessoal, os livros de auto-ajuda não funcionam'', mas acredita que ''nunca é demais a gente ler alguma coisa positiva''.
Maciel justifica que ''a gente não pode acreditar que a felicidade será encontrada em um manual ou em algum livro; as pessoas podem ler, filtrar o que é interessante, mas não seguir aquilo como uma Bíblia''.
O professor Fernando Monteiro Sanches é categórico: ''Não acredito em livros de auto-ajuda, acho meio falso''. Ele ficou decepcionado quando um certo autor revelou, em uma palestra, que ficava observando se as pessoas tinham algum tipo de problema para depois escrever sobre o assunto. Na opinião dele, ''isso é atacar a pessoa no seu ponto fraco para vender mais''. Sanches diz que não se interessa pelos livros de auto-ajuda ''nem por curiosidade'', mas reconhece que ''já olhei algumas partes''. Ele gosta de livros biográficos.
O estudante Marcos Vinicius de Oliveira fica no meio termo. Ele diz que ''às vezes compro livros de auto-ajuda com o objetivo de autoconhecimento''. Seus autores preferidos são Augusto Cury e Paulo Coelho. Segundo o estudante, ''os livros ajudam de alguma maneira, mas as questões de relacionamento nem sempre são tratadas com profundidade''. Oliveira resume seu pensamento dizendo que ''os livros de auto-ajuda funcionam, mas não totalmente''.
Já a cabeleireira Cleomilda Lara Leite tem verdadeira paixão por esses livros. ''É um tipo de leitura muito interessante no sentido de ajudar a gente a entender as coisas da vida, do dia-a-dia, dos relacionamentos, da vida a dois''. Ela diz que se identifica com os livros de auto-ajuda ''por terem uma linguagem simples'', e não tem dúvida ao afirmar: ''No meu caso, funciona''.
O gerente da livraria, Luiz Carlos Maciel, observa que ''o mercado está em crescimento porque as pessoas compram por indicação, pela influência de alguns programas e pela propaganda boca-a-boca''. E, mesmo discordando de seus conteúdos, justifica que ''em função do mundo turbulento de hoje, há uma busca incessante pela felicidade; as pessoas estão procurando respostas''.
Altas na Ceasa
Três produtos tiveram aumento de preços na Ceasa de Londrina nesta sexta feira. A laranja baiana subiu 22%, passando para
R$ 22,00 a caixa com 27 quilos; a uva niagara subiu 27%, passando para R$ 14,00 a caixa com 8 quilos; e o alho argentino subiu 20%, passando para R$ 60,00 a caixa com 10 quilos.
Produtos em baixa
Os produtos que sofreram baixas na Ceasa nesta sexta feira foram os seguintes: chuchu e acelga, 20%; banana nanica, 25%; maracujá doce, 32%; o pepino japonês, 25%, e o pepino caipira, 50%.
A situação
do milho
A caixa de milho verde, pesando entre 15 a 20 quilos, está custando R$ 8,00 na Ceasa. Considerando que a caixa vem com 50 espigas, em média, a unidade sai por R$ 0,16.
O preço ao consumidor
A mesma espiga de milho, já descascada, é vendida na feira entre R$ 0,20 e R$ 0,25. Tem feirante que abaixa o preço para R$ 0,10 no final da feira. Em um supermercado próximo, o pacote com cinco espigas é vendido a R$ 1,79, ou seja, R$ 0,36 a espiga.


