As frutas são ótimas fontes de vitaminas e minerais necessários ao bom funcionamento do corpo humano. Por isso, seu consumo diário é recomendado por médicos e nutricionistas. Cada espécie de fruta tem sua época certa de plantio e colheita, o que serve de ''termômetro'' para a lei da oferta e da procura. Em alguns meses, elas são encontradas em abundância e com preços baixos; enquanto em outros, quase não há produção e os preços sobem. Apesar da evidência, nem todos consumidores observam se as frutas são ou não de época na hora da compra.
A dona de casa Tatiane Martins Sampaio adota o critério da vontade para comprar maçã, goiaba e laranja. ''Sempre compro estas frutas, mesmo sem estar na época certa''. Ela diz que compra frutas uma vez por semana e sabe se estão fora de época em função do preço. ''É bem mais caro'', resume. Tatiane prefere comprar as frutas quando os preços estão mais em conta, mas faz questão mesmo é da qualidade. ''Na hora que vou pegar uma fruta, vejo se ela está boa e observo bem a aparência''.
A química Giceli Dezso também não costuma observar se a fruta é de época ou não na hora da compra. ''Depende muito da vontade e da necessidade. Agora, por exemplo, estou comprando um abacaxi para fazer um doce''. Mas segundo ela, há alguns detalhes que revelam quando a fruta é de época. ''O preço fica mais barato, as frutas são mais doces e mais bonitas. E a gente percebe quando não é de época quando está caro, muito caro''.
Além disso, ela observa bem a aparência das frutas para evitar possíveis resquícios de agrotóxicos. ''Evito as frutas com aquela camada branca de enxofre por cima; quando a fruta está bonita, maior que o normal, a gente imagina que teve aplicação de agrotóxicos para acelerar o amadurecimento. Isso não é uma regra, mas é muito sério''. Giceli tem toda essa preocupação porque tem um filho de quatro anos que consome todo tipo de fruta.
A professora Maria Fátima Piai se considera uma pessoa exigente quando vai comprar frutas. ''Procuro ver bem a qualidade, se não tem amassados e gosto da fruta no ponto. Não gosto de levar frutas para casa nem para amadurecimento e nem muito passadas''. Ela prefere as frutas de época por dois motivos: ''porque são mais saudáveis, mas principalmente em função do preço''.
A família de Maria Fátima gosta de frutas, mas ela admite que as crianças fazem algumas restrições. ''Com as crianças é um pouco difícil, mas eu sempre tenho todas as frutas em casa para incentivar''. Segundo ela, o que mais prejudica o consumo de frutas entre as crianças são os alimentos industrializados.

Consumo deve ser diário, diz nutricionista
  A nutricionista Ana Flávia de Oliveira destaca porque o consumo de frutas é importante: as frutas são ricas em fibras, vitaminas, minerais, têm substâncias antioxidantes que fazem bem à saúde e ainda auxiliam na hidratação. Ela recomenda que um adulto deve consumir entre três e cinco porções diárias de frutas, alternando cores e tipos de frutas. Por exemplo: um pedaço da mamão de manhã, laranja ou goiaba após o almoço e uva à tarde.
  Ana Flávia diz que as pessoas devem priorizar o consumo de frutas de época por uma série de benefícios: custam menos, são cultivadas com menos agrotóxicos e conservantes, são mais saborosas e têm mais vitaminas e minerais. Ela sugere que as frutas, de maneira geral, sejam guardadas na geladeira, exceto as bananas. Outra dica é lavar as frutas apenas antes do consumo e não quando colocadas na geladeira.
  Para manter o consumo de frutas de época durante o ano, a sugestão é fazer conservas caseiras. As conservas, quando recebem o tratamento adequado, retém o sabor, a textura e as propriedades nutricionais das frutas. (E.A.)

PECHINCHA
Preços na feira
Os consumidores estão um pouco assustados com os preços nas feiras de Londrina nos últimos dias. E não é para menos. Veja alguns exemplos:
- Alface crespa, R$ 2,00 un;
- Alface lisa, R$ 2,50 un;
- Alface americana, R$ 3,00 un;
- Batata, R$ 2,20 kg; e
- Cebola, R$ 2,20 kg.

Preço do feijão
E o preço do feijão se mantém estável desde o fim do ano passado. O feijão preto está em torno de R$ 3,50 a R$ 4,00 o quilo e o feijão carioca entre R$ 5,00 e R$ 6,50 o quilo.
Nos supermercados
Alguns produtos estão com preços altos também nos supermercados. O óleo de soja está em torno de R$ 2,50 o litro e algumas marcas de café chegam a R$ 6,00 o pacote com meio quilo.

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