SUAS COMPRAS- Cada tipo de fogo exige um extintor adequado
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Victor Lopes<br> Especial para a FOLHA 
Comprar ou recarregar um extintor de incêndio não é hábito rotineiro para a maioria das pessoas. Muitas vezes, a preocupação envolve apenas como utilizá-lo de maneira adequada em uma situação de risco, mas deixa de lado os cuidados fundamentais na hora de adquirir o produto. Um dos principais pontos é que para cada tipo de fogo existe um extintor apropriado e a escolha errada no momento da compra pode causar sérios prejuízos ao consumidor.
O tenente Rodrigo Nakamura, do Corpo de Bombeiros de Londrina, explica quais são os extintores mais comuns no mercado e para quais classes de fogo eles são eficientes. ''Os de água combatem fogo de classe A, ou seja, quando é gerado por combustíveis sólidos como madeira e papel. Os cilindros carregados com pó químico geralmente são utilizados para fogos da classe B, que são líquidos inflamáveis, e a classe C, constituída de equipamentos elétricos. Há ainda o extintor de CO2 (dióxido de carbono), também próprio para as classes B e C'', pontua.
Mesmo com todas essas especificidades, alguns detalhes evitam perdas ainda maiores em um possível incêndio. O empresário Gilson Bonfim Gomes, proprietário da Londrifire Extintores, comenta que para aparelhos sensíveis, a utilização do pó químico não é a melhor opção. ''Por possuir agentes corrosivos, o pó invade alguns componentes internos e pode danificá-los'', salienta o especialista.
Para que não haja dúvidas em relação à utilização do produto em determinado foco de incêndio, uma ótima alternativa são os extintores ABC, aqueles indicados para as três classes de fogo. ''Eles ainda não são muito comuns e o investimento na compra é significativamente maior. Entretanto, são bem eficazes para qualquer emergência'', certifica Gomes. Só pra se ter uma idéia, um extintor de 1 kg da classe BC para automóveis (não são mais fabricados, apenas recondicionados), custa de R$ 15 a R$ 20. Já um ABC sai em média R$ 40.
Diferença no preço que traz grandes vantagens. É bom lembrar que algumas vezes um foco de incêndio engloba duas ou três classes de fogo e um extintor restrito a apenas uma classe pode, além de perder eficiência, piorar o quadro. ''Fogo da classe B ou C, por exemplo, não deve ser apagado com extintores de água. O risco de diluir os líquidos inflamáveis e alastrar o fogo é grande. Nos equipamentos elétricos, geralmente ocorrem choques e curtos-circuitos'', relata o tenente Nakamura.
E no caso da utilização do extintor, mesmo que apenas uma descarga curta tenha sido acionada, é recomendável fazer a recarga. ''Ele pode ficar despressurizado e não funcionar de forma efetiva na próxima ocasião. Os extintores de água e pó químico ainda devem ter uma manutenção anual, independentemente se forem usados ou não'', completa o empresário Gilson Gomes.


