Seria exagero afirmar que em nossa sociedade existem pessoas que usaram o telefone pela primeira vez aos 40 ou 50 anos de vida? A resposta correta é que não há exagero nenhum em tal afirmação. Até a metade do século passado, uma ligação só se completava com a ajuda de uma telefonista e há cerca de 20 anos, o telefone ainda era artigo de luxo.
Hoje, porém, pode ser dizer que Londrina é privilegiada em termos de telefonia. Mas aí, vem outra pergunta: se cada família possui uma linha telefônica e até crianças têm celulares, por que as pessoas usam tanto o telefone público?
Rafael Mário da Silva vende lanches ao lado do terminal urbano, no centro da cidade, há 12 anos, e há quatro meses começou a vender também cartões telefônicos, alcançando uma média de 600 unidades por mês. Ele explica que o preço um pouco mais baixo atrai ''tanto as pessoas que saem do terminal, como as que passam de carro; é meio e meio''.
O vendedor, pelo jeito, é bastante econômico. Ele compartilha o celular com o filho, mas só recebe chamadas: ''Não dá para fazer ligação pelo celular porque é muito caro; o negócio é usar o cartão, que fica mais barato''. E justifica, em tom de filosofia: ''Os grandes empresários ficam ricos economizando centavos''.
A dona de casa Silvana Gonçalves Vieira comprou dois cartões de 20 créditos com o Rafael, sendo um cartão para ela e outro para o marido. ''O celular gasta pra caramba. O tempo que a gente usa com o cartão, no celular vai em um segundo''. Ela ainda tem os cartões telefônicos porque às vezes esquece o celular em casa. Em média, Silvana, usa dois cartões de 20 créditos por mês.
O pintor Marco Antônio de Castro é outro exemplo de pessoa que tem celular, mas também usa o telefone público por ser mais barato. Segundo ele, é muito grande a diferença de custo entre uma ligação com cartão e de uma ligação de celular para um telefone fixo. Marco Antônio gasta um cartão com 40 créditos por mês e diz que usa o celular só para receber chamadas.
Mas tem gente que não usa o telefone público em hipótese nenhuma. É o caso da vendedora Rubiane Alves da Rosa que faz e recebe chamadas normalmente pelo celular. Ela usa o sistema pré-pago e acha que não fica muito caro. Rubiane diz receber muitas ligações no celular em função do trabalho e da família.
O coordenador de vendas de cartões da Sercomtel, Izaldino Toppa, observa que muita gente usa o celular apenas para receber ligações. ''Por isso é comum a gente ver a pessoa com o celular no bolso mas telefonando de um orelhão''.
Outra constatação é que o aumento de habilitações para celular acompanha o aumento nas vendas de cartões telefônicos. De acordo com Izaldino, nos últimos quatro anos a Sercomtel mantém a média de venda de 150 mil cartões por mês.

Ritmo de feriado

Ao contrário da segunda-feira, quando foram registradas diversas alterações de preços, a manhã de ontem estava em ritmo de feriado na Ceasa de Londrina. Os preços das frutas e verduras não sofreram nenhuma alteração.


Prolongado

E a tendência para esta quarta-feira é que o movimento se mantenha estável, em função do feriado de Corpus Christi, que será celebrado amanhã. A previsão, portanto, é de que o movimento só volte ao normal na sexta feira.



Promoções

Mesmo não sendo dia de promoções, uma rede de supermercados de Londrina estava com preços bem mais baixos que a concorrência nesta terça feira: o quilo de tomate de primeira estava a R$ 0,57; a banana nanica também a R$ 0,57; e alface crespa a R$ 0,28 a unidade. O mesmo supermercado promete preços mais baixos nesta quarta feira.


Prévia

O consumidor puxaram para baixo a primeira prévia de junho do índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), um dos componentes do IGP-M, desacelerou-se 0,55 ponto percentual. A taxa de variação passou de 0,22% para -0,33%. As maiores contribuições para a desaceleração partiram dos grupos Alimentação e Transportes. No grupo Alimentação, os destaques foram os itens frutas (-1,34% para 8,71%), hortaliças e legumes (0,21% para 2,58%) e arroz e feijão (-0,25% para 3,44%). Na classe dos Transportes, a maior queda ocorreu na taxa do item álcool combustível (-1,11% para -12,51%).

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