Para um produto ter sucesso, não basta ser bom, é preciso ser apresentável. Por isso, as indústrias investem pesado na aparência de seus produtos. E não é por acaso que profissionais de design são especialmente contratados para cuidar deste assunto. A embalagem é o grande chamariz para a maioria da população, mas tem gente que ainda prefere ver e tocar a mercadoria que está comprando, mesmo sem embalagem nenhuma. Serão consumidores menos exigentes?
Como nas antigas casas de ''secos e molhados'', ainda hoje existem pequenos mercados e quitandas que vendem mercadorias a granel, ou ''picado'', como o povo costuma dizer. Mas é na feira que acontece a maior interação entre o consumidor e o produto. É aquele detalhe: ''ver com as mãos''.
A venda a granel tem consumidores tão fiéis que alguns feirantes trabalham exclusivamente com este sistema em suas bancas. Produtos, como o arroz e o feijão, por exemplo, que só podem ser comprados em pacotes com pesos exatos nos supermercados, na feira são vendidos em qualquer quantidade.
Se a pessoa tem uma nota de R$ 2,00, ela não pode levar para casa um pacote de um quilo de feijão que custa R$ 2,50 no mercado; mas na feira, ela pode levar 800 gramas do produto sem problema nenhum. Mas não é só por dinheiro. E tem pessoas que precisam de quantidades menores para suprir suas necessidades.
O feirante Lourival Abreu trabalha com a venda de produtos a granel há 15 anos e vende arroz, feijão, amendoim, soja e milho seco. Ele mesmo ''escolhe'' os produtos que são levados à feira, antes de serem colocados em sacos de juta ou estopa. A aparência dos produtos é realmente boa. Um cliente fica encantado com o feijão preto, que ''chega a brilhar''.
Segundo ele, ''a clientela procura um produto diferenciado, com mais qualidade''. E ressalta uma característica dos clientes: ''são pessoas que gostam de sentir o gostinho de pegar nos produtos sem embalagens.''
O feirante destaca também que na venda a granel não existe um padrão de peso, como nos produtos que saem embalados das indústrias: ''Aqui o cliente compra o quanto ele quer, seja de acordo com o bolso ou de acordo com a sua vontade; ele tanto pode levar meio quilo de arroz, como um pouco mais ou um pouco menos'', afirma.
A dona de casa Maria Moreno é uma cliente tradicional dos produtos a granel. Ela compra principalmente arroz e feijão neste sistema a cada 15 dias. A dona Maria explica que não gosta de comprar alguns produtos em pacotes nos supermercados: ''Aqui a gente compra a quantidade que quer'', afirma.
O jornalista aposentado Celso Rodrigues também compra arroz e feijão a granel toda quinzena. Ele diz que tem esta preferênciaa porque ''na feira dá para escolher melhor o produto, o que não acontece quando ele está na embalagem.''
A dona de casa Regina Ferreira Ramos tem outro motivo: ''A gente vê na hora a qualidade do produto; o feijão - por exemplo, é muito melhor e quando está embalado a gente não vê direito a qualidade''. Outra razão apresentada por Regina é que ela pode decidir a quantidade que precisa comprar: ''Pode ser um quilo, meio quilo, ou 700 gramas'', afirma.
A estudante Franciele Gomes, de 14 anos, foi com uma amiga à feira para comprar um quilo de arroz. Ela ainda não conhecia o sistema de vendas a granel e ficou surpresa: ''É a primeira vez que eu vejo alguém fazendo compras deste jeito'', disse.

Diferenças
É impressionante a diferença de movimento nas feiras de Londrina quando um mês termina e outro começa. Nos últimos dias de maio, o movimento estava bem fraco e sobrava espaço nas feiras do centro. Porém, nos primeiros dias do mês, a situação se inverteu e os feirantes estavam rindo à toa.

Alta definição
O comércio também ganhou novo ‘‘fôlego’’ neste começo de junho. No sábado, as lojas ficaram abertas até às seis da tarde e registraram boas vendas. Uma boa parte das pessoas estava comprando produtos para ver a Copa do Mundo com melhor definição. E nem a chuva ocasional da segunda-feira espantou os clientes das lojas.

Guarda-chuva
E as lojas que estavam com seus estoques de guarda-chuva bem escondidos, trouxeram o produto para o lado de fora ontem. As vendas aumentaram em mais de 50%, com preços na média de
R$ 10,00.

Frutas e verduras
A segunda-feira não é um dia tradicional de promoções de frutas e verduras nos supermercados de Londrina. Mas, para efeitos de comparação, é bom anotar os preços praticados no dia de ontem: Veja no quadro

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