O brasileiro, de um modo geral, não é muito chegado a uma alimentação balanceada. É difícil encontrar quem não aprecia um churrasco, uma suculenta feijoada, ou quem, no dia a dia, não come salgadinhos e produtos industrializados, como os famosos ‘‘chips’’. Todos estes alimentos fazem aumentar os
índices de obesidade, que hoje atingem cerca de 40% da
população.
  Uma amostra de que o brasileiro gosta de produtos gordurosos está na feira. Marilda Ortega Costa tem uma banca há 20 anos e trabalha com doces, queijos, linguiças, torresmos e defumados para feijoada, entre outros. Ela faz questão de afirmar que quase tudo que oferece a seus clientes é produção artesanal. ‘‘O queijo e a linguiça vem do sítio mesmo’’, afirma. A feirante diz que tem um bom movimento devido à qualidade de seus
produtos.
  O estudante Rafael Gomes Peres foi à banca de Marilda comprar um pote de mel. Ele afirma que é a primeira vez que faz compras nesta barraca e ficou impressionado com a disposição das mercadorias, e que achou ‘‘o visual agradável’’. Rafael disse ainda que sempre vai à feira do centro em função da proximidade, por morar perto.
  A turismóloga Mariana Silke geralmente compra queijos na feira. Ela diz que restringe o consumo a alguns produtos por conta do alto teor de gordura. Mariana considera que ‘‘os produtos têm boa qualidade, mas acho os preços um pouco elevados’’.
  A esteticista Eliane Ribeiro comprou torresmo e queijo. Ela sabe que o torresmo tem muita gordura, mas acha que ‘‘comer de vez em quando não faz mal para a saúde’’.
  E há pessoas que, independente da idade, gostam de produtos gordurosos. A aposentada Iva Ghislene, de 76 anos, mora em Santa Catarina e veio passear na casa de uma filha em Londrina. Ela aproveitou a passagem pela feira para experimentar um queijo de Minas Gerais. ‘‘Achei o queijo um pouco salgado’’, disse. Mesmo assim, levou o produto para casa.
  A nutricionista Clísia Mara Carreira reconhece que os produtos gordurosos fazem parte da cultura do brasileiro, mas lembra que ‘‘a gordura saturada, aquela de origem animal, é extremamente maléfica ao organismo’’. Ela diz que as principais conseqüências do consumo exagerado desses produtos são o aumento do colesterol, com danos para o coração, e a criação dos condições necessárias para a pessoa se tornar ou permanecer obesa.
  De acordo com a nutricionista, o brasileiro gosta muito desses produtos porque ‘‘a gordura é saborosa, ela dá a sensação de saciedade’’. Ela alerta que o consumo constante é de alto risco para a saúde. ‘‘Às vezes, a pessoa pode estar consumindo produtos com gordura sem perceber isso, e aí está o grande problema’’, afirma. A nutricionista considera ‘‘consumo constante’’ o fato de alguém comer pastéis duas ou três vezes por semana ou comer churrasco todos os finais de semana.
  Clísia afirma que a pessoa que tem por hábito consumir muita gordura de origem animal deve se preocupar também em se alimentar com frutas, verduras, legumes e cereais, mas faz uma ressalva. ‘‘As fibras ajudam, mas não neutralizam os efeitos da gordura’’. Segundo ela, o ideal é a pessoa fazer - sempre - uma alimentação balanceada.

Altas na Ceasa
Seis produtos registraram altas na Ceasa de Londrina nesta terça feira:
– Chuchu, 20%, passando para R$ 12,00 a caixa com 22 quilos;
– Nabo, 20%, passando para R$ 3,00 o maço;
– Quiabo, 20%, passando para R$ 12,00 a caixa com 16 quilos;
– Pepino japonês, 25%, passando para R$ 20,00 a caixa com 22 quilos;
– Pepino caipira, 29%, passando para R$ 18,00 a caixa com 22 quilos; e
– Amendoim, 35%, passando para R$ 50,00 a caixa com 25 quilos.

50 polegadas
Uma loja de eletrodomésticos de Londrina está vendendo um aparelho de TV plasma de 50 polegadas por R$ 14.999,00 à vista ou em 12 prestações, sem acréscimo. Em outra loja, o preço sobre para R$ 17.999,00 à vista ou em 11 parcelas de R$ 2.207,57, o que totaliza R$ 24.976,27. (Com esse montante, é possível comprar 50 aparelhos comuns de TV).

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